quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sacerdote brasileiro escolhido para a Comissão Teológica Internacional: Francisco quer uma reforma espiritual na Igreja

Foto: CNBB
VATICANO, 30 Set. 14 / 02:18 pm (ACI/EWTN Noticias).- Monsenhor Luiz Catelán, assessor da Comissão para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recentemente escolhido pelo Papa para a Comissão Teológica Internacional junto com outros peritos dos cinco continentes, comentou sua nomeação e destacou que o Santo Padre ao falar da reforma que deseja para a Igreja não se refere à reforma de estruturas, como por exemplo, a da Cúria Romana, mas uma reforma espiritual com base nos ensinamentos do Concílio Vaticano II.
Falando em entrevista a ACI Digital sobre como recebeu a notícia da nomeação, Monsenhor Catelán partilhou: “No princípio pensei que se tratava de um trote. No começo eu não acreditava, mas, conferi com um contato na Congregação para a Doutrina da Fé, com quem já me comuniquei outras vezes e este me confirmou que a notícia era verdade. Falei depois com Mons. Ladaria e recebi um e-mail do Vaticano que me chegou perto de 15 dias antes da divulgação da notícia. Nestes dias prévios pude refletir com calma sobre o significado e a missão de Comissão em toda sua amplitude e de quão delicado consistia nossa missão. Mas devo dizer que o primeiro sentimento foi de um susto”.
Comentando também sobre a contribuição que ele os outros teólogos latino-americanos eleitos para Comissão poderiam levar a este importante órgão do Vaticano, disse: “podemos dizer que tradicionalmente a teologia na América Latina sempre se distinguiu por uma particular proximidade à Pastoral, aos desafios próprios da Pastoral. Nós estaremos disponíveis, sem dúvida, para levar à Comissão esta sensibilidade sem perder a profundidade de reflexão sobre a Doutrina Católica. Em concreto poderíamos dizer que a teologia na América Latina traz como riqueza a teologia da comunhão; comunhão das Igrejas particulares entre si e delas com Roma e com o Santo Padre no serviço à Igreja. Acredito que esta perspectiva de comunhão que trazemos os latino-americanos também será uma contribuição valiosa”.
Sobre os temas teológicos do Pontificado do Papa Francisco até o momento, e que possivelmente estarão nas pautas das reuniões, Mons. Catelán afirmou: “Primeiro está o tema da Reforma da Igreja. Pelo nome não devemos entender uma reforma da estrutura da Cúria Romana. A constituição curial varia de acordo com os tempos e os desafios de cada tempo e está ao serviço do Papa e da Igreja. Mas, e isso vemos nitidamente na Evangelii Gaudium, a reforma que o Papa promove é a reforma pastoral, uma reforma espiritual”.
“O outro tema que se vem destacando nas catequese e discursos do Papa Francisco é a pneumatologia. Para que veja, o Espírito Santo é citado 36 vezes na Evangelii Gaudium e o tema vem sendo abordado pelo Papa em seus discursos com certa frequência. Assim, os acentos da presença do Espírito na Igreja e o tema da Reforma estão presentes no pensamento de Sua Santidade, e podemos afirmar que se complementam e se desenvolvem sempre sobre as bases do Concílio Vaticano II”.
O sacerdote brasileiro, também fez algumas considerações sobre um tema teológico controvertido no continente latino-americano: a Teologia Marxista da Libertação que encontra no peruano Gustavo Gutiérrez e no brasileiro Leonardo Boff, cujas propostas teológicas foram ambas condenadas pela Santa Sé, seus mais expressivos pensadores.
Primeiramente, sublinha Mons. Antônio, “deveríamos usar o termo no plural, ou seja, falar das teologias da libertação (é difícil falar de uma só, houve várias propostas). Sobre estas, poderia dizer que pecam por reduzir a libertação a aspectos intramundanos perdendo o fundo escatológico que o próprio termo possui. Ao perder de vista o escatológico, então perde-se o que há de cristão em qualquer colocação teológica. Isso não é cristianismo. Para corroborá-lo temos a Doutrina Social da Igreja, que acentua como a fé tem incidência na política, na cultura na sociedade, mas entende que a libertação autenticamente cristã é aquela libertação do mal, da escravidão do pecado. Portanto, uma proposta teológica assim, como o caso da teologia da libertação centrada nas lutas de classes, não passa de uma vertente ideológica, e isso porque expõe que o Reino de Deus é produto da ação humana. Esta posição já havia condenada pela Igreja nos seus primórdios como Pelagianismo”.
“A opção preferencial pelos pobres –continuou- deve-se entender segundo o espírito do Concílio Vaticano II, concretamente na Constituição Dogmática Lumen Gentium no número 8. Primeiramente, entendemos a prioridade do tema dos pobres porque Cristo se fez um deles. A fé Cristológica não pode deixar de ter em conta os mais necessitados. Em segundo lugar, Cristo é enviado aos pobres e não só aos pobres em termos materiais, mas a todos aqueles que estão nas periferias, como diz o Papa Francisco, incluindo as periferias existenciais. Por último, amamos os pobres pelo que Cristo nos ensinou: ‘O que fazem aos mais pequenos dos meus irmãos, a mim o fazem’”, acrescentou o teólogo.
Natural de Cidade Gaúcha, região de Umuarama (PR), Monsenhor Catelán foi ordenado sacerdote em fevereiro de 2005. Atualmente exerce a função de assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB e possui mestrado em Direito Canônico e doutorado em Teologia, ambos pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
A Comissão Teológica foi instituída em 1982, por São João Paulo II, e sua competência consiste em estudar as questões doutrinais de maior importância para o momento eclesial e assim oferecer uma contribuição ao Magistério da Igreja e, de modo especial, à Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, atualmente presidida pelo cardeal Gerhard Ludwig Müller, tendo como secretário geral o Padre Serge-Thomas Bonino.
Fonte: Acidigital

