quinta-feira, 4 de julho de 2019

Alianças de Amor


Em sua sabedoria infinita, Deus criou um jeito maravilhoso de nos trazer sempre à sua memória: os sinais.
O sinal evoca a presença de uma ausência; e por si só, contêm nas palavras, cores e gestos, o que significa. A palavra adeus condensa-se de saudade, distância, separação; a cor azul, em linguagem muda, nos faz recordar o céu; o gesto do polegar erguido indica que tudo está bem. Um exemplo clássico é o semáforo. As cores estão sempre na mesma ordem. De cima para baixo temos o vermelho, o amarelo e o verde. Não há nada escrito. Não se ouve uma palavra emanada de cada cor; mas sabe-se o que significam: pare, atenção e siga. É assim que funciona a linguagem dos sinais.
Deus se utiliza muito dessa linguagem na Bíblia. A primeira referência encontra-se no capítulo nove, versículos de doze a dezessete do livro do Gênesis: Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus. Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras: Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura. Quando eu vir o arco nas nuvens, eu me lembrarei da aliança eterna estabelecida entre Deus e todos os seres vivos de toda espécie que estão sobre a terra.” Dirigindo-se a Noé, Deus acrescentou: “Este é o sinal da aliança que faço entre mim e todas as criaturas que estão na terra.” Como Deus é Poeta! A maneira inicial que ele se utiliza para lembrar de cada um de nós é o arco-íris. Que coisa linda! Sete cores que indicam plenitude. Não se sabe onde começa e onde termina. Nesta aliança acompanhada deste sinal, Deus nos diz: “Vou lembrar de vocês de maneira plena, do princípio ao fim, todas as vezes que eu vir o arco-íris”. É a Aliança da Recordação!
A segunda referência à aliança está também no livro do Gênesis,  capítulo quinze. É entre Deus e Abrão. Abrão confiou no Senhor, e o Senhor lho imputou para justiça. E disse-lhe: “Eu sou o Senhor que te fiz sair de Ur da Caldéia para dar-te esta terra.Toma uma novilha de três anos, respondeu-lhe o Senhor, uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho.”  Abrão tomou todos esses animais, e dividiu-os pelo meio, colocando suas metades uma defronte da outra; mas não cortou as aves. E eis que, ao po-do-sol, veio um profundo sono a Abrão. Quando o sol se pôs, formou-se uma densa escuridão, e eis que um braseiro fumegante e uma tocha ardente passaram pelo meio das carnes divididas. Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão: “Eu dou- disse el – esta terra aos teus descendentes, desde a torrente do Egito até o grande rio Eufrates. Do arco-íris ao fogo. É uma aliança purificadora; e a iniciativa parte do próprio Senhor, pois ele bem sabia das limitações e infidelidades do seu servo. Por isso o fogo. Deus é fogo! Fogo que consome sem se consumir. E através deste sinal ele estava dizendo: “Se eu quebrar esta aliança que eu faço contigo e com a tua descendência, aconteça comigo o que aconteceu a estes animais”.É a Aliança da Terra!
A última indicação do livro do Gênesis a respeito de aliança entre Deus e Abrão, encontra-se no capítulo dezessete. Abrão tinha noventa e nove anos. O Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo-poderoso. Anda em minha presença e sê íntegro; quero fazer aliança contigo e multiplicarei ao infinito a tua descendência.” Deus disse-lhe: “Este é o pacto que faço contigo: serás o pai de uma multidão de povos. De agora em diante não te chamarás mais Abrão, e sim Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de povos. Faço aliança contigo e com tua posteridade, uma aliança eterna, de geração em geração, para que eu seja o teu Deus e o Deus de tua posteridade. Eis o pacto que faço entre mim e vós, e teus descendentes, e que tereis de guardar: Todo homem, entre vós, será circuncidado. Cortareis a carne de vosso prepúcio, e isso será o sinal da aliança entre mim e vós. Neste texto Deus nos mostra dois sinais desta aliança: a mudança de nome e o sangue derramado. De sentido para nós pouco significativo, mudar o nome para o Hebreu é tomada de posse. Era necessário ser pertença do Senhor para que a promessa fosse realizada. Só então o sinal realizar-se-ia. A “marca da carne” no genital masculino é a marca da vida e do domínio de Deus.    É a Aliança da Promessa!
E o que dizer da aliança matrimonial que é simbolizada num sinal visível e marcante? Se nos déssemos conta do seu verdadeiro e profundo significado, sem sombra de dúvida viveríamos o amor conjugal de outra forma.
Se as alianças anteriores tiveram a iniciativa de Deus, a iniciativa da aliança matrimonial parte do homem e da mulher; se as anteriores eram de natureza particular, privada, esta é de natureza pública. É compromisso de fidelidade realizado pelo fogo do Espírito Santo e diante do altar onde se celebra o sanguederramado em sacrifício. Isto é muito sério! Não é brincadeira!
Olha agora para o dedo anular da tua mão esquerda. Aí está o sinal! Geralmente de ouro para significar a sua nobreza. Na mão esquerda porque está do lado do coração, e quem nós amamos, onde trazemos? Lembra do arco-íris inicial? Este sinal é um arco-íris que lhe fará recordar, sempre que puser os olhos, o seu amado, a sua amada. Você seria capaz de dizer onde se encontra o começo e o término deste sinal? Nem eu, nem você. Mas somos capazes de pedir a Deus que seja um sinal eterna e que dure para sempre. É a Aliança do Amor!
(Gn 9,12-17; 15,7-21; 17,1-13)
Paz e Luz
Antonio Luiz Macêdo
Fonte: Catequese Católica

