domingo, 4 de outubro de 2020

Ângelus: Papa Francisco ressalta que a autoridade é uma forma de viver o serviço


Vaticano, 04 out. 20 / 07:36 am (ACI).- Narrando a parábola dos vinhateiros malvados, a qual Jesus dirigiu aos chefes da sinagoga e anciãos, autoridades espirituais dos judeus,o Papa Francisco ressaltou a necessidade de entender e viver a autoridade como um serviço, buscando o interesse de Deus e não os próprios. 

"No Evangelho de hoje (cf. MT 21,33-43) Jesus, prevendo sua paixão e morte, narra a parábola dos vinhateiros assassinos, para advertir aos supremos sacerdotes e anciãos do povo que estão por empreender um caminho errado. Têm, com efeito, más intenções para com Jesus e procuram a maneira de eliminá-lo", afirmou o Papa.

"O relato alegórico descreve um proprietário que, depois de ter cuidado muito sua vinha (cf. V. 33), tem que ausentar-se e a arrenda a uns lavradores. Logo, quando chega o tempo da colheita envia alguns servos a recolher os frutos; mas os vinhateiro os recebem a pauladas e inclusive matam alguns. A proprietária manda outros servos, mais numerosos, que, entretanto recebem o mesmo trato (cf. vv. 34-36). O cúmulo chega quando o proprietário decide enviar seu filho: os vinhateiros não têm nenhum respeito, pelo contrário, pensam que eliminando-o poderão apropriar-se da vinha, e assim o matam também (cf. vv. 37-39)".

"A imagem da vinha representa o povo que o Senhor escolheu e formou com tanto cuidado; os servos mandados pelo proprietário são os profetas, enviados por Deus, enquanto o filho é uma figura de Jesus. E assim como foram rechaçados os profetas, também Cristo foi rechaçado e assassinado", destacou o Santo Padre.

"Ao final do relato, Jesus pergunta aos chefes do povo: "Quando vier, pois, o dono da vinha, o que fará com aqueles lavradores?" (V. 40). E eles, levados pela lógica do relato, pronunciam sua própria condenação: o dono -dizem- castigará severamente estes malvados e "arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe paguem os frutos a seu tempo" (V. 41)".

"Com esta dura parábola, Jesus põe a seus interlocutores frente a sua responsabilidade, e o faz com extrema claridade. Mas não pensemos que esta advertência valha somente para os que rechaçaram Jesus naquela época. Vale para todos os tempos, incluindo o nosso. Também hoje Deus espera os frutos de sua vinha daqueles que enviou a trabalhar nela".

Em cada época, os que têm autoridade no povo de Deus podem sentir a tentação de seguir seu próprio interesse em lugar do de Deus. Mas a vinha é do Senhor, não nossa. A autoridade é um serviço, e como tal deve ser exercida, para o bem de todos e para a difusão do Evangelho", ensinou o Pontífice na audiência geral.

"São Paulo, na segunda leitura da liturgia de hoje, diz-nos como ser bons operários na vinha do Senhor: tudo que há de verdadeiro, de nobre, de justo, de puro, de amável, de honorável, tudo que seja virtude e digno de elogio, tudo isso tenham em conta. (cf. Flp 4,8). Converter-nos-emos assim em uma Igreja cada vez mais rica em frutos de santidade, daremos glória ao Pai que nos ama com infinita ternura, ao Filho que segue nos dando a salvação, ao Espírito que abre nossos corações e nos impulsiona para a plenitude do bem".

"Dirigimo-nos agora a Maria Santíssima, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia e em outubro renovemos nosso compromisso de rezar o santo Rosário".

Após a oração mariana o Santo Padre saudou os peregrinos e foi distribuída sua mais recente encíclica, que leva o título de “Fratelli Tutti”, em uma edição extraordinária impressa do L´Osservatore Romano.

Fonte: Acidigital









“Fratelli Tutti”: Vaticano apresenta oficialmente a nova encíclica do Papa Francisco

 

Papa Francisco. Foto: Daniel Ibáñez (ACI Prensa

Vaticano, 04 out. 20 / 07:28 am (ACI).- A Santa Sé apresentou oficialmente este domingo 4 de outubro a encíclica “Fratelli tutti”, a terceira do pontificado do Papa Francisco, subtitulada “Sobre a fraternidade e a amizade social”.

O Santo Padre assinou a encíclica no Convento de São Francisco de Assis, ontem sábado 3 de outubro, junto à tumba do santo cuja festa a Igrejacelebra hoje.

Na apresentação, que teve lugar no Sala Nova do Sínodo, o Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, explicou que o Papa Francisco põe de relevo em sua encíclica que “a fraternidade não é uma moda que se desenvolve no tempo, mas a manifestação de atos concretos”.

O Cardeal, em sua exposição, fez um chamado a pôr as “relações internacionais ao serviço da fraternidade” e “favorecer o desenvolvimento de uma cultura da fraternidade”.

O Secretário de estado contrapôs a guerra ao diálogo e argumentou que “se as armas destroem vidas humanas, destroem o ambiente, destroem a esperança; o diálogo destrói as barreiras do coração e da mente, abre espaço ao perdão e favorece a reconciliação”.

O diálogo, assinalou, “quando é perseverante, não gera notícias como os conflitos, mas ajuda discretamente a fazer o mundo melhor”.

“O diálogo exige paciência e aproxima do martírio, por isso a encíclica o evoca como instrumento da fraternidade”, sublinhou.

O Cardeal Parolin indicou que o objetivo desta encíclica assinada em Assis pelo Papa Francisco é um percurso ascendente que “partindo da individualidade, abraça a família, a sociedade”.

“É necessário fazer crescer não só uma espiritualidade da fraternidade, mas uma estrutura internacional eficaz”, insistiu.

Também destacou que o Papa na encíclica não é alheio aos desafios que expõe a atual pandemia de coronavirus. De fato, o Papa emprega como argumento “a experiência da pandemia, que pôs em evidência nossas carências”.

O Cardeal Parolin destaca que na encíclica se mostra a “aberta contradição entre o bem comum e a atitude de dar prioridade aos Estados”.

Frente a isso, “a fraternidade se converte no instrumento para realizar um bem comum verdadeiramente universal”. “Faz um chamado à responsabilidade individual e coletiva” e recorda que “nos proclamarmos irmãos não basta”, é preciso ações concretas.

Do mesmo modo, o Cardeal Parolin fez insistência que “por meio da cultura da fraternidade, o Papa Francisco chama a amar a outros povos, as demais nações como a própria”.

Além disso do Cardeal Secretário de estado participaram da conferência de imprensa o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, Cardeal Miguel Angel Ayuso, o secretário geral do Alto Comitê para a Fraternidade Humana, Mohamed Mahmoud Abdel Salam, a professora da universidade do Durham (Reino Unido), Anna Rowlands, e o fundador da Comunidade do Sant’Egidio, Andrea Riccardi.


Fonte: Acidigital

Papa Francisco vai a Assis e assina sua nova carta encíclica Fratelli Tutti

 

O Papa Francisco assina em Assis a Encíclica Fratelli tutti. Foto: Captura do Youtube

ASSIS, 03 out. 20 / 12:48 pm (ACI).- O Papa Francisco assinou, este sábado 3 de outubro no Convento de São Francisco de Assis, sua Encíclica “Fratelli tutti”, sobre a fraternidade e a amizade social.

O Pontífice se transladou na véspera da festividade de São Francisco de Assis até a localidade natal do santo italiano, onde também se encontra sua tumba, para celebrar ali a Santa Missa e assinar a Encíclica.

Antes disto, o Papa se deteve na cidade de Spello, no mosteiro das Clarissas, para realizar uma visita privada às religiosas. Ao finalizar, prosseguiu viagem até a cidade em que viveu São Francisco, chegando às 14:30h, hora da Itália.

Ali, visitou o convento das Clarissas de Assis e o convento de São Francisco, em cuja cripta, está a tumba do santo. Foi ali que presidiu a Santa Missa e assinou a sua nova Carta Encíclica.

“Fratelli tutti” (Irmãos todos) é a terceira Encíclica do pontificado de Francisco após “Lumen fidei”, publicada em 29 de junho de 2013, e “Laudato Sì”, publicada em 24 de maio de 2015. Esta é a segunda vez que o Papa Francisco assina um documento magisterial fora do Vaticano. Anteriormente, no dia 25 de março de 2019, ele foi à cidade de Loreto (Itália) para assinar a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Christus vivit”.

Por outro lado, desde sua chegada ao papado, esta é a quarta ocasião em que o Santo Padre visita a terra natal de São Francisco, cujo nome ele adotou ao ser eleito Sumo Pontífice. Anteriormente, o Papa viajou a Assis no dia 04 de outubro de 2013, em 04 de agosto de 2016 para celebrar os 800 anos da “Festa do Perdão”, e em 20 de setembro de 2016 para a Jornada Mundial de Oração pela Paz, com a presença de representantes de diferentes religiões.

O texto da Encíclica Fratelli tutti será publicado amanhã, 04 de outubro de 2020, após a oração do Ângelus que tem início ao meio-dia, hora de Roma.

Fonte: Acidigital

Liturgia Diária : 27º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura (Is 5,1-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

1Vou cantar para o meu amado o cântico da vinha de um amigo meu: Um amigo meu possuía uma vinha em fértil encosta. 2Cercou-a, limpou-a de pedras, plantou videiras escolhidas, edificou uma torre no meio e construiu um lagar; esperava que ela produzisse uvas boas, mas produziu uvas selvagens.

3Agora, habitantes de Jerusalém e cidadãos de Judá, julgai a minha situação e a de minha vinha. 4O que poderia eu ter feito a mais por minha vinha e não fiz? Eu contava com uvas de verdade, mas por que produziu ela uvas selvagens?

5Pois agora vou mostrar-vos o que farei com minha vinha: vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. 6Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramar a chuva sobre ela. 7Pois bem, a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e o povo de Judá, sua dileta plantação; eu esperava deles frutos de justiça — e eis a injustiça; esperava obras de bondade — e eis a iniquidade.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.


Salmo Responsorial (Sl 79)

— A vinha do Senhor é a casa de Israel.

— A vinha do Senhor é a casa de Israel!

— Arrancastes do Egito esta videira,/ e expulsastes as nações para plantá-la;/ até o mar se estenderam seus sarmentos,/ até o rio os seus rebentos se espalharam.

— Por que razão vós destruístes sua cerca,/ para que todos os passantes a vindimem,/ o javali da mata virgem a devaste,/ e os animais do descampado nela pastem?

— Voltai-vos para nós, Deus do universo!/ Olhai dos altos céus e observai./ Visitai a vossa vinha e protegei-a!

— Foi a vossa mão direita que a plantou;/ protegei-a, e ao rebento que firmastes!

— E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!/ Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!/ Convertei-nos, ó Senhor Deus do universo,/ e sobre nós iluminai a vossa face!/ Se voltardes para nós, seremos salvos!

Segunda Leitura (Fl 4,6-9)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses:

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao mais, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor.

9Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes. Assim, o Deus da paz estará convosco.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.




Anúncio do Evangelho (Mt 21,33-43)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram.

36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.

38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”

41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.

42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’

43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Compreendendo e Refletindo

 “Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos” (Mateus 21,43).

Começamos a reflexão deste Evangelho dominical com essa sentença final de Jesus. Ele está dizendo que, se não produzirmos frutos, o Reino de Deus será tirado de nós e entregue a um povo que produza frutos. O Reino de Deus não é estéril, ele produz frutos e mais frutos. 

A partir da própria parábola dos vinhateiros desonestos, que simplesmente pegaram aquilo que era para eles cuidarem, pois aquela vinha pertencia ao proprietário, quando esse mandou seus emissários para prestarem conta de como estava a vinha, aqueles vinhateiros desprezaram, espancaram e até mataram alguns, apedrejaram outros, enfim, desprezaram os enviados do proprietário para não prestarem conta a ele. Por fim, o proprietário enviou também o seu próprio filho; e os vinhateiros disseram: “Vamos matá-lo logo porque é o filho e, assim, tomaremos posse de tudo”.

A parábola que Jesus está contando é muito dura e cruel porque está nos contando uma tragédia. Os vinhateiros estavam matando os enviados do proprietário da vinha e, depois, matando o próprio filho dele.

Quando olhamos para a história e, sobretudo, para a história da Salvação, saibamos que foi o que fizeram com Deus. Porque quando Deus enviou os seus emissários, profetas, seus sacerdotes, os patriarcas como mandou no Antigo Testamento, eles foram desprezados, muitos foram mortos e ignorados. Mas não é somente no passado, é no presente também; é no presente que a Palavra de Deus é desprezada, que a voz de Deus é ignorada, que os profetas são desprezados.

Podemos produzir frutos, se não ignorarmos nem desprezarmos a presença amorosa de Deus entre nós

Talvez, não queiramos ouvir esse ou aquele profeta e queiramos ouvir o próprio Deus falando a nós. Deus enviou o Seu próprio Filho; e com Ele foram muito mais cruéis porque O mataram.

Não preciso dizer que, nos tempos de hoje, Jesus continua sendo desprezado, ignorado e morto. Não existe pior maneira de matar alguém do que ignorar a sua presença, distorcer, desprezar; e não podemos fazer parte desse grupo ou pensamento homicida.

Os homens tomaram conta do mundo e fazem dele o que querem, desprezam e ignoram a Deus. Em muitas das nossas casas, Deus está sendo ignorado, em muitas das nossas casas nem símbolos religiosos temos mais. Em nossas casas se ouve de tudo, mas não há espaço para ouvir a Palavra de Deus.

Precisamos cuidar para que o Reino de Deus não seja tirado de nós e seja dado para quem produz frutos, porque podemos produzir frutos, se não ignorarmos nem desprezarmos a presença amorosa de Deus entre nós.  

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo : Canção Nova

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

COMISSÃO PARA A AÇÃO MISSIONÁRIA DA CNBB DÁ INÍCIO ÀS COMEMORAÇÕES DO MÊS MISSIONÁRIO COM LIVE NESTA QUINTA-FEIRA (1°)




 Nesta quinta-feira, 1° de outubro, a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dá início em todo o Brasil à Campanha Missionária 2020 que este ano traz como tema: A vida é missão e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).

Ao longo do mês de outubro, diversas atividades serão realizadas semanalmente para divulgar o mês missionário. Entre elas, as lives e os terços missionários semanais. A primeira atividade, nesta quinta-feira, é uma live da comissão em parceria com a Edições CNBB, às 15h, no canal do Youtube das Edições CNBB e retransmitida nos canais da conferência e das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Nessa primeira live, o bispo de Chapecó (SC) e presidente da Comissão para a Ação Missionária, dom Odelir José Magri e o diretor das POM Brasil, padre Maurício Jardim, vão conversar sobre a Campanha Missionária 2020 e o Programa Missionário Nacional (PMN). O mediador será o assessor da comissão, padre Daniel Rochetti.

Além das tarefas

Dom Odelir José Magri

Dom Odelir ressalta que ser discípulo missionário está além de cumprir tarefas ou fazer coisas. “Ser missionário é viver como cristão, discípulo de Jesus como batizado e a partir de uma vocação específica. É responder ao chamado de Deus, sair e fazer-se próximo”, afirmou.

O missionário, segundo dom Odelir, é chamado a ir às periferias da sociedade para testemunhar a perseverança do amor paciente e fiel de Deus pelas pessoas de nosso tempo, que se expressa com amor gratuito no compromisso da solidariedade, especialmente para com os pobres.

No Brasil, as POM têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro. Colaboram nesta ação a CNBB, por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).

De acordo com as POM, mesmo neste momento em que o mundo passa pela pandemia da Covid-19, que mudou completamente as relações humanas, a Campanha Missionária 2020 quer ser um sinal de esperança para tantas vidas doadas de forma solidária.

O Papa Francisco lembra que “a missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou ornamento a ser posto de lado. É algo que não posso arrancar do meu coração” (Alegria do Evangelho, 27).

As POM destacam ainda que todo missionário é convidado a educar o olhar sobre as realidades de dor e, sobretudo, saber contemplar o belo, como fazia São Francisco de Assis, encantando-se com as criaturas presentes pelo caminho.

Fonte: CNBB

Exorcista alerta sobre os perigos de "falar" com os mortos

 


O sacerdote lembra que o ser humano, desde o princípio, foi tentado ao engano a respeito da morte

O Padre Pedro Paulo Alexandre é um dos exorcistas mais conhecidos do Brasil. Ele pertence à Diocese de Florianópolis e é membro da Associação Internacional de Exorcistas. Já escreveu vários livros sobre o assunto, entre eles, a obra “Fenômenos Preternaturais: sobre as ações dos anjos e dos demônios”, escrita com base nas Sagradas Escrituras, na Teologia, no Magistério da Igreja e na sua tradição mística, ascética, espiritual e pastoral.

Recentemente, Pe. Pedro Paulo foi convidado para fazer o Prefácio do livro “Os danos do Espiritismo – a ação oculta do Maligno nas supostas comunicações com o Além”, de Francesco Bamonte, que foi lançado em Portugal. No texto, o sacerdote brasileiro aborda a questão do “diálogo” com os mortos e a postura da Igreja Católica:

O autor nos mostra que a Sagrada Tradição, as Sagradas Escrituras e o Magistério da Igreja sempre condenaram o espiritismo. Em todas as épocas, a Igreja defendeu o princípio de que é preciso condenar o erro, mas amar aquele que erra, esclarecendo-o e ajudando-o na busca da fé verdadeira. É preciso entender que o espiritismo é uma forma equivocada de buscar a verdade.

O Pe. Pedro Paulo Alexandre ainda explica como o espiritismo conquista adeptos:

Em momentos de dor e sofrimento, principalmente por ocasiões de perdas de familiares queridos, as pessoas, que em busca de respostas, procuram um momento de refrigério, consolo e paz, são facilmente cooptadas pelo espiritismo. Os resultados deste caminho, longe do que estão acostumados a nos querer fazer crer, nem sempre são finais felizes. As vítimas estão rompendo o silêncio e gritando para que todos acordem.

Ao final, o exorcista brasileiro faz um esclarecimento e um convite:

O ser humano, desde o princípio, foi tentado ao engano a respeito da morte (cf. Gn 3,4-5). Hoje com novos meios e novas técnicas o inimigo que estava tentando passar despercebido, esta sendo cada dia mais desmascarado. Vejo neste livro um convite a olharmos para o além, e descobrir o tesouro da fé católica, revelada pelo próprio Deus.

Não existe uma doutrina que traga tanto conforto, paz, alegria e esperança como o cristianismo. Por mais que nos maravilhemos a cada página das Escrituras com o que o Senhor nos mostra sobre a eternidade, cremos que o que viveremos é muito mais do que podemos imaginar: ‘o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu'(1Cor 2,9; cf. Is 64,4).



Fonte: Aleteia 

 

Como lidar com a raiva excessiva? São Jerônimo explica

 


São Jerônimo era conhecido como "santo nervosão", mas tinha uma estratégia especial para enfrentar seus sentimentos explosivos

Enfrentar a raiva excessiva nem sempre é tarefa fácil. A raiva é um sentimento que, por si só, não é pecaminoso. É até possível que a raiva nos estimule a fazer algo heroico e defender aqueles que estão sendo perseguidos.

No entanto, é muito mais fácil permitir que a raiva nos consuma. Com isso, nossas palavras passam a não refletir mais a nossa fé cristã.

São Jerônimo sabia muito bem disso. Ele era conhecido por sua raiva excessiva. Entretanto, não era orgulhoso desse seu comportamento. Pelo contrário: ele se arrependia de suas palavras imediatamente após tê-las dito.

Um santo nervoso

Então, por que São Jerônimo virou santo, se ele era uma pessoa tão nervosa e ofensiva?

A resposta pode ser encontrada em uma história do Papa Sisto V. Dizem que o pontífice passou por uma pintura de São Jerônimo segurando uma pedra e comentou: “Você faz bem em carregar essa pedra, pois sem ela a Igreja nunca teria te canonizado”.

Sisto se referia à prática de São Jerônimo de se bater com uma pedra sempre que era tentado. Ele também repetia o gesto como forma de reparar seus pecados. Jerônimo sabia que não era perfeito e frequentemente jejuava, orava e clamava a Deus por misericórdia. Disse ele em um texto autobiográfico:

“Encontrando-me abandonado, por assim dizer, ao poder desse inimigo, lancei-me em espírito aos pés de Jesus, regando-os com minhas lágrimas, e jejuando semanas inteiras. Não tenho vergonha de revelar minhas tentações, mas lamento não ser agora o que era. Muitas vezes juntei noites inteiras aos dias, chorando, suspirando e batendo no peito até que a calma desejada voltasse.”

Além desses tormentos físicos que infligia a si mesmo, Jerônimo também se dedicaca ao estudo do hebraico. A ocupação reprimia um pouco as tentações que o assaltariam. E toda vez que ele caía, clamava a Deus e fazia tudo o que podia para melhorar seu discurso.

Aprender com o exemplo

Podemos aprender com o exemplo de São Jerônimo e examinar nossas próprias vidas, especialmente se tivermos tendência à raiva. Será que nós arrependemos dessa raiva que fere os outros? Ou somos orgulhosos? Não estamos dispostos a admitir que cometemos um erro?

E lembre-se: o que nos separa dos santos não são nossos erros, mas nossa capacidade de pedir perdão a Deus e aos outros. Se fizermos isso, teremos muito mais em comum com os santos do que imaginamos.

Fonte: Aleteia