O carisma da ajuda aos irmãos com necessidades especiais – o Papa na Sala Paolo VI

2014-10-01 Rádio Vaticana

Antes de entrar na Praça de S. Pedro para a audiência geral desta quarta-feira, dia 1 de outubro, o Papa Francisco esteve na Sala Paulo VI com uma grande delegação do Instituto Secular das Pequenas Apostolas da Caridade vindas a Roma por ocasião dos 60 anos da fundação deste Instituto.

Recordou em particular o seu carisma de serviço às crianças com necessidades especiais traduzida na Associação “A nossa família”. Nas suas palavras o Santo Padre não esqueceu a figura do fundador deste Instituto, o beato Luigi Monza que intuiu este carisma da proximidade aos irmãos com deficiência sempre apoiado pelo Venerável Paolo VI, quando era Arcebispo de Milão.

(RS)
Fonte: News.VA

Encontro no Vaticano analisará crise no Oriente Médio

2014-09-30 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - Os núncios apostólicos no Oriente Médio participarão, de 2 a 4 de outubro, no Vaticano, com os superiores da Cúria Romana, do encontro ao qual foram convocados para uma avaliação sobre a crise que já de há muito tem atormentado a região médio-oriental.
Participarão os representantes pontifícios no Egito, Israel/Jerusalém/Palestina, Jordânia/Iraque, Irã, Líbano, Síria e Turquia, além dos representantes da Santa Sé junto às Nações Unidas em Nova Iorque e em Genebra, bem como junto à União Europeia.
Segundo uma nota vaticana divulgada nesta terça-feira, 30 de setembro, por parte da Cúria Romana participarão o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, o substituto da Secretaria de Estado e o subsecretário das Relações com os Estados.
Estarão presentes também o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni – recentemente enviado pelo Papa à região –; os responsáveis pelos vários dicastérios mais diretamente envolvidos, ou seja, a Congregação para as Igrejas Orientais e os Pontifícios Conselhos para o Diálogo Inter-religioso; para a Promoção da Unidade dos Cristãos; para a Justiça e a Paz; para os Migrantes e os Itinerantes e o dicastério "Cor Unum".
Na manhã desta quinta-feira, 2 de outubro, o Santo Padre "saudará os participantes no início do encontro, que se concluirá na manhã de sábado, dia 4. (RL)

