segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Papa Francisco: os anjos da guarda existem e são nossos companheiros

 

PAPA FRANCISCO NA PRAÇA DE SÃO PEDRO

Antoine Mekary | ALETEIA

“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas", afirmou o Papa

Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida. Foi o que disse o Papa Francisco em uma homilia na Casa Santa Marta (02/10/14), no dia em que a Igreja celebrava a memória dos Santos Anjos da Guarda.

“As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”.

Companheiro de viagem

“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento…’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”.

“Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa Francisco ao falar sobre os anjos da guarda – porque temos sempre “este companheiro”.

Conselheiro

“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”.

“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”

Fonte: Aleteia

Como escutar Deus em meio ao barulho e às limitações cotidianas

 


Nosso nome, pronunciado por Jesus, está escrito em tudo o que nos rodeia

É difícil escutar a voz de Deus em nosso coração e descobrir seus desejos, a missão que Ele nos confiou. O Espírito Santo fala no silêncio e nós não o ouvimos, porque parece haver barulho demais.

Você conhece a lenda do monge e do templo na ilha? Disseram ao monge que os sinos mais belos era ouvidos nessa ilha, mas que, com o passar dos séculos, a ilha havia afundado no mar e, com ela, o templo e seus sinos. Uma antiga tradição afirmava que os sinos continuavam tocando sem cessar e que qualquer um que prestasse muita atenção poderia ouvi-los.

O único desejo do monge era ouvir esses sinos. E ele ficou sentado durante dias na beira do mar, diante do lugar em que o templo havia existido, e tentava ouvir com toda a atenção. Mas só escutava o barulho das ondas ao bater nas pedras. Ele fez todo o esforço possível para afastar de si o barulho das ondas, com o fim de ouvir os sinos. Mas foi em vão: o mar parecia inundar o universo.

Um dia, desanimado, desistiu da sua ideia, acreditando não ser um dos seres afortunados a quem era dado o dom de ouvir os sinos. Em seu último dia no local, ele apenas deitou na areia, contemplando o céu e ouvindo o som do mar. Naquele dia, ele não opôs resistência ao som do mar, apenas se entregou, e descobriu que o som das ondas era realmente doce e agradável. E foi ficando absorto naquele som, até seu coração ficar em silêncio profundo. E, em meio àquele silêncio, ele ouviu! Primeiro um sino, depois outro, outro e outro. E todos e cada um dos mil sinos do templo, que formavam uma gloriosa harmonia. Seu coração transbordou de assombro e alegria.

Ruídos

Sonhamos com ouvir a voz de Deus, buscamos o silêncio e nos retiramos do mundo. Não o encontramos. Os barulhos da vida nos incomodam e queremos evitá-los. Queremos fazer silêncio, mas não conseguimos, porque continuam os barulhos, as vozes, os gritos. Não há silêncio em nosso interior e no mundo que nos cerca.

A história dos sinos no mar nos ensina a orar sem desprezar o mundo que nos rodeia, sem querer fugir dele. Quando aprendermos a ouvir nossa alma cheia de barulho, as ondas do nosso interior, o mar dos que estão ao nosso lado, a vida com sua falta de paz, esse dia cheio de atividades, então conseguiremos escutar os sinos de Deus.

Quantas vezes não vemos Deus no cotidiano! Não sabemos onde Ele está, nem o que quer de nós. Onde está nessa dor que sentimos, na rotina, em nossa família ou na tempestade do nosso coração. Ou diante de uma decisão difícil, de um fracasso.

Gostaríamos de ver o céu se abrindo e Deus dizendo “Sou eu, estou aqui”. Mas Ele fala de outra forma, às vezes apenas sussurra. Se começarmos a ver nossa vida e tudo o que os cerca com os olhos de Deus, descobriremos o melhor caminho para ouvi-lo.

Voz de Deus

Às vezes, essa voz de Deus são as pessoas que passam pela nossa vida. Aí podemos escutar Deus. Não andando na ponta dos pés sobre a vida, mas segurando-a entre as mãos. Não queremos abstrair-nos de todos os barulhos do mundo, mas colocando nosso coração ali, na realidade em que Deus nos fala.

No meio dos nossos barulhos, é possível ouvir a voz de Deus pronunciando nosso nome, dizendo-nos o quanto nos ama. Sim, nosso nome está escrito em tudo o que nos cerca, pronunciado por Jesus. E o nome de Jesus também está presente em todas as realidades, mas às vezes nós o pronunciamos timidamente.

É preciso amar o mundo no qual Cristo se fez carne. Aí mesmo, entre as pessoas, na falta de amor e paz, pois aí nasce o eterno. Aí começa a fronteira da eternidade. Aí entendemos o sentido da nossa vida, e os sinos de Deus começam a tocar na nossa alma. Sua voz é doce e clara.

Escutemos o que Deus nos fala a cada dia e sigamos o caminho que Ele nos mostra.

Fonte: Aleteia

Assis, a terra do criador do presépio, apresenta “O Natal de Francisco”


A Basílica Superior de São Francisco em Assis com uma das imagens do vídeo mapping. Crédito: Franciscanos de Assis

 ASSIS, 07 dez. 20 / 09:04 am (ACI).- Os freis franciscanos de Assis e as autoridades da região de Umbria (Itália) apresentaram o presépio e o programa do “Natal de Francisco”, que começará na terça-feira, 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, e concluirá em 6 de janeiro de 2021, Solenidade da Epifania do Senhor. Este grande evento é oferecido especialmente pelos profissionais de saúde envolvidos na luta contra a pandemia de coronavírus.

Na terça-feira, 8, o programa começa com uma Missa às 17h (hora local), com a bênção do presépio e a iluminação da árvore de Natal. Para lembrar os profissionais de saúde, o presépio terá a imagem de uma enfermeira entre os 50 pastores que o compõem.

O Natal de 2020 será especial pois “reviverá o espírito franciscano no presépio inventado pelo santo de Assis, com projeções multimídias de vídeos sobre a fachada da Basílica Superior de São Francisco e da Catedral de São Rufino, vídeo mapping (projeção sobre edifícios) e jogos de luzes nas ruas da cidades, com a direção artística de Mario Cucinella”, indica uma nota dos franciscanos.

A árvore de Natal montada na praça inferior é um abeto branco de 13 metros de altura doado pela Assessoria de Agricultura e Bosques da Província Autônoma de Trento. Está decorada com cerca de 40 mil luzes de led. Depois de ser cortada, foi logo substituída por outra no Valle dei Mocheni.

Entre as projeções que serão vistas até o dia 6 de janeiro, estão o Natal e a Anunciação de Maria, assim como alguns afrescos de Giotto que estão na Basílica Inferior de São Francisco, e um vídeo mapping exclusivo do interior do complexo monumental que permitirá que o “telespectador aprecie os mais de 10 mil metros quadrados de afrescos, realizado pelo estúdio do arquiteto Marco Capasso”.

O Custódio do Sacro Convento de Assis, Frei Marco Moroni, afirma que “apesar deste ano marcado pelo sofrimento na pandemia, podemos dizer Feliz Natal, porque o Senhor vem, vem sempre e nos faz companhia”.

“Este ano quisemos realizar um presépio muito particular no qual se ressaltará a beleza da arte de Giotto para fazê-la plástica, para fazer esta realidade imersiva. Em frente à Basílica, poderemos estar diante desta presença, na qual cada um poderá se sentir parte do evento, do nascimento de Jesus”, indicou.

“Ele está no meio de nós, nos faz companhia e se faz companheiro de nossas dificuldades e sofrimentos. É a mensagem de Natal de sempre e hoje fica ainda mais claro”, assegurou o frei.

A iniciativa conta com o patrocínio da Região de Umbria e da prefeitura de Assis, apoiada pela Enel, pela Fundação Cassa di Risparmio de Perugia e da Fundação Cassa di Risparmio de Castello. O projeto foi feito em colaboração com Mario Cucinella Architects. 

A cidade de Assis se transformará em um presépio imaginário. Graças a um jogo de luzes alguns edifícios ficarão iluminados com cores particulares e poderão ser vistos do valle: a Basílica de São Francisco, a Basílica de Santa Clara, Rocca Maggiore, Rocca Minore, Monte Frumentario, Torre Cívica da praça del Comune e a Catedral de São Rufino. Haverá ainda a iluminação das ruas que unem a Basílica de São Francisco e a Catedral”, indica o comunicado.


Fonte: Acidigital

Santo do Dia : Santo Ambrósio

 

Hoje, em toda a Igreja, fazemos memória de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja. De nobre e distinta família romana, nasceu provavelmente em 339, em Tréviros, onde seu pai exercia o cargo de prefeito das Gálias. A mãe ficou viúva muito cedo e voltou à Roma com três filhos: Marcelina, que se consagrou a Deus e tomou o véu das virgens; Sátiro, que morreu em 378, depois de exercer altos cargos do Estado; e Ambrósio, o último, que seguiu a carreira diplomática, tradicional na família. Ambrósio desde cedo aprendeu a alimentar as virtudes cívicas e morais, ao ponto de ter sido governador da Emília, do Lácio e de Milão, antes de ser Bispo. Estudou Direito antes de estudar Teologia.

A mãe de Ambrósio devia ser cristã praticante e generosa. O Papa Libério (352-366) impôs pessoalmente o véu à filha dela, Marcelina, e parece que visitava a casa da nobre senhora romana. Todos da família beijavam a mão de Libério. Ambrósio, ainda criança, depois de se despedir do Pontífice, tratou de imitá-lo e estendeu a mão aos criados e à irmã, para que a beijassem. Marcelina recusou-a com bons modos mas ele respondia: “Não sabes que eu também hei-de ser Bispo?” Dizia então Ambrósio, por brincadeira, mais do que sabia. No entanto, era para isso que a Divina Providência o destinava. Ambrósio era governador de Milão. Com a morte do Bispo de Milão, chamado Ariano, Ambrósio foi para a eleição do novo Bispo, a fim de evitar grandes conflitos. Em meio a confusão, de repente uma criança grita: “Ambrósio, Bispo!”. O Clero e o povo aderiu e todos aclamaram: “Queremos Ambrósio Bispo!”. O povo teve que teimar durante uma semana, até que, vendo nisso a voz de Deus, Ambrósio, que ocupava alto cargo no Império Romano e somente era catecúmeno, cedeu à vontade do Senhor. O 1° Concílio de Niceia (325) tinha proibido que subisse ao Episcopado qualquer neófito. Mas o Papa e o Imperador aprovaram a eleição. Depois de batizado, foi ordenado sacerdote e logo em seguida Bispo de Milão. Tudo isso no ano de 374.

Providencialmente, usou as qualidades de organizador e administrador para o bem da Igreja, podendo assim atuar no campo pastoral, político, doutrinal, litúrgico, ao ponto de merecer o título de grande Doutor e Padre do Cristianismo no Ocidente. Sua figura política ficou marcante, principalmente quando aplicou ao Imperador uma dura penitência pública comum, pois teria Teodósio consentido uma invasão à cidade de Tessalônica, que resultou na morte de muitos. No que diz respeito à Imperatriz Justina, que desejou restaurar a estátua da deusa Vitória, ele opôs-se valentemente enquanto viveu. Santo Ambrósio, como homem de Deus, partilhou sua riqueza material e espiritual com o povo; jejuava sempre; pai carinhoso e tão grande orador que teve papel importante na conversão de Santo Agostinho. Deixou muitos escritos e morreu com 60 anos no ano de 397, após 23 anos de serviço ao seu amado Cristo, com estas palavras: “Não vivi de tal modo que tenha vergonha de continuar vivendo; mas não tenho medo de morrer, porque temos um Senhor que é bom”.

Santo Ambrósio, rogai por nós!

Liturgia Diária : COR LITÚRGICA: BRANCO 2ª Semana do Advento | Segunda-feira

Primeira Leitura (Is 35,1-10)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio. 2Germine e exulte de alegria e louvores. Foi-lhe dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron; seus habitantes verão a glória do Senhor, a majestade do nosso Deus.

3Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. 4Dizei às pessoas deprimidas: “Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é vosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para vos salvar”.

5Então se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. 6O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos, assim como brotarão águas no deserto e jorrarão torrentes no ermo. 7A terra árida se transformará em lago, e a região sedenta, em fontes d’água; nas cavernas onde viviam dragões crescerá o caniço e o junco.

8Ali haverá uma vereda e um caminho; o caminho se chamará estrada santa: por ela não passará o impuro; mas será uma estrada reta em que até os débeis não se perderão. 9Ali não existem leões, não andam por ela animais depredadores, nem mesmo aparecem lá; os que forem libertados poderão percorrê-la, 10os que o Senhor salvou voltarão para casa. Eles virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos: cheios de gozo e contentamento, não mais conhecerão a dor e o pranto”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 84)

— Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar.

— Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar.

— Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração. Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.



Evangelho (Lc 5,17-26)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. 

— Glória a vós, Senhor.

17Um dia Jesus estava ensinando. À sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E a virtude do Senhor o levava a curar.

18Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo. 19Mas, não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o desceram com o leito no meio da assembleia diante de Jesus. 20Vendo-lhes a fé, ele disse: “Homem, teus pecados estão perdoados”.

21Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo: “Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados senão Deus?” 22Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo: “Por que murmurais em vossos corações? 23O que é mais fácil dizer: ‘teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘levanta-te e anda?’ 24Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar os pecados — disse ao paralítico — eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa”. 25Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. 26Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Compreendendo e Refletindo

“Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo” (Lucas 5,18).

Que beleza são esses homens que estão carregando um paralítico que precisa chegar até Jesus, pois – é claro! – uma vez que esse homem estava paralítico, ele não tinha como andar, não tinha mobilidade, forças nas pernas para poder chegar até o Senhor.

Esses homens bondosos não pensaram neles em primeiro lugar – eles também queriam chegar até Jesus. Eles levaram alguém que estava mais necessitado, alguém que estava paralisado e que precisava do Senhor. Foram homens de fé que levaram também um homem de fé, mas que não tinha como chegar ao Senhor.

Precisamos ser esses homens de fé, mas não há homens e mulheres de fé que não sejam também homens de esperança e de caridade. Não tenha somente fé: “Eu tenho muita fé”, “Creio muito em Deus”.! Se você tem fé, se você crê mesmo nesse Deus e O ama tanto, ame mesmo o seu irmão, vá ao encontro daqueles que não podem chegar até Jesus.

Nesta época em que vivemos, nas circunstâncias do ano que se passa, em que uma pandemia veio tomar conta de toda a humanidade, muitas pessoas se fecharam em si e se esqueceram da caridade.

Precisamos ser prudentes em tudo, mas sem jamais deixar de amar e de cuidar. Já que temos tantas redes sociais, temos tanta disponibilidade de mecanismos digitais, levemos a graça de Deus ao coração das pessoas e levemos as pessoas ao encontro de Jesus.

Vá ao encontro daqueles que não podem chegar até Jesus

Não usemos as redes, os aparelhos que estão à nossa disposição para semear fofoca e confusão, levemos a Palavra de Deus que transforma, cura, liberta, e que coloca muitas pessoas de pé, porque muitas estão doentes, prostradas, desanimadas, paralisadas como o paralítico do Evangelho.

Não deixemos a nossa vida paralisar nem a vida do irmão. Por isso, neste tempo de graça, abra o seu coração, vá ao encontro daquele que passa necessidade, ligue e procure saber. Tenho que lhe dizer que há pessoas morrendo por depressão, solidão, abandono, falta de cuidado, de ternura, amor e presença.

A paralisia que se refere o Evangelho não é só a paralisia das pernas; o coração humano está paralisado, atormentado, doente e fragmentado. Como precisamos levar essas pessoas até Jesus, porque Jesus perdoa os nossos pecados, purifica a nossa alma e nos coloca de pé.

Que possamos ir ao encontro do Senhor, mas que sejamos homens e mulheres de fé para levarmos tantos, a fim de que também eles se levantem da paralisia em que se encontram.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo - Canção Nova


domingo, 6 de dezembro de 2020

Arcebispo detona interrupção de Missa: "Ocorre onde perseguem os cristãos"

 

Missa de Crisma

SHUTTERSTOCK

"Se não se consegue ver a diferença entre uma missa e um baile de carnaval, fica difícil conversar", afirma dom Wilson

Arcebispo detona interrupção de Missa de Crisma em Santa Catarina: dom Wilson Tadeu Jönck, arcebispo de Florianópolis, deplorou a forma como autoridades da cidade de Botuverá, na arquidiocese de Florianópolis, interromperam uma Santa Missa em que 78 pessoas estavam recebendo o sacramento da Crisma, no último sábado, 28 de novembro.

As autoridades responsáveis pela interrupção alegaram que a celebração religiosa violava normas de prevenção contra a covid-19. A Santa Missa estava sendo celebrada no salão da Paróquia São José, justamente para facilitar o distanciamento social.

As providências que tinham sido tomadas

Segundo declarações do pároco, pe. Paulo Riffel, ao site local Olhar do Vale, a vigilância sanitária do município de Botuverá visitou o salão paroquial na quinta-feira de manhã, “olhou e ajudou a organizar os espaços”. À noite, porém, “sem me comunicar nada, mandaram uma mensagem por WhatsApp que deveria ser cancelado”.

Na sexta-feira, o sacerdote se reuniu com o prefeito: “Conversamos, analisamos, juntamente com o jurídico, e foi então liberada a celebração”. O pe. Paulo destaca que foi respeitado o limite máximo de ocupação de até 30% do espaço para cultos religiosos: seriam usados 312 dos 1.200 lugares disponíveis no local.

De fato, a prefeitura de Botuverá declarou mediante nota:

“Em reunião havida com o Prefeito Municipal, Assessor Jurídico da Prefeitura e o Padre, cogitou-se a realização da missa, considerando-se que a realização de missas e cultos em igrejas ou templos de qualquer culto, bem como qualquer reunião presencial de cunho religioso, estaria condicionada ao cumprimento das regras dispostas”.

O próprio dom Wilson Tadeu Jönck, em nota veiculada pela Arquidiocese de Florianópolis, confirmou que todas as paróquias “são orientadas a seguir as normas lançadas pela autoridade sanitária com referência aos cuidados preventivos com relação à COVID-19”.

Tais cuidados são os exigidos pelo governo do Estado de Santa Catarina, conforme o arcebispo explicita:

“Em todos os lugares de culto, os assentos estão demarcados de acordo com a capacidade estipulada pelos decretos do Estado; é fornecido álcool gel para todos os participantes e é obrigatório o uso de máscara. Nós nos consideramos colaboradores do Estado no seu esforço no combate à pandemia”.

No tocante à celebração em Botuverá, dom Wilson complementa:

“Tudo estava organizado seguindo à risca as normas da autoridade sanitária: distanciamento, lugares demarcados para todos os participantes, fornecimento de álcool gel e todos os presentes usavam máscaras”.

A intervenção em Botuverá

Apesar de todos os cuidados, prevaleceram interpretações que trazem insegurança jurídica pela falta de clareza e uniformidade.

A própria nota da prefeitura, de fato, mesmo tendo reconhecido que a reunião com a paróquia previa o cumprimento dos protocolos sanitários, acaba, porém, acrescentando:

“Não foi este o entendimento do Ministério Público, bem como da Secretaria de Estado de Saúde, por se tratar de ‘evento’, além do entendimento de impossibilidade de garantia de cumprimento das regras vigentes diante do porte do evento”.

A nota da prefeitura (que pode ser lida na íntegra em seu site oficial) prossegue dizendo:

“Infelizmente, na sexta-feira à tarde, a Secretaria de Saúde recebeu a informação de que a cerimônia não seria cancelada. Ainda nesta sexta-feira, a secretária de saúde e a vigilância sanitária estiveram presencialmente na paróquia, na certeza do convencimento deste adiamento ou no mínimo da possibilidade de realização em diferentes momentos, o que também não foi aceito. Diante da recusa, no sábado, o pároco foi oficiado da impossibilidade da realização do evento, porém novamente os alertas foram ignorados”.

Ou seja, a interrupção da Santa Missa se basearia na interpretação de que a cerimônia religiosa deveria ser considerada genericamente como um “evento social”.

Arcebispo detona interrupção de Missa

Dom Wilson reage:

“Causa revolta quando o argumento usado é o de que, pelo fato de a missa ser celebrada no salão, ela se tornava um evento e este era proibido”.

Foi com essa interpretação, conforme o relato do pároco, que a secretária de saúde de Botuverá, Márcia Adriana Cansian, chegou ao salão paroquial com uma equipe da vigilância sanitária e da polícia para interromper a celebração da Santa Missa.

O pe. Paulo comenta:

“Conseguimos levar até o final da crisma, sendo crismados os participantes. Mas na hora da comunhão, foi-nos avisado que iriam entrar com os policiais. Então, o bispo decidiu fazer a oração final, agradecer e dar a bênção”.

Dom Wilson fez questão de enfatizar o que mais o feriu:

“Foi a ordem de interromper a missa. E foram repetidas ameaças de que iriam entrar e acabar com a celebração. Preciso dizer que a celebração da missa não se interrompe na metade. Nos meus mais de 40 anos de sacerdócio, isto nunca me aconteceu”.

O pe. Paulo Riffel definiu o acontecimento como “um atentado contra a fé católica”. E comenta:

“Foram impedidos de comungar. Fico muito triste. O bispo, que é autoridade máxima, em nenhum momento foi notificado ou comunicado antes. Pegaram-no de surpresa”.

Realmente, dom Wilson declarou mediante a nota da arquidiocese:

“Ora, se não se consegue ver a diferença entre uma missa e um baile de carnaval, se torna difícil conversar. Havia uma insistência para se achar um motivo para implicar. Sinceramente, não consigo encontrar o motivo para tal implicância. Mas deve haver um motivo”.

E denuncia:

“Tenho lido nos noticiários que tais fatos acontecem em regiões onde há perseguição contra os cristãos. Aproveitam quando a comunidade está reunida para atacar. Não esperava passar por esta experiência em Botuverá”.


Fonte: Aleteia 

 

 

Missa de Crisma é interrompida por policiais e autoridades de saúde

 


Vigilância sanitária alega que a celebração desobedecia as normas restritivas contra a Covid-19; bispo nega e fala em perseguição religiosa

Autoridades sanitárias e policiais interromperam uma Missa de Crisma no município de Botuverá, Santa Catarina. O fato aconteceu no dia 28 de novembro de 2020.

Segundo a Arquidiocese de Florianópolis, 78 crismandos participavam da celebração. O Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, era quem presidia a Missa. De acordo com ele, os participantes seguiam à risca todas as normas de segurança para evitar a proliferação do coronavírus, como o uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social, por exemplo.

Entretanto, na metade da celebração, a secretária de saúde de Botuverá chegou com a polícia e a vigilância sanitária. As autoridades civis, então, interromperam a Missa, alegando violação das medidas restritivas contra a Covid-19

Missa sem comunhão

Após um entendimento, os participantes conseguiram receber o sacramento da Crisma. No entanto, as autoridades ameaçaram usar a força policial para finalizar a Missa. Então, na hora da Comunhão, o arcebispo resolveu terminar a celebração e seguiu para a oração final. Todos, portanto, ficaram sem receber a Eucaristia.

“Devo dizer que, pessoalmente, a parte que mais me feriu foi a ordem de interromper a missa. E foram repetidas ameaças de que iriam entrar e acabar com a celebração. Preciso dizer que a celebração da missa não se interrompe na metade. Nos mais de 40 anos de sacerdócio, isto nunca me aconteceu”, afirmou o Dom Wilson em nota de esclarecimento.

Celebração autorizada

O Padre Paulo Riffel, pároco da Paróquia São José (onde tudo aconteceu), explicou ao site Gaudium Press que a realização da celebração no salão paroquial tinha sido autorizada anteriormente pelas autoridades sanitárias municipais. Ele conta, inclusive, que técnicos da vigilância sanitária estiveram no salão paroquial para orientar a disposição das cadeiras e, assim, fazer cumprir o distanciamento social.

Além disso, o padre diz que se reuniu com o prefeito e que, após análise jurídica, ele permitiu a realização da Missa.

No entanto, um dia antes da celebração, a prefeitura voltou a solicitar o adiamento da Missa. Em nota oficial, o município, entretanto, alega que a proibição se devia ao fato de o Ministério público entender a celebração religiosa como “evento social” o que está proibido no município, por causa do avanço no número de casos de Covid.

Mas existe outra instrução normativa do governo do Estado que determina diretrizes específicas para as celebrações religiosas. É a Portaria 736, de 23 de setembro de 2020.

O documento, de fato, estabelece que, em regiões com risco potencial gravíssimo de contaminação, a lotação máxima dos templos religiosos deve ser de 30% da capacidade.

A paróquia São José seguia, de fato, essa norma. Tanto, que realizava a Crisma no salão paroquial, local mais fácil para cumprir as normas, observando o distanciamento social.

Ameaça à liberdade religiosa

Em nota oficial, Dom Wilson Tadeu Jönck disse que a interrupção da Missa lembrou os casos de perseguição aos cristãos. “Tais fatos acontecem em regiões onde há perseguição contra os cristãos. Aproveitam quando a comunidade está reunida para atacar. Não esperava passar por esta experiência em Botuverá”, afirmou o arcebispo.

Da mesma forma, o padre Paulo Riffel classificou o ocorrido como um “atentado contra a fé católica”, já que os fiéis foram impedidos de receber a Sagrada Eucaristia.

Fonte: Aleteia