segunda-feira, 25 de junho de 2018

Santo do Dia: São Guilherme, combatente contra o mal

São Guilherme, combateu o mal e não admitiu o pecado em sua vida

Com grande devoção, hoje, lembramos a santidade de vida de São Guilherme, que nasceu em Vercelli, Itália, no ano de 1085. Órfão muito cedo, foi morar com os familiares que em nada o impediram de seguir Jesus e realizar seus anseios de vida religiosa.
Quando tinha apenas 14 anos, Guilherme saiu com vestes penitenciais para visitar o Santuário de Santiago de Compostela, na Espanha, visando expressar sua caminhada espiritual. Aconteceu que desejava peregrinar para a Terra Santa, mas devido a turbulências políticas, desviou-se e acabou se retirando no Monte Partênio (Monte da Virgem) e ali permaneceu em silêncio, penitência e oração.
São Guilherme, ao começar a construção do Santuário de Nossa Senhora do Monte Virgine, com o tempo, teve de organizar a comunidade dos monges formada a partir de sua total consagração. E desta forma nasceu o primeiro dos vários mosteiros fundados pelo Santo.
Combatente contra o mal, durante os 67 anos de existência ele não admitiu o pecado em sua vida, tanto que diante da malícia de uma mulher, ele preferiu jogar-se em brasas acesas do que nos braços do pecado; e por graça foi preservado milagrosamente de qualquer ferimento.
São Guilherme, rogai por nós!

Liturgia Diária : 12ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira

Primeira Leitura (2Rs 17,5-8.13-15a.18)
Leitura do Segundo Livro dos Reis.
Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos.
6No nono ano de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses.
8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado de diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”.
14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados quanto seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15aDesprezaram as suas leis e a aliança que tinham feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje : Responsório (Sl 59)

— Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
— Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
— Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos!
— Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes.
— Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?
— Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor.

Compreendendo e Refletindo o Evangelho

Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros

Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes” (Mateus 7,1-2).
Deus é bom, misericordioso, bondoso e amoroso, mas Ele também é justo. A justiça de Deus vem para nos tornar justos, e a primeira coisa, se quisermos realmente que a justiça de Deus aconteça na nossa vida, é não julgarmos uns aos outros. Não julgar é, justamente, o que o verbo está nos dizendo, é pararmos de fazer juízo a respeito da vida dos outros. E fazer juízo da vida dos outros é como um tribunal que se reúne e lança uma sentença sobre a vida das pessoas.A nossa cabeça está carregada, pesada, os nossos pensamentos não param, porque vivemos, constantemente, julgando uns aos outros. Nós julgamos as atitudes dos outros, as suas açõesQuanto mais nos tornamos juízes dos outros, mais incapazes somos de nos julgarmos, de nos conhecermos, de voltarmos para nós.
O Evangelho está nos dizendo: Por que você vê o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave grande no teu olho?” (cf. Mateus 7,5). Em outras palavras: “Por que você não se enxerga? Por que você vive preocupado com a vida dos outros? Por que você só sabe falar da vida de todo mundo e não sabe falar da sua própria vida?”.
Às vezes, vamos conversar com essa ou aquela pessoa, e ela sabe falar da vida do marido, do filho, do vizinho; mas quando é para falar de si mesma, não sai pouca coisa, não sai o essencial ou não se conhece como precisa ser conhecida.
Quando nos conhecermos de verdade, quando entrarmos com profundidade dentro de nós e do nosso coração, quando conhecermos as coisas asquerosas que guardamos, vivemos, pensamos e sentimos, nunca mais seremos capazes de julgar ninguém. Quando julgamos os outros, esse é o primeiro sinal de que não nos conhecemos, de verdade, e vivemos nessa escuridão de vida, vivemos na penumbra, porque somos focados na vida dos outros e não na nossa própria vida.
Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros, e olhar para o visor da graça que entra com a luz do Céu no nosso coração.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo: Canção Nova

Evangelho (Mt 7,1-5)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 23 de junho de 2018

Fátima não é apenas uma história que guardamos como troféu, expressa Dom Marto


FATIMA, 22 Jun. 18 / 04:30 pm (ACI).- Ao refletir sobre o sentido de Fátima na atualidade, o Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, ressaltou que não se trata de “uma simples história datada que guardamos como troféu no espólio da memória da igreja”, mas seu significado ainda hoje ajuda a encarnar o Evangelho na humanidade.
“Como dom de Deus, Fátima oferece-nos uma mistagogia para o coração da boa nova, uma pedagogia da fé que incarna em cada tempo para trazer esperança à vida do crente e uma profecia que traz luz transcendente para a visão da história e da condição humana”, expressou o Prelado durante a abertura do Simpósio Teológico- Pastoral “Fátima hoje: que sentido?”.
O evento teve início nesta sexta-feira no Santuário da Cova da Iria e segue até domingo, com o objetivo de procurar novas maneiras de dizer Fátima no mundo contemporâneo e definir chaves de leitura significativas para a humanidade do século XXI.
“Se Fátima não diz outra palavra que a do evangelho, não podemos senão questionar sobre o seu sentido hoje como quem pergunta sobre a encarnação do Reino de Deus no hoje da nossa história”, ressaltou o Bispo, segundo o site do Santuário de Fátima.
Para Dom António Marto, que será criado Cardeal pelo Papa Francisco no próximo dia 28 de junho, sendo um dom de Deus, Fátima é também “responsabilidade eclesial” e, por isso, a igreja deve “escutar, questionar, deixar-se interpelar e levar ao mundo”.
“O seu sentido hoje há de ser procurado nos lugares das fragilidades humanas, nos muros que demarcam as fronteiras físicas e espirituais do desespero, nas modernas torres de babel que construímos para divinizar a vontade pessoal, nos barcos que povoam os mediterrâneos dos nossos tempos navegando a nossa falta de hospitalidade e a insensibilidade das nossas vidas acomodadas”, declarou.
Além disso, acrescentou que “o sentido de Fátima continua a se encontrar, sobretudo, nos gestos simples de uma igreja que pretende ser fiel ao Evangelho de Cristo pela proximidade, pela hospitalidade, pelo cuidado, pela misericórdia com que se diz o Reino dos Céus”.
Segundo o Prelado, “em cada periferia em que a igreja resgata o humano da exclusão e se oferece como hospital de campanha, encarna o espírito deste acontecimento evangélico que é Fátima”.
Dom António Marto recordou o centenário das aparições da Virgem na Cova da Iria, celebrado no ano passado, quando “milhões de peregrinos, vindos de todos os cantos da terra”, “trouxeram o colorido da sua identidade e da sua fé”.
Depois dessa acontecimento, indicou, Fátima “continua a ecoar uma palavra de sentido neste nosso tempo quantas vezes entorpecido na sua busca de sentido”.
Assim, “questionar o sentido de Fátima hoje significa, desde logo, tomar consciência desta multidão que não para de crescer e que reconhece em Fátima um marco na geografia da fé onde todos têm voz e vez”.
Nesse sentido, concluiu, “questionar o sentido de Fátima há de conduzir-nos à atitude adotada pelo Santuário como lema deste ano pastoral: dar graças pelo dom de Fátima”.
“Damos graças como quem compreende neste dom um desafio teológico e se compromete pastoralmente com a sua praxis, nomeadamente a praxis reparadora, no seu sentido mais profundo e global, isto é, de colaboração no amor misericordioso e reparador de Deus, para inverter a direção da história vencendo a espiral diabólica do mal, da violência e da guerra”, finalizou.
Fonte: Acidigital

Fé na Copa do Mundo


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 Dom Gil Antônio Moreira-Arcebispo de Juiz de Fora
A Copa Mundial de Futebol mexe com todo o globo terrestre. Do oriente ao ocidente, do norte ao sul, dos países pobres aos países ricos, negros, brancos, amarelos e vermelhos, culturas se encontram e, em geral, reina a paz.
Paro um pouco diante de atitudes religiosas dos jogadores e das torcidas. Vindos de crenças diferentes, assistimos, não raras vezes, expressões de fé e gestos de oração que aparecem nas telas da mídia. Certamente, muitas não são focalizadas e tantas são guardadas apenas no segredo da mente e no silêncio do coração. Diz o ditado: “Coração dos outros é terra a que ninguém vai”. Entre os torcedores, são muitas as expressões espirituais e há gente que até faz promessa para sua esquadra ganhar.
No dia 18, segunda-feira passada, a seleção do Panamá, que estreava no campeonato mundial, mesmo tendo sido derrotada pela Bélgica por três a zero, se ajoelha para rezar em ação de graças.
Que gesto bonito! Lembrei-me de uma frase escrita numa quadra de futsal, na cidade de Divinópolis, onde, adolescente, fazia meu curso ginasial. Estava escrito algo assim: “Mais importante que vencer é competir”. Entendi, diante do gesto eloquente do time do Panamá, que competir já é vitória, pois estar ali é sinal de que se encontra entre os melhores do mundo. E quando vi que jogaram bem, mas não conseguiram fazer nenhum gol, concluí que mais vale a vitória da honra que o sucesso nas disputas, e que mais alto que as recompensas humanas, está a fé que nos faz superar momentos de eventuais derrotas no caminhar da vida. Na verdade, muitas coisas que parecem derrota, muitas vezes vão se revelar como vitória mais à frente. Quem é cristão entenderá bem isto, pois em Cristo tal fato se evidenciou inconteste.
Naquele mesmo jogo, uma cena chamou a atenção do mundo e emocionou os que têm fé. Um jogador da Bélgica e outro do Panamá, sem nem perceber o que o outro estava fazendo, ao mesmo tempo, e muito próximos um do outro, se ajoelham para rezar. São dois países cristãos. Certamente aqueles atletas receberam educação religiosa de suas famílias, e no coração percebem, desde a infância, que Deus está e deve estar sempre em primeiro lugar em tudo. Nada pode, de fato, se antepor a Deus em nossa vida e nem em nossas competições. Fazendo o sinal da cruz, com o qual ambos se persignaram, expressam sua fé católica.
Mas vemos também expressões típicas de outras correntes cristãs, como protestantes, pentecostais, ortodoxos e não cristãos. São sinais inequívocos de que, além das disputas esportivas, além do desejo legítimo de ganhar o título e levar a taça, há no coração humano algo maior, mais importante, duradouro e invencível, que é Deus.
Reveste-se de sacralidade também o gesto de solidariedade praticado pela Islândia, que pousou com uma camisa estampada com o nome de Carl Ikene, nigeriano, goleiro da esquadra, porém que não pode ir à Copa da Rússia por causa de um câncer, contra o qual está lutando com pesados tratamentos.
São Paulo Apóstolo se serviu desta realidade para expressar sua firme convicção, ao fim do jogo da vida. Escrevendo a Timóteo, professa: “Combati o bom combate, terminei minha corrida, guardei a fé. Desde agora, me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos os que tiverem esperado com amor a sua volta” (2ª. Tim 4, 7-8).
Também através das copas, Deus se manifesta carinhosamente aos seus filhos.
 Fonte: CNBB