Fonte: News.VA

Audiência: carismas são um dom na Igreja, e não motivo de inveja ou divisão

2014-10-01 Rádio Vaticana
 Cidade do Vaticano (RV) – Os carismas na Igreja foram o tema da Audiência Geral desta quarta-feira.
O Papa Francisco chegou cedo à Praça S. Pedro, percorrendo-a em seu papamóvel para saudar os cerca de 40 mil fiéis.
Prosseguindo sua série de catequeses sobre a Igreja, o Pontífice falou dos dons que o Espírito Santo lhe oferece para a sua caminhada na história. Na linguagem comum, quando se fala de “carisma”, se entende um talento, uma habilidade natural. Mas na perspectiva cristã, assume outra conotação que vai além de uma qualidade pessoal.
O carisma é uma graça, um dom dispensado por Deus Pai, através da ação do Espirito Santo, para que seja colocado a serviço de todos. De fato, é no seio da comunidade que alguém pode reconhecer os carismas que tem. E Francisco brincou com a multidão, dizendo que uma pessoa não pode achar que tem o dom de cantar. São os outros que têm que reconhecer este carisma.
Mas é importante se questionar: “Há qualquer carisma que o Senhor fez nascer em mim e que os meus irmãos, na comunidade cristã, reconheceram e encorajaram? E como me comporto em relação a este dom: com generosidade ou como motivo de orgulho?”
Todavia, acrescentou o Papa, a mais bela experiência é descobrir a diversidade e a multiplicidade de carismas na Igreja, pois todos são um dom do Pai à comunidade para que esta cresça harmoniosamente como um só corpo: o corpo de Cristo. “Ai de nós se fizermos de tais dons motivo de inveja ou de divisão!”, advertiu.
Como nos recorda São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, todos os carismas são importantes aos olhos de Deus e ninguém é insubstituível; isto quer dizer que, na comunidade cristã, precisamos uns dos outros e cada dom recebido só se realiza plenamente quando é partilhado com os irmãos para o bem de todos. “Quando a Igreja se expressa em comunhão, não pode errar”, disse o Papa.
Por fim, o Pontífice recordou que hoje celebramos Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu aos 24 anos. “Ela queria ter todos os carismas”, disse o Papa. Porém, foi na oração que Santa Teresinha descobriu que seu carisma é o amor, dizendo a frase: “No coração da Igreja, serei amor”.
E este carisma, reforçou Francisco, todos temos: “Peçamos então a Santa Teresinha esta capacidade de amar a Igreja e aceitar todos os carismas, com o amor de seus filhos.”
Antes da Audiência, o Papa recebeu na Sala Paulo VI os membros do Instituto Secular Pequenas Apóstolos da Caridade, por seus 60 anos de fundação. O Instituto assiste crianças e jovens com dificuldades, que também estavam presente na Sala Paulo VI. Que o carisma desse Instituto, disse o Papa, “seja um exemplo para as famílias e para os que têm responsabilidades públicas”.
(BF)

Fonte: News.VA

Dioceses do Brasil celebram a Semana Nacional da Vida

Tem início hoje, 1º de outubro, a Semana Nacional da Vida, que culmina com o Dia do Nascituro, celebrado na quarta-feira, 8. Trata-se de uma mobilização em todo o país, com intensa programação nas dioceses, paróquias e comunidades. A data é fixa no calendário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e propõe à sociedade o debate sobre os cuidados, proