quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Papa transforma Rede Mundial de Oração em Fundação vaticana

Papa Francisco em oração. Foto: Vatican Media


 Vaticano, 03 dez. 20 / 10:40 am (ACI).- O Papa Francisco aprovou a transformação da Rede Mundial de Oração do Papa em uma Fundação com pessoa jurídica canônica e vaticana, para o qual também aprovou os seus novos estatutos.

Esta nova Fundação vaticana é responsável pelo vídeo das intenções de oração do Papa, que é transmitido todos os meses com algumas palavras gravadas pelo Pontífice no qual convida a rezar por uma intenção particular.

Através de um quirógrafo, assinado em 17 de novembro, o Santo Padre lembra que “a Rede Mundial de Oração do Papa, antigo Apostolado da Oração, teve início na França, em 1844, com o jesuíta pe. François-Xavier Gautrelet”.

Fundamenta-se “na espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus e acolhe as intenções de oração mensal propostas pelo Santo Padre à Igreja”.

"Há alguns anos instituí a Rede Mundial de Oração do Papa como uma Obra Pontifícia para destacar o caráter universal desse apostolado e a necessidade de que todos rezemos cada vez mais e com o coração sincero".

Sua transformação agora em pessoa jurídica canônica e vaticana como Fundação tem “o objetivo de coordenar e animar este movimento espiritual tão querido para mim, dotando-o de uma estrutura adequada aos tempos em que vivemos”.

Segundo um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa do Vaticano, “o objetivo da Fundação é coordenar e animar o vasto movimento espiritual, muito querido ao Santo Padre, que acolhe e difunde as intenções de oração mensais propostas pelo Papa à Igreja”.

De acordo com os estatutos da nova Fundação, terá sede no Estado da Cidade do Vaticano e será promovida pela Companhia de Jesus. Tem a missão de “coordenação e animação em todo o mundo, nos países e dioceses que assumem a oração como forma de apostolado e, em particular, acolhem as intenções de oração mensal propostas pelo Santo Padre à Igreja como tema ou conteúdo para o oração pessoal ou em grupo, colaborando assim com a missão da Igreja de se colocar a serviço dos desafios da humanidade”.

A Rede Mundial de Oração do Papa "propõe aos católicos uma jornada espiritual chamada ‘O Caminho do Coração’ que integra duas dimensões".

Em primeiro lugar, "a compaixão pelo mundo e pelos seres humanos". Neste sentido, “o Santo Padre confia à Fundação a missão de dar a conhecer, promover e estimular a oração pelas intenções que expressam desafios para a humanidade e a missão da Igreja”.

Em segundo lugar, “a comunhão com a missão do Filho”. A este respeito, afirma-se nos estatutos que “este caminho espiritual, animado e coordenado pela Rede, desperta a vocação missionária dos batizados, projetando-a a colaborar na sua vida quotidiana com a missão que o Pai confiou ao seu Filho”.

Os estatutos desta nova Fundação serão válidos ad experimentum, ou seja, durante um período experimental que será, neste caso, de três anos.

Fonte: Acidigital

Esta é a oração que o Papa Francisco propõe para rezar a cada dia no Advento

 

Papa Francisco celebra Missa. Foto: Captura Youtube

Vaticano, 29 nov. 20 / 09:06 am (ACI).- O Papa Francisco propôs aos cristãos que durante o Advento convidem Deus a estar presente em suas vidas com esta oração: "Vem, Senhor Jesus".

Trata-se, explicou o Pontífice, de uma oração simples que “podemos dizê-la ao princípio de cada dia e repeti-la com frequência, antes das reuniões, do estudo, do trabalho e das decisões a tomar, nos momentos mais importantes e nos de provação”.

O Santo Padre fez esta proposta durante a Missa que celebrou neste domingo, 29 de novembro, Primeiro Domingo do Advento, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, juntamente com 11 dos 13 cardeais criados ontem no Consistório Público Ordinário.

Francisco assinalou que por meio desta oração, “Vem, Senhor Jesus”, pronunciada todos os dias, “invocando assim a sua proximidade, treinaremos a nossa vigilância”. “Uma oração breve, mas vinda do coração. Repitamo-la neste tempo de Advento: ‘Vem, Senhor Jesus!’”.

Em sua homilia, o Papa Francisco refletiu sobre duas palavras-chave sugeridas pelas leituras do dia: proximidade e vigilância. “Proximidade de Deus e vigilância nossa: enquanto o profeta Isaías diz que Deus está perto de nós, Jesus, no Evangelho, exorta-nos a vigiar à espera d’Ele”.

Explicou que "o Advento é o tempo para nos lembrarmos da proximidade de Deus, que desceu até nós”.

“E a primeira mensagem do Advento e do Ano Litúrgico é também reconhecer Deus próximo e dizer-Lhe: ‘Aproximai-Vos de novo!’. Ele quer vir para junto de nós, mas… propõe-Se; não Se impõe. Cabe a nós não nos cansarmos de Lhe dizer: ‘Vinde!’. Cabe a nós repetir a oração do Advento: ‘Vinde!’. Jesus – lembra-nos o Advento – veio entre nós e voltará no fim dos tempos. Mas – perguntamo-nos – de que nos servem tais vindas, se não vem hoje à nossa vida? Convidemo-Lo”.

Por isso, “é importante permanecer vigilantes, porque na vida é um erro perder-se em mil coisas e não se dar conta de Deus”.

O Papa chamou a atenção para o fato de que se Deus pede aos cristãos para vigiar, “quer dizer que nos encontramos na noite. É verdade! Agora não vivemos no dia, mas à espera do dia por entre obscuridades e fadigas”.

No entanto, o convite a vigiar contém também um apelo à esperança, porque também implica que “o dia chegará, quando estivermos com o Senhor. Chegará, não desfaleçamos! A noite passará, surgirá o Senhor e virá julgar-nos, Ele que morreu na cruz por nós. Vigiar é esperar isto, é não se deixar dominar pelo desânimo: a isto chama-se viver na esperança”.

O Papa explicou a natureza daquela vigília com este exemplo: “Como antes de nascer fomos esperados por quem nos amava, assim agora somos esperados pelo Amor em pessoa. E, se somos esperados no Céu, para quê viver de pretensões terrenas? Para quê esfalfar-se por um pouco de dinheiro, de fama, de sucesso… coisas todas que passam? Para quê perder tempo a lamentar-se da noite, se nos espera a luz do dia?”.

“Manter-se acordado não é fácil; antes, é uma coisa muito difícil: é natural dormir de noite. Não o conseguiram os discípulos de Jesus, a quem Ele dissera que vigiassem ‘à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo, de manhãzinha’. E, precisamente nessas horas, não estiveram vigilantes”.

Nesse sentido, alertou que “há um sono perigoso: o sono da mediocridade. Sobrevém quando esquecemos o primeiro amor e avançamos apenas por inércia, prestando atenção somente a viver tranquilos”.

“Mas, sem ímpetos de amor a Deus, sem esperar a sua novidade, tornamo-nos medíocres, tíbios, mundanos. E isto corrói a fé, porque a fé é o contrário da mediocridade: é desejo ardente de Deus, audácia contínua em converter-se, coragem de amar, é caminhar sempre para diante”.

Então, “como podemos despertar do sono da mediocridade? Com a vigilância da oração. Rezar é acender uma luz na noite. A oração desperta da tibieza duma vida horizontal, levanta o olhar para o alto, sintoniza-nos com o Senhor”.

“A oração permite a Deus estar perto de nós; por isso liberta da solidão e dá esperança. A oração oxigena a vida: tal como não se pode viver sem respirar, assim também não se pode ser cristão sem rezar”.

Há também um segundo sono interior, advertiu o Papa: “o sono da indiferença. Os indiferentes veem tudo igual, como se fosse de noite; e não se interessam por quem está perto deles. Quando orbitamos apenas em torno de nós mesmos e das nossas necessidades, indiferentes às dos outros, a noite desce sobre o coração”.

“Rapidamente começamos a lamentar-nos de tudo, sentindo-nos vítima de todos e, por fim, tramamo-los em tudo. Lamentações, sensação de ser vítima e conjuras: é uma corrente… Atualmente, parece que esta noite caiu sobre muitos: reivindicam para si próprios e desinteressam-se dos outros”.

Da mesma forma, “acordar deste sono da indiferença? Com a vigilância da caridade. Para projetar luz sobre o referido sono da mediocridade, da tibieza, temos a vigilância da oração. Para despertar deste sono da indiferença, temos a vigilância da caridade. A caridade é o coração pulsante do cristão: tal como não se pode viver sem pulsação, assim também não se pode ser cristão sem caridade”.

O Papa Francisco finalizou sua homilia: “rezar e amar: aqui está a vigilância. Quando a Igreja adora a Deus e serve o próximo, não vive na noite. Ainda que esteja cansada e provada, caminha rumo ao Senhor”.

Fonte: Acidigital

Cardeal propõe as "bem-aventuranças" da Virgem Maria para o Advento

 


“Virgem em oração”. Crédito: Giovanni Battista Salvi da Sassoferrato / Domínio Público


MADRI, 02 dez. 20 / 12:52 pm (ACI).- Por ocasião do Advento, o Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri, propôs uma série de "bem-aventuranças" ou "características fundamentais" que Nossa Senhora viveu e que explicam a grandeza da sua entrega ao Senhor.

Em uma carta pelo Advento intitulada “A Mãe e nosso encontro com Ela”, publicada em dezembro de 2018, mas que mantêm sua atualidade para 2020, o Cardeal propôs “oito características fundamentais que, contemplando a Virgem Maria, descubro como bem-aventuranças que o Senhor quer nos entregar”. São as seguintes:

1. A fé de Nossa Senhora em momentos de escuridão. O cardeal mencionou que a bem-aventurança "da grandeza brota em Maria pela fé em Deus, mesmo em momentos de escuridão". Porque, como destacou, "Ela prefere confiar em Deus, um Deus que nos ama incondicionalmente, um Deus que quis estabelecer sua presença entre os homens e que deseja mantê-la através da Igreja".

2. Nunca deixou de amar. A segunda é a “grandeza” que “brota também de seu amor: nunca deixou de amar, nunca esteve contra ninguém. Inclusive quando viu com seus próprios olhos como seu Filho Jesus Cristo morria na cruz, continuou amando. Pediu-lhe que fosse a mãe de todos os homens e Ela o tornou visível no apóstolo João”.

3. Sua simplicidade. Posteriormente, o Arcebispo referiu-se à bem-aventurança da “grandeza que brota de sua simplicidade”, porque “tornou natural aquilo que era sobrenatural, fácil o que era difícil, simples o que era complicado, ordinário o que era extraordinário”.

4. A grandeza de sua humildade. A quarta bem-aventurança está ligada à terceira, e é “a grandeza que brota de sua humildade: sua escolha para ser Mãe de Deus não foi motivo para vangloriar-se, esqueceu e nunca levou em consideração o que fizeram com ela, como, por exemplo, fechar-lhe as portas quando ia dar à luz”.

5. Foi obediente. Também destacou como bem-aventurança “a grandeza que brota de sua obediência, pois não pretendeu determinar a forma de seguir a Deus, mas deixou que Deus se dispusesse dela como quisesse”.

6. A fidelidade da Virgem até nos sofrimentos. A sexta bem-aventurança da Virgem é "a grandeza que brota de sua fidelidade, mesmo a custa de grandes sofrimentos. Sofreu tudo que humanamente se pode sofrer sem se queixar".

7. Sua força. O Cardeal referiu-se também à “bem-aventurança da grandeza que brota de sua força: foi capaz de carregar uma cruz, cantar o magnificat e falar com tranquilidade sobre outras coisas”.

8. Ficou ao pé da cruz. A oitava bem-aventurança é aquela que vem de "saber manter-se junto à Cruz de seu filho, da forma como pedia seu coração de Mãe, de pé".

Em sua carta, o Cardeal Osoro também fez três propostas para implementar essas "bem-aventuranças marianas":

1. Deixar-se perguntar por Deus. O Cardeal encoraja a “questionar por Deus tendo adiante à Virgem Maria" e incentiva a recitar o Magnificat antes de se fazer as perguntas transcendentais da vida.

2. Viver como filho de Deus e irmão de todos os homens. Isso para experimentar "a grande bênção de Deus que é viver com, por e a partir do amor de Deus" e deixar Deus dizer "Alegra-te, o Senhor está contigo" e aproximar a nossa Mãe de nossa vida, colocar-se ao lado dela e escutar junto com ela “essas palavras que enchem a vida de um ser humano de alegria, percebendo que Deus conta contigo; ama-te, deseja que lhe faças presente neste mundo”.

3. Não ter medo. O Arcebispo de Madri também incentivou a não temer, porque, da mesma forma como Deus fez com a sua Mãe, “vai te ajudar com a sua graça e com seu amor, concederá a ti a sua força para fazer o que, para a tua razão, parece impossível. É preciso apenas que te coloques diante de Deus como Maria, diga-lhe assim: ‘Aqui me tens Senhor, confio em Ti, confio em tua Palavra’”.

Fonte: Acidigital

Santo do Dia : São Francisco Xavier

 

A Igreja que, na sua essência, é missionária, teve, no século XV e XVI, um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. No Oriente, São Francisco Xavier destacou-se com uma santidade que o levou a ousadia de fundar várias missões, a ponto de ser conhecido como “São Paulo do Oriente”. Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de abril de 1506, sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.

Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade; e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão; o resultado se vê no fato de ter se tornado cofundador da Companhia de Jesus.

Já como padre e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades, ao avançar para o Japão, submeteu-se em aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar um Cristo encarnado. Ambicionando a China para Cristo, pôs-se a caminho, mas, em uma ilha, frente à sua nova missão, veio a falecer por causa da forte febre e cansaço.

Esse grande santo missionário entrou no Céu com quarenta e seis anos e percorreu grandes distâncias para anunciar o Evangelho, tanto assim que, se colocássemos em uma linha suas viagens, daríamos três vezes a volta na Terra. São Francisco Xavier, com dez anos de apostolado, tornou-se merecidamente o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier, rogai por nós!

Liturgia Diária : 1ª Semana do Advento | São Francisco Xavier | Quinta-feira

 Primeira Leitura (Is 26,1-6)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. 2Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, 3firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. 4Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna. 5Ele derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar o chão. 6Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial (Sl 117)

— Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

— Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

— Dai graças ao Senhor porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos deste mundo!

— Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!

— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade!” Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!


Evangelho (Mt 7,21.24-27)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. 

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Compreendendo e Refletindo

Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha”(Mateus 7,25).

Todos nós edificamos uma casa nesta vida, mas não queria que você olhasse para sua casa material, mas olhasse para a casa que é a vida de cada um de nós. Assim como o construtor trabalha para construir a sua casa ou para construir a casa que estamos fazendo, trabalhamos dura e intensamente para edificar a casa que é a nossa vida.

Sabe, você pode fazer a melhor construção, mas se você coloca aquela casa sem alicerce firme e forte, se você não a coloca sobre uma rocha firme, sobre pedras firmes, sobre um terreno firme, quando vierem as adversidades, os ventos, as tempestades, as chuvas, a casa vai ruir. Basta olhar quantas situações tristes e tenebrosas acontecem no meio de nós quando enchentes fortes vêm em tantas regiões do Brasil e do mundo. Quantas casas são devastadas e, muitas vezes, só se mobiliza o governo, a sociedade, quando a casa vem abaixo, mas a casa está mal edificada ou está edificada em um lugar errado ou está edificada sobre o perigo.

Não podemos fazer a mesma coisa com a nossa vida, não podemos esperar que a vida caia, que a casa caia e que as coisas desmoronem. Não podemos deixar que a família caia e desmorone, porque não cuidamos dela.

A sabedoria é saber onde estamos colocando a cada dia o alicerce da nossa vida

Por isso, assim como você precisa edificar a casa material sobre uma rocha firme, mais ainda precisa edificar a casa que é a nossa vida e a nossa família. Não fique vivendo uma vida superficial, não edifique nada sobre a superficialidade, porque o que é superficial é aparentemente bonito, colorido e chama a atenção.

Às vezes, fico olhando as pessoas: como elas postam coisas bonitas nas redes sociais, postam sempre coisas coloridas e floridas! Não é para ficar o tempo inteiro postando dramas e tudo mais, mas precisamos colocar a nossa vida edificada sobre aquilo que é firme e essencial.

A vida de cada um de nós é uma luta, uma batalha a cada dia, e não tenho dúvida nenhuma nem da minha vida nem da sua vida, mas é preciso sabedoria; é o que falta muitas vezes a nós. A sabedoria é saber onde estamos colocando, a cada dia, o alicerce da nossa vida.

Não é em pessoas em primeiro lugar. O alicerce da vida é Deus, Ele é a rocha firme, é a Sua Palavra que nos sustenta e nos coloca de pé a cada dia. Por maiores que sejam as tribulações, ficamos de pé se no Senhor, de forma sábia e prudente, colocarmos a nossa vida.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo - Canção Nova

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Papa Francisco: na vida de Jesus existe um segredo

 


"Naquelas horas solitárias – na madrugada ou durante a noite - Jesus mergulha na sua intimidade com o Pai, ou seja, no Amor do qual toda a alma tem sede"

O Papa Francisco afirmou que na vida de Jesus existe um segredo, escondido aos olhos humanos, que representa o ponto essencial de tudo. Esse mistério está na oração de Jesus.

“A oração de Jesus é uma realidade misteriosa, da qual só intuímos algo, mas que permite ler toda a sua missão na justa perspetiva. Naquelas horas solitárias – na madrugada ou durante a noite – Jesus mergulha na sua intimidade com o Pai, ou seja, no Amor do qual toda a alma tem sede. É isto que sobressai dos primeiros dias do seu ministério público”, disse o Papa em sua catequese semanal (4/11/2020).

O Papa Francisco afirmou que, durante a sua vida pública, Jesus recorre constantemente ao poder da oração.

Os Evangelhos mostram-no quando se retira em lugares isolados para rezar. Trata-se de observações sóbrias e discretas, que deixam apenas imaginar aqueles diálogos orantes. Contudo, elas testemunham claramente que mesmo em momentos de maior dedicação aos pobres e aos doentes, Jesus nunca negligenciava o seu diálogo íntimo com o Pai. Quanto mais estava imerso nas necessidades do povo, tanto mais sentia a necessidade de descansar na Comunhão trinitária, de voltar para o Pai e para o Espírito.

Papa: o segredo de Jesus está em sua oração

Francisco prosseguiu:

A oração é o leme que guia a rota de Jesus. Não é o sucesso, não é o consentimento, não é aquela frase sedutora “todos te procuram”, que ditam as etapas da sua missão. É o modo menos confortável que traça o caminho de Jesus, mas que obedece à inspiração do Pai, que Jesus ouve e acolhe na sua prece solitária.

O Santo Padre afirmou que partir do exemplo de Jesus, podemos obter algumas caraterísticas da oração cristã.

1. Primeiro desejo do dia

Segundo o Papa, a oração “possui um primado”. “É o primeiro desejo do dia, algo que se pratica ao amanhecer, antes que o mundo desperte. Ela restitui uma alma àquilo que de outra forma ficaria sem respiro. Um dia vivido sem oração corre o risco de se transformar numa experiência aborrecida ou tediosa: tudo o que nos acontece poderia transformar-se para nós num destino mal suportado e cego.”

A oração é, antes de mais nada, escuta e encontro com Deus. Por conseguinte, os problemas da vida quotidiana não se tornam obstáculos, mas apelos do próprio Deus a ouvir e encontrar quantos estão à nossa frente. Assim, as provações da vida transformam-se em ocasiões para crescer na fé e na caridade. O caminho diário, incluindo as dificuldades, adquire a perspetiva de uma “vocação”. A oração tem o poder de transformar em bem o que de outra forma seria uma condenação na vida; a oração tem o poder de abrir um grande horizonte para a mente e de alargar o coração.

2. Insistência

Em segundo lugar – disse o Papa –, a oração é uma arte a praticar com insistência.

O próprio Jesus diz-nos: batei, batei, batei à porta. Todos somos capazes de orações episódicas, que nascem da emoção de um momento; mas Jesus educa-nos para outro tipo de oração: aquela que conhece uma disciplina, um exercício e é assumida no âmbito de uma regra de vida. A oração perseverante produz uma transformação progressiva, fortalece em tempos de tribulação, concede a graça de ser amparados por Aquele que nos ama e nos protege sempre.

3. Solidão

Outra caraterística da oração de Jesus, segundo o Papa Francisco, é a solidão.

Quem reza não foge do mundo, mas prefere lugares desertos. Ali, no silêncio, podem surgir muitas vozes que escondemos no íntimo: os desejos mais afastados, as verdades que nos obstinamos a sufocar e assim por diante. E, acima de tudo, Deus fala no silêncio. Cada pessoa precisa de um espaço para si, onde cultivar a sua vida interior, onde as ações têm sentido. Sem vida interior tornamo-nos superficiais, agitados, ansiosos – a ansiedade faz-nos muito mal! Por isso devemos rezar; sem vida interior fugimos da realidade e também fugimos de nós mesmos, somos homens e mulheres sempre em fuga.

4. Tudo vem de Deus e retorna a Ele

Por fim – afirmou o Papa Francisco –, a oração de Jesus é o lugar onde percebemos que tudo vem de Deus e para Ele volta.

Por vezes, nós seres humanos acreditamos que somos senhores de tudo ou, caso contrário, perdemos toda a autoestima, vamos de um lado para o outro. A oração ajuda-nos a encontrar a correta dimensão na relação com Deus, nosso Pai, e com toda a criação. Por fim, a oração de Jesus consiste em entregar-se nas mãos do Pai, como Jesus no jardim das oliveiras, naquela angústia: “Pai se for possível… mas seja feita a tua vontade”. O abandono nas mãos do Pai. É bom quando estamos agitados, um pouco preocupados e o Espírito Santo nos transforma a partir de dentro e nos leva a este abandono nas mãos do Pai: “Pai, seja feita a tua vontade”.


Fonte  : Aleteia

Papa Francisco sugere aprender de Jesus Cristo mestre de oração

 

Papa Francisco na Audiência Geral. Foto: Vatican Media