domingo, 11 de outubro de 2020

Esta é a relíquia de Carlo Acutis apresentada na Missa de sua beatificação

 

Relíquia do Beato Carlo Acutis, apresentada na missa de sua beatificação / Crédito: Daniel Ibañez - ACI Prensa


ASSIS, 10 out. 20 / 01:34 pm (ACI).- Hoje, por volta das 12h, hora do Brasil, o Cardeal Agostino Vallini, proclamou beato o jovem Carlo Acutis, em uma Missa em que os pais do adolescente levaram em procissão uma relíquia que foi colocada perto do altar.

A relíquia é o coração do Carlo Acutis que foi levado em um relicário. A procissão foi acompanhada pelos pais de Carlo, Antonia Salzano e Andrea Acutis.

O relicário foi colocado junto ao altar, onde foi adornado com velas e flores. Imediatamente, o Cardeal Vallini pulverizou incenso e venerou a relíquia, de uma vez que o coro e a assembléia davam graças a Deus com o canto um hino composto em honra ao Beato.

O relicário tem inscrito o nome do beato na parte baixa, enquanto que na parte superior diz: “Eucaristia a minha autoestrada para o céu”.

A partir de agora, o coração de Carlo estará em exibição na Basílica de São Francisco em Assis (Itália). Sua mãe disse que a família tinha querido doar seus órgãos quando morreu, mas não pôde fazê-lo devido à leucemia, que foi a causa da morte do menino em 2006.

Em uma homilia de 1 de outubro, o Bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, pronunciou que “o coração do Carlo ardia pela Eucaristia”.

As relíquias são objetos físicos que têm um vínculo direto com os santos ou com o próprio Cristo. Relíquia significa “fragmento” ou “remanescente de algo que foi, mas agora já não é”.

A veneração das relíquias se remonta ao século II quando os cristãos recuperavam os restos mortais dos mártires.


Fonte: Acidigital

Beatificação de Carlo Acutis: Estes são os 2 elementos que fazem o novo beato especial

 

Cardeal Vallini saúda mãe de Carlo Acutis, Antonia Salzano. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

ASSIS, 10 out. 20 / 01:50 pm (ACI).- O que tinha de especial o Beato Carlo Acutis? Essa é a pergunta que expôs o Cardeal Agostino Vallini, Legado Pontifício para as basílicas de São Francisco e Santa Maria dos Anjos, na cerimônia de beatificação do jovem italiano, este sábado 10 de outubro.

O próprio Cardeal respondeu à pergunta em sua homilia: “Oração e missão, estes são os dois traços distintivos da fé heroica do beato Carlo Acutis, que no transcurso de sua breve vida o levou a encomendar-se ao Senhor, em todas as circunstâncias, especialmente nos momentos mais difíceis”.

Em sua homilia, o Cardeal sublinhou que “hoje nos sentimos especialmente admirados e atraídos pela vida e o testemunho de Carlo Acutis, a quem a Igreja reconhece como modelo e exemplo de vida cristã, propondo-o sobre tudo aos jovens”.

Carlo Acutis “era um jovem normal, singelo, espontâneo, simpático (basta olhar sua fotografia), amava a natureza e os animais, jogava futebol, tinha muitos amigos de sua idade, sentiu-se atraído pelos meios modernos de comunicação social, apaixonado pela informática e autodidata construiu programas para transmitir o Evangelho, comunicar valores e beleza. Tinha o dom de atrair as pessoas e foi percebido como um exemplo”.

Desde pequeno, Carlo Acutis “sentiu a necessidade da fé e tinha seu olhar dirigido para  Jesus. O amor à Eucaristia fundamentou e manteve viva sua relação com Deus. Frequentemente dizia ‘A Eucaristia é minha autoestrada para o céu’”.

Destacou que “participava na Santa Missa todos os dias e permanecia durante muito tempo em adoração perante o Santíssimo Sacramento.

“Jesus era para ele Amigo, Mestre, Salvador, era a força de sua vida e o objetivo de tudo o que fazia. Estava convencido de que para amar as pessoas e fazer o bem, era necessário tirar a energia do encontro com o Senhor. Neste espírito era também muito devoto da Virgem. Rezava todo os dias o terço, consagrou-se várias vezes a Maria para renovar seu afeto por ela e implorar seu amparo”.

Com este espírito Carlo “viveu a enfermidade que enfrentou com serenidade e foi conduzido à morte. Carlo se abandonou entre os braços da Providência e sob o olhar materno de Maria repetia: ‘Quero oferecer todos meus sofrimentos ao Senhor pelo Papa e a Igreja. Não quero ir ao purgatório, quero ir direto para o Céu’”.

“Seu ardente desejo era também o de atrair ao maior número de pessoas ao Jesus, fazendo-se anunciador do Evangelho sobre tudo com o exemplo de vida. Foi precisamente o testemunho de sua fé que o levou a empreender com êxito uma obra de assídua evangelização nos ambientes que frequentava”.

Para comunicar esta necessidade espiritual “utilizou todos os meios, incluídos os modernos meios de comunicação social, que sabia utilizar muito bem, em particular a internet, que considerou um presente de Deus e uma ferramenta importante para encontrar pessoas e difundir os valores cristãos”.

Nesta perspectiva positiva, “animou a utilizar os meios de comunicação como mios ao serviço do Evangelho, para alcançar o maior número possível de pessoas e lhes fazer conhecer a beleza da amizade com o Senhor”.

Para isso “se comprometeu a organizar a exposição dos principais milagres eucarísticos ocorridos no mundo”.

Carlo também mostrou “uma grande caridade com o próximo. Sobretudo, para os pobres, os idosos, as pessoas sós e abandonadas, sem teto, os descapacitados e as pessoas marginadas”.

“Carlo foi sempre acolhedor com os necessitados e quando ia à escola e os encontrava na rua se detinha a falar com eles, escutava seus problemas e, na medida do possível, os ajudava”.

Em resumo, a vida de Carlo foi “uma vida luminosa, portanto, totalmente entregue a outros, como o Pão Eucarístico”.

“Sua vida é um modelo de maneira particular para os jovens, para não encontrar justificações não só nos êxitos efêmeros, a não ser nos valores perenes que Jesus sugere no Evangelho, quer dizer, para pôr a Deus em primeiro lugar nas grandes e pequenas circunstâncias da vida, e para servir os irmãos especialmente os últimos”.

Carlo, concluiu o Cardeal Vallini, “atestou que a fé não nos afasta da vida, mas nos imerge profundamente nela, indicando-nos o caminho concreto para viver a alegria do Evangelho. Depende de nós segui-Lo, atraídos pela fascinante experiência de Carlo para que nossa vida possa brilhar de luz e esperança”.

Fonte: Acidigital

Santo do Dia : Santo Alexandre Sauli

 

Santo Alexandre Sauli nasceu em Milão no ano de 1530. Desde a infância, foi cumulado com as mais abundantes bênçãos do céu. Consagrou-se sem reserva ao serviço de Deus na Congregação dos Barnabitas. Entregou-se com zelo ao ministério da Palavra e da Reconciliação, mortificando o corpo com a fadiga dos trabalhos e vigílias. Nem o cargo de professor de Filosofia e Teologia na Universidade de Pavia fez Alexandre abandonar o ministério da Palavra e do Confessionário. Comunidades inteiras se colocaram sob a sua direção espiritual para aprender de tão abalizado mestre os meios para chegar à perfeição.

Ainda não tinha 32 anos quando foi eleito Superior Geral da Ordem. A capacidade com que desempenhou esse cargo deu novo esplendor ao Instituto. Foi nomeado Bispo da Igreja de Aléria, na Ilha de Córsega, em 1570 pelo Papa Pio V.

O novo Bispo, apenas sagrado por São Carlos Borromeo, partiu com três padres da sua Ordem para o rebanho que o Senhor lhe confiara. Chegando em Aléria, encontrou nesta diocese inúmeras dificuldades: por toda a parte teve de cortar abusos, abolir costumes escandalosos, fundar igrejas, levantar as que estavam em ruínas, e prover à decência do culto. Necessitou de estabelecer colégios e fundar seminários onde se pudesse formar a juventude. Seus constantes trabalhos não lhe impediam os jejuns contínuos e a rigorosa abstinência. Apesar de seus poucos rendimentos, o santo Bispo não deixava de dar esmolas abundantes.

A veneração em que era tido o santo apóstolo de Córsega, levou as cidades de Trotona e de Gênova a pedi-lo para seu pastor, mas ele de modo nenhum queria deixar a sua primeira diocese, à qual tinha profunda afeição. No entanto, em 1591, teve de obedecer às ordens do Papa Gregório XIV, que o nomeou Bispo de Pavia. Uma vez ali, Santo Alexandre empreendeu logo a visita da sua nova diocese.

Contudo, Santo Alexandre adoeceu gravemente e veio a falecer a 11 de outubro de 1592. Atestaram a sua santidade diferentes milagres. Foi beatificado em 1741 pelo Papa Bento XIV e canonizado em 1904 por São Pio X.

Santo Alexandre Sauli, rogai por nós!

Liturgia Diária : 28º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura (Is 25,6-10a)

Leitura do Livro do profeta Isaías:

6O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações.

8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse.

9Naquele dia, se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado; vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. 10aE a mão do Senhor repousará sobre este monte.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 22)

— Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

— Na casa do Senhor habitarei, eternamente.

— O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar./ Pelas águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças.

— Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra de seu nome./ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei; estais comigo com bastão e com cajado;/ eles me dão a segurança!

— Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo,/ e com óleo vós ungis minha cabeça;/ o meu cálice transborda.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me/ por toda a minha vida;/ e na casa do Senhor habitarei/ pelos tempos infinitos.


Segunda Leitura (Fl 4,12-14.19-20)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Irmãos: 12Sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome, tendo de sobra ou passando necessidade. 13Tudo posso naquele que me dá força. 14No entanto, fizestes bem em compartilhar as minhas dificuldades.

19O meu Deus proverá esplendidamente com sua riqueza a todas as vossas necessidades, em Cristo Jesus. 20Ao nosso Deus e Pai a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


 Anúncio do Evangelho (Mt 22,1-14)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: 2“O Reino dos Céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. 4O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’

5Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, 6outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. 7O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. 8Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. 9Portanto, ide até as encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’.

10Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí um homem que não estava usando traje de festa 12e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu.

13Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e jogai-o fora, na escuridão! Aí haverá choro e ranger de dentes’. 14Porque muitos são chamados, e poucos são escolhidos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Compreendendo e Refletindo

“E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir” (Mateus 22,3).

A c que Jesus, hoje, nos conta é uma graça, mas ela nos mostra uma tragédia, uma desgraça, porque não há nada mais triste do que a frieza, do que a indiferença, do que o pouco-caso, do que o não ligar para o outro.

Estamos nos tornando cada vez mais insensíveis, vivemos numa sociedade marcada pela insensibilidade. Quanto mais egoísta é o ser humano, menos ele escuta o que está em cima e do lado, porque ele está fechado no seu mundo, nas suas coisas e, realmente, não tem tempo para aquilo que é essencial e fundamental.

Não faça pouco-caso com quem dá importância para você. Se alguém te convida para uma festa ou um almoço, dê o máximo de atenção. Se você realmente não puder ir, justifique com muita clareza, peça desculpas, faço algo até para reparar a consideração que a pessoa teve com você, e até veja se você não pode mesmo dar um jeitinho, nem que seja para passar lá ou rever um outro modo, porque é consideração o que o outro tem para com você, e é falta de consideração você nem responder, é coisa de gente orgulhosa e soberba que se acha muito importante.

Infelizmente, muitos estão dando pouca ou nenhuma atenção para as coisas de Deus

Nem sempre consigo responder a todos os convites e até as chamadas que as pessoas me fazem, porque com as redes sociais é muito difícil tudo isso. Aqui estou falando daquelas pessoas mais próximas a mim. Preciso dar atenção a quem é próximo e a quem deu atenção para mim, isso é fundamental, isso é caridade. Não faça pouco-caso com ninguém, não faça pouco-caso com a atenção do outro.

A parábola de hoje nos mostra, justamente, as pessoas que fazem pouco-caso com a graça de Deus, com o Reino de Deus e as coisas de Deus. A parábola que Jesus está contando, na verdade, é falando desse rei que fez a festa de casamento do seu filho e os convidados foram chamados, mas cada um tinha uma desculpa para dar e não foram, e o rei precisou chamar o povo da rua que estava nas esquinas, nas praças, porque quem foi convidado fez pouco-caso.

Se eu te digo que você não pode fazer pouco-caso com seu próximo, com seu irmão, também com Deus não podemos fazer pouco-caso. Porque, infelizmente, muitos estão fazendo pouco-caso, muitos estão dando pouca atenção, nenhuma atenção para as coisas de Deus ou o mínimo de atenção. Só de estar me escutando agora já é um pouco de atenção.

Mas é aquela atenção de responder, de estar com o Senhor que está no meio de nós. Infelizmente, este é o grande mal dos nossos tempos: estamos demasiadamente ocupados, temos tempo para as nossas redes sociais, para os nossos smartphones, para a televisão, rádios, programas, trabalhos, compromissos… Mas para Deus é o tempo minado que sobra.

Não façamos parte daquele grupo que faz pouco-caso com as coisas de Deus, para não ficarmos fora do grande banquete da vida.

Deus abençoe você!   

Padre Roger Araújo- Canção Nova


sábado, 10 de outubro de 2020

Por que o Papa Francisco é um forte candidato ao Prêmio Nobel da Paz

 

Antoine Mekary | ALETEIA

O pontífice nunca buscou receber esse reconhecimento. Porém, as ações do seu pontificado naturalmente o tornam um forte candidato

Todos os anos O Papa Francisco é cotado para o Prêmio Nobel da Paz. Isso porque, desde sua eleição em 2013, o pontífice argentino tem feito muitos gestos pela paz e justiça no mundo.

Fratelli Tutti, sua última encíclica, por exemplo, representa um vibrante apelo à fraternidade humana e à amizade social. E pode, certamente, servir para o avanço de sua causa.

O Prêmio Nobel da Paz 2020

Criado em 1901, o Prêmio Nobel da Paz de 2020 será concedido em 9 de outubro “àquele que fez um bom trabalho pela fraternidade entre as nações e pela disseminação da paz”, resume o fundador, Alfred Nobel.

A ação incansável de Francisco para acabar com os conflitos no mundo, abolir a escravidão, a pena de morte e o uso de armas nucleares poderiam tornar o pontífice um candidato legítimo ao prêmio deste ano. Fora isso, ainda podemos citar como exemplos que vão ao encontro do objetivo do Nobel o trabalho do Santo Padre junto aos imigrantes e seus gestos de amizade com os líderes muçulmanos.

Outras iniciativas pela paz

Uma das primeiras iniciativas históricas do Papa Francisco foi, sem dúvida, a organização do encontro inter-religioso de oração. O evento colocou lado a lado os presidentes israelense e palestino nos jardins do Vaticano em 8 de junho de 2014. Alguns meses antes, porém, ele já havia convidado os cristãos a rezar pela paz no Oriente Médio. Na opinião de alguns bispos orientais, essa iniciativa impediu uma intervenção militar na Síria naquela época.

Outro grande exemplo: o Papa Francisco e a diplomacia do Vaticano também trabalharam para resolver ou aliviar uma série de crises. Entre as ações está o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos em dezembro de 2014.

De fato, em alguns casos o bispo de Roma não hesitou em se envolver pessoalmente nas questões. Foi o que aconteceu, por exemplo, em abril de 2019, quando  Francisco beijou os pés do presidente sul-sudanês Salva Kiir, um católico, e de seu oponente Riek Machar, um presbiteriano. O gesto, sem dúvida, exortou os líderes a encontrar o caminho da paz.

Contra o uso de armas nucleares

Outro argumento a favor do Sucessor de São Pedro são suas repetidas condenações ao uso de armas nucleares. Por ocasião de sua viagem ao Japão em novembro de 2019, o Papa declarou o uso dessas armas “imoral”. Em setembro de 2020, em uma mensagem de vídeo enviada à Assembleia Geral da ONU, ele afirmou que era necessário desmontar “a lógica perversa que vincula a segurança pessoal e nacional à posse de armas”.

Já Na Fratelli Tutti, seu pensamento fica perfeitamente claro. Diz Francisco: “o objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se um desafio e um imperativo moral e humanitário”.

Respeito aos imigrantes

O Papa Francisco também se destacou por defender e acolher aos migrantes. Em julho de 2013, algumas semanas após sua eleição, ele fez sua primeira viagem fora de Roma para a pequena ilha de Lampedusa no sul da Itália, onde denunciou a “globalização da indiferença”. Desde então, o Vigário de Cristo não parou de renovar os seus apelos para que o mundo respeite a dignidade dos refugiados.

De forma parecida, em setembro de 2015, em meio à crise migratória, ele pediu que “cada paróquia,  comunidade religiosa,  mosteiro, ou santuário na Europa acolhesse uma família” de refugiados.

Na verdade, sua encíclica mais recente traz um novo desafio. Falando diretamente à Europa, Francisco declarou que o continente meios para assegurar assistência aos imigrantes e aceitá-los.

Denúncia da escravidão moderna

Outra campanha do Sumo Pontífice, por exemplo, é a luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas. Em 2014, o Papa Francisco assinou uma declaração dizendo o tráfico de pessoas, o trabalho forçado, o comércio de órgãos e a prostituição são crimes contra a humanidade.

Depois disso, na Fratelli Tutti, o Pontífice se pergunta por que demorou “tanto tempo para a Igreja condenar inequivocamente a escravidão e as várias formas de violência”

Não à pena de morte

Para Francisco, a pena de morte é “inadmissível, porque fere a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”. Em relação a este assunto, o pontífice argentino também lembrou que hoje todos os Estados podem encontrar outros meios eficazes para colocar um criminoso fora de ação.

Paz entre as religiões

O Papa Francisco também é conhecido por sua ação a favor da paz entre as religiões. Para ele, a violência não tem fundamento na religião e a vocação de todos os fiéis é “culto a Deus e amor ao próximo”. É o que ele enfatiza na Fratelli Tutti.

Em fevereiro de 2019, durante sua viagem a Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), o chefe da Igreja Católica assinou – junto com Ahmad Al-Tayyeb, o grande Imam de Al-Azhar – um histórico “Documento sobre a Fraternidade Humana pela paz mundial”. Foi, portanto, um gesto poderoso em uma década marcada pelo terrorismo islâmico.

O Papa Francisco não busca prêmios

Enfim, as causas lideradas pelo Papa Francisco e sua equipe diplomática do Vaticano naturalmente o tornam um potencial candidato ao Prêmio Nobel.

No entanto, a decisão de conceder este prêmio ao chefe da Igreja Católica não deixaria de ser criticada. Sobre este assunto, o Papa varreu a questão de lado em julho de 2014, dizendo que receber esse reconhecimento algum dia não fazia parte de sua agenda. “Sem menosprezar, nunca quis receber doutorado ou prêmio”, explicou na época.

Fonte: Aleteia 

Mãe de Carlo Acutis conta por que o filho quis ser enterrado em Assis

 

Carloacutis.com / Wikipedia

O jovem apóstolo da Eucaristia foi sepultado e será beatificado na terra de São Francisco, o santo que ele achava "difícil demais de imitar"

Sepultado e beatificado na terra de São Francisco! Neste sábado, 10 de outubro, o Papa Francisco vai beatificar o jovem italiano Carlo Acutis, “ciberapóstolo da Eucaristia”. Carlo partiu desta vida em 2006, vítima de leucemia, aos 15 anos de idade. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Assis, a cidade natal de São Francisco e o cenário da Missa de Beatificação.

Mas cabe uma pergunta. Por que em Assis? Afinal, Carlo nem era de lá!

Quem explica é a mãe dele, Antonia Salzano:

“O Carlo tinha uma grande devoção por São Francisco, o santo eucarístico, o santo da comunidade, o santo cristológico. Ele dizia que queria ser santo, mas não como São Francisco, porque São Francisco era difícil demais de imitar”.

Mas o vínculo do jovem não era apenas com o santo: era, também, com Assis. Antonia, de fato, prossegue:

“Era por causa do vínculo especial que ele tinha com São Francisco. O Carlo trazia Assis no coração. Ele dizia que a cidade onde mais se sentia feliz era Assis, porque lá se respirava algo especial, que não se respirava em outras cidades. Ele gostava de ir à Porciúncula, porque tinha essa grande devoção, e, com frequência, também à Basílica de São Francisco”.

Sepultado e beatificado na terra de São Francisco!

Não admira, portanto, que o jovem apóstolo eucarístico desejasse que o seu corpo ficasse enterrado em Assis. A mãe do futuro beato comenta:

“Tínhamos túmulos de família, tínhamos vários. Mas o Carlo gostou da ideia de ser enterrado em Assis. Eu perguntei o que ele achava de comprarmos um túmulo em Assis e ser sepultado nele. E o Carlo me disse que ficaria muito feliz, que achava essa ideia muito bonita. Eu interpretei isso como um testamento”.

E Antonia complementa:

“Nós tínhamos uma casa em Assis. E essa casa nos permitia, como proprietários de um imóvel, adquirir um espaço no cemitério de Assis. Era um lugar muito bonito, porque de lá dá para contemplar o vale e a Basílica de São Francisco”.

Carlo não somente foi sepultado em Assis: além disso, é em Assis que ele também será declarado beato.

Fonte: Aleteia

Missa chata? Pense nisso na próxima vez que ficar aborrecido na igreja

 

ATJANA SPLICHAL | DRUŽINA

Acontece com você de ficar aborrecido na missa de domingo? Aqui estão algumas dicas para aprender a lidar com esse aborrecimento e viver a missa como um momento que realmente liga sua vida à de Jesus

Para aquelas pessoas que dizem que a missa é chata, eu adoraria responder que a sabedoria só vem para aqueles que aprenderam a perseverar no aborrecimento, a entrar pacientemente na densidade das coisas sem ver imediatamente o fruto de seu trabalho.

De fato, o sábio tem a virtude do agricultor que trabalha incansavelmente em sua terra. Mas o homem não foi feito para pecar de flor em flor numa “insustentável leveza do ser”, de acordo com o título do romance de Milan Kundera. No entanto, ele foi feito para ser amarrado à sua rosa, para cultivá-la, para ficar enchido com ela. É essencial aprender a aceitar o tédio, a monotonia dos dias que passam, a recusar-se a medir a vida de acordo com o imediatismo narcisista do prazer consumível.

Domingo é a âncora do tempo

Mas qual é o sentido da missa? Eu respondo com as palavras do escritor Georges Bernanos: “O demônio em nosso coração se chama ‘Para que serve …?'” Acima de tudo, respondo com Cristo à outra pergunta: “Qual é a utilidade …?” que converteu São Francisco Xavier: “De que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se ele se perde?”. O homem é uma lâmina de “palha que o vento sopra e leva ela” (Salmo 1).

Assim, se não colocarmos nossa âncora para pegar o vôo do tempo, nossa vida se derramará como sangue de uma ferida. Nesse sentido, o domingo é a âncora do tempo onde o homem aprende a morrer no visível para cultivar o invisível.

Nunca se vai a uma missa chata

Devemos “viver de acordo com o domingo”, de acordo com a expressão dos Padres, porque o homem não pode viver sem memória e sem esperança. Sem se lembrar da salvação de Deus alcançada pela Cruz, sem já entrar na luz do Ressuscitado.

A memória permite-nos habitar o presente, a esperança permite-nos caminhar para Jesus Cristo, o Oriente das nossas vidas. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a Vida eterna” (Jo 6,54).

Nesse sentido, o filósofo francês Gabriel Marcel costumava dizer: “Amar alguém é dizer-lhe: ‘você nunca morrerá'”. Mas só Deus pode dizer isso. No entanto, a missa, através da escuta da Palavra eterna, através da comunhão efetiva ou, pelo menos, do desejo, porque Deus não é mesquinho com sua gratidão ao corpo ressuscitado do Senhor, dá ao nosso corpo de morte a promessa da imortalidade. A eucaristia é a garantia da nossa ressurreição que nos permite “antecipar as vigílias da noite” (Salmo 119).

A missa nos tira da transitoriedade das coisas

A missa dominical marca o ritmo da vida cristã em virtude do rito. O rito ordena a existência, dá controle sobre o tempo que passa. “Mas se vier a qualquer hora, nunca saberei a que horas preparar meu coração … É bom que existam ritos. O que é um rito?, disse o principezinho. Também é algo esquecido demais, disse a raposa. –É o que diferencia um dia dos outros dias”.

Se vamos à missa todos os domingos, não é porque a missa é legal ou chata, mas é para “vestir” o corpo e a alma, afastar-nos da transitoriedade das coisas e fazer-nos resistir, dizia a beata Isabel de la Trinidad, “imóveis e pacíficos, como se [os nossos corações] estivessem já na eternidade”.

Fonte: Aleteia