Após 14 anos cego, voltou a enxergar: O milagre da canonização de Ir. Dulce


O miraculado, José Maurício Bragança Moreira. Foto: Sara Gomes / Arquidiocese de Salvador
SALVADOR, 02 Jul. 19 / 12:00 pm (ACI).- O maestro José Maurício Bragança Moreira ficou cego durante 14 anos e, em 2014, voltou a enxergar, após rezar pedindo à intercessão de Ir. Dulce dos Pobres; o reconhecimento deste milagre levará à canonização da primeira santa brasileira no próximo dia 13 de outubro, no Vaticano.
A apresentação do miraculado aconteceu na segunda-feira, 1º de julho, em Salvador (BA), durante coletiva de imprensa no Santuário da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
“Eu sou paciente de glaucoma muito grave e ele me cegou durante 14 anos”, relatou José Maurício, segundo site da Arquidiocese de Salvador.
O maestro recordou que, em 2014, passou por “uma situação muito complicada”. “No dia do milagre, 10 de dezembro daquele ano, o meu coral ia cantar, mas a minha esposa nem me deixou sair de casa por causa do derrame que eu tive nos olhos devido a uma conjuntivite viral”.
“Eu passei a noite sem conseguir dormir e por volta das 4h eu peguei a imagem de Irmã Dulce, que fica na cabeceira da minha cama, e coloquei nos meus olhos e pedi a ela que aliviasse a minha dor, porque estava muito difícil, já que eu estava a quatro dias sem conseguir dormir”, contou.

De acordo com José Maurício, naquele mesmo momento, já bocejou. “Então, ela já me fez dormir e acredito que ela tenha operado durante o meu sono. Quando eu acordei de manhã, a minha esposa me deu umas compressas de gelo e foi quando eu comecei a enxergar o gelo e a ver a minha mão, e aos poucos a visão foi voltando”.

O momento que começou o retorno da visão foi pouco tempo depois da oração. É um milagre", assegurou.
Entretanto, mesmo após voltar a enxergar, os exames clínicos de José Maurício continuam sendo como de um paciente cego.
“Eu ouvi de médicos que eu nunca ia voltar a enxergar porque a visão perdida do nervo ótico não se recupera. Eu nunca pedi para voltar a enxergar, pois eu tinha consciência de que era impossível. O que Irmã Dulce me deu foi muito mais do que a cura da conjuntivite ou o alívio da dor. Ela atendeu a minha oração. É uma gratidão infinita, pois eu nunca imaginei que isso ia acontecer em minha vida”, acrescentou o miraculado.
É possível ser santo nos dias de hoje
O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, participou da coletiva de imprensa e falou sobre o exemplo de Ir. Dulce para todos, mostrando que é possível ser santo nos dias de hoje.
“Irmã Dulce foi em nossa frente para dizer: a santidade em nossa época é possível; a santidade em nossa época não é algo irrealizável, não é para um grupinho de pessoas privilegiadas: é para todos”, disse o Prelado.
Segundo ele, o “Anjo Bom da Bahia” veio “nos mostrar isso amando, amando a Jesus, servido a Jesus nos pobres. É possível sermos santos!”, exclamou.
“Nós vamos ter um exemplo muito concreto de como agradar a Deus. Agrada a Deus quem faz a Sua vontade, a vontade de Deus é que a gente O ame sobre todas as coisas, e ame ao próximo de forma muito concreta”.
Por isso, disse, “agora nós vamos seguir com mais carinho, com mais disposição, nos voltar para os necessitados”.
Dom Murilo assinalou ainda que, provavelmente, muitas pessoas, “em números, fizeram mais do que Irmã Dulce, mas poucos fizeram com tanto amor e é isso o que caracteriza o trabalho dela: o amor que ela colocou naquilo que ela fez”.
O Arcebispo informou ainda que, após a cerimônia de canonização presidida pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro, no Vaticano, no dia seguinte, “portanto 14 de outubro, às 10h, na Igreja Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, nós teremos a Missa da Santíssima Trindade, agradecendo este dom”.
Por outro lado, “no dia 20 de outubro, às 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador, será a primeira Missa oficial no Brasil”.

Fonte: Acidigital

Estudantes trocam festa de conclusão do ensino regular por expedição humanitária

Estudantes partem para expedição humanitária. Foto: Divulgação / Colégio Shalom
FORTALEZA, 04 Jul. 19 / 07:00 am (ACI).- Um grupo de jovens estudantes de Fortaleza (CE) partiu na última terça-feira, 2 de julho, rumo a uma das cidades mais pobres do Brasil para uma expedição humanitária que irá substituir a tradicional festa de conclusão do ensino regular, que acontece na maior parte das escolas ao fim do ano.
Esta expedição humanitária é realizada pelo Colégio Shalom, administrado pela Comunidade Católica Shalom, e acontece de 2 a 9 de julho, na cidade de Chaves (PA), uma das mais pobres do Brasil com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) e alta vulnerabilidade social. Segundo a instituição de ensino, os próprios alunos do terceiro ano do ensino médio optaram por participar dessa experiência social e humana.
Localizada na Ilha de Marajó, o acesso à cidade de Chaves é feito apenas por via fluvial em uma viagem de cerca de 8 horas por barco. Nesta localidade, vivem pouco mais de 22 mil pessoas nas piores condições do Brasil em pobreza, desigualdade social, alfabetização, escolaridade, saúde, lazer e violência.


Durante os oito dias, os estudantes visitarão as comunidades, conhecerão de perto a realidade das famílias e os dramas sociais da região. Além disso, participarão de Missas, vigília de evangelização jovem, aconselhamento para a comunidade e também realizarão apresentações artísticas e musicais para os moradores.
“Lá, existe tanto carência de assistência a serviços básicos quanto de um olhar de humanidade para as famílias. Queremos ser o olhar e o abraço de Deus para cada um”, declarou a coordenadora pedagógica do Colégio Shalom, Nayara Carvalho.
Para a coordenadora, nesta expedição humanitária, os estudantes receberão muito mais do que ofertarão, pois “conhecer outra realidade de vida os fará perceber o quanto eles têm tudo e que, muitas vezes, sofrem com a falta de sentido de vida”.
“Eles verão pessoas que vivem com muito pouco, mas que, mesmo assim, encontram motivos para sorrir”, acrescentou.
Além disso, indicou, será uma oportunidade para estes jovens do último ano do ensino médio agregarem vivências para as suas escolhas profissionais.
“Lá, eles vão contribuir, fazer o bem, doar o tempo para o outro, irão conhecer de perto as desigualdades sociais que tanto debatem em sala de aula. Acredito que, nessa viagem, eles se tornarão pessoas mais humanas, acolhedoras, com um olhar sobre a dor do outro, aprendendo a se disponibilizar a serviço de um mundo melhor e, assim, reunir características fundamentais para crescerem como profissionais”, manifestou Nayara Carvalho.
Esta também é a expectativa de muitos estudantes que participam da expedição. “Estou bastante ansiosa, acho que será uma experiência valiosa para o meu crescimento como jovem, como filha, como aluna, amiga, e para o meu futuro. Sou grata a Deus por meu colégio proporcionar essa viagem enriquecedora para mim. Tenho certeza de que será inesquecível”, expressou Sara Ribeiro, de 16 anos.
Durante a expedição humanitária, os alunos são acompanhados por professores e uma equipe de voluntários dentistas que aproveitarão a viagem para fazer atendimentos na comunidade.
Fonte : Acidigital

Em mensagem de vídeo, Papa reitera chamado a ser uma Igreja em saída


 Em preparação para o próximo Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa Francisco gravou uma mensagem em vídeo na qual reiterou seu chamado a ser uma Igreja "em saída", que busca os mais distantes e excluídos da sociedade.
O vídeo foi publicado em 2 de julho pela Seção de Migrantes e Refugiados da Santa Sé, em preparação para o dia 29 de setembro, que tem como tema "Não se trata apenas de migrantes".
Em sua mensagem, o Santo Padre assinala que "o mundo atual é cada dia mais elitista e cada dia é mais cruel com os excluídos". Também indicou que "os países em desenvolvimento continuam sendo depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de poucos mercados privilegiados".
"As guerras abatem-se apenas sobre algumas regiões do mundo, enquanto as armas para as fazer são produzidas e vendidas noutras regiões, que depois não querem ocupar-se dos refugiados, não querem, não o aceitam", denunciou.
"Quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, a quem se impede de sentar-se à mesa deixando-lhe as ‘migalhas’ do banquete".
Neste sentido, Francisco reiterou seu chamado para ser uma Igreja "em saída", que "sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos, aqueles que nós mesmos excluímos como sociedade".
"O desenvolvimento exclusivista torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O inclusivo e fecundo, projetado para o futuro", concluiu o Papa.
O vídeo foi publicado um dia após o anúncio de que o Papa celebrará no dia 8 de julho uma Missa para os migrantes na Basílica de São Pedro do Vaticano.
A Missa é para comemorar o sexto aniversário da visita de Francisco à ilha italiana de Lampedusa, onde costumam chegar os migrantes do norte da África. Cerca de 250 pessoas participarão da Eucaristia, entre migrantes, refugiados, voluntários e trabalhadores que se comprometeram a salvar a vida dessas pessoas.

Fonte: Acidigital

Santo do Dia : Santa Isabel

Nasceu na Espanha no ano de 1270. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação cristã. Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia e ajudou a propagar a grande devoção à Nossa Senhora da Conceição. Aos 20 anos teve seu filho Afonso IV, que viveu muitos conflitos com o pai.

Isabel era mulher de caridade e reconciliadora, vivendo isso bem a partir de sua família. Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados. Uma de suas últimas obras de caridade talvez, foi cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz que tanto a fez sofrer, agora precisava dos cuidados de Isabel, que se dispôs, quis cuidar dele. Ele ficou doente em 1324 e faleceu no ano seguinte. Então Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha e recebeu o hábito como franciscana, clarissa.
Em 1336 saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho, devido a um novo conflito familiar. Mesmo com 66 anos e enferma conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho. Ali ela faleceu, mas foi enterrada em Coimbra, como era seu desejo. Está enterrada em uma Igreja dedicado a ela.
Santa Isabel, rogai por nós!

Liturgia Diária : 13ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira


Primeira Leitura (Gn 22,1-19)
Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”.
6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7lsaac disse a Abraão: “Meu pai”. “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos.
9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”.
15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tomarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje : (Sl 114)

— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.

— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

Compreendendo e Refletindo o Evangelho
Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: ‘Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!’” (Mateus 9,2).
Vendo um homem paralisado em cima de uma cama, aqueles outros homens tiveram compaixão dele e o levaram até Jesus, porque ele mesmo não tinha condição de ir, algo o paralisava.
Eu não sei que paralisia esse homem tinha, mas a verdade é que ele não tinha coragem, ele não tinha força interior para se reerguer, para se colocar de pé, para ir ao encontro do Senhor. Ele precisava de outros para levá-lo até Jesus.
A verdade é que muitas coisas estão paralisando a nossa vida. A primeira delas, não tenha dúvida nenhuma, são os nossos pecados. Não podemos ignorar a força destrutiva e maligna que o pecado tem sobre nós. Alguns, de início, podem achar que o pecado seja exagero, porque todos nós somos pecadores. Nós somos! O pecado, no entanto, é um vírus terrível! De início, parece insignificante, mas o pecado tem o poder de corroer e destruir os melhores sentimentos, as melhores intenções e, mais do que isso, o pecado paralisa as nossas relações, a nossa vida interior, a nossa relação com Deus e o nosso crescimento na intimidade com o Senhor, com a verdade e a nossa própria humanidade.
O pecado faz de nós pessoas dúbias, contraditórias, por isso, vamos paralisando nossos sentimentos e afetos.
Você pode não se achar um grande pecador, mas não é um grande pecador, pois assim como há grandes paralisias, há pequenas paralisias que, depois, deixam as pessoas totalmente imobilizadas. Assim, vamos nos tornando pessoas impotentes para tantas situações da vida quando tratamos o pecado com relatividade, como se não tivesse tanta importância para nós.

Deixe que a sua fé seja, agora, tomada, retomada, e que ela destrua aquilo que o paralisa

Vamos nos prostrando quando nos entregamos ao desânimo e ao medo, quando nos deparamos com as situações adversas da vida e não lidamos com elas com a verdadeira coragem evangélica. É por isso que Jesus está dizendo a esse paralítico: “Coragem”. A coragem aqui não é simplesmente entusiasmo, é mais do que isso.
Coragem é fortaleza; então, fortaleçamos nossa fé e nosso ânimo. Deixemos que a nossa fé seja agora tomada, retomada, e que ela destrua aquilo que nos paralisa.
Olhemos, hoje, para o nosso coração, para percebermos quantas forças malignas estão nos paralisando: o ressentimento, a mágoa, o rancor, o ódio, os pensamentos negativos e destrutivos, os sentimentos que vão tomando conta e corroendo a nossa alma. Olhemos de que forma o pecado tem sido uma força destrutiva e negativa. Não temos muita força, às vezes, mas o Senhor quer nos levantar. Precisamos apenas reconhecer que mal está paralisando a nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo : Canção Nova

Evangelho (Mt 9,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”
3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Encontro Povos Indígenas e Políticas Públicas

O Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza, em parceria com o Fundo Arquidiocesano de Solidariedade, realizará no próximo dia 05 de julho de 2019 no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja o encontro ” Povos Indígenas e Políticas Públicas”.
Esse seminário, que contará com a presença de representações dos povos indígenas do Ceará, tem como objetivo discutir sobre as políticas públicas direcionadas para os povos indígenas. A Campanha da Fraternidade do ano de 2019 tem como objetivo estimular a participação da população em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais da fraternidade.
As políticas públicas são direitos fundamentais e visam atender os aspectos indispensáveis para uma vida plena de dignidade. O Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese tem ao longo de sua história atuado na promoção dos direitos fundamentais e na elaboração de políticas públicas que garantam o mínimo existencial para uma vida de qualidade dos públicos e populações em situação de vulnerabilidade em nossa Arquidiocese.
Os povos indígena por todos os aspectos especiais de seu modo de vida lutam pela efetivação daquilo que a Constituição Federal de 1988 estabelece, ou seja que o Estado proteja os seus territórios e populações objetivando a sua reprodução física e cultural. Portanto, é dever do Estado garantir dentre outros direitos uma saúde, educação, segurança alimentar, previdência social, cultura, esporte e lazer que levem em consideração as características diferencias dos povos indígenas.
O Seminário ocorrerá no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja e iniciará as 08:30. 
Informações:( 85) 3388-8708 ou cdpdh@cdpdh.org.br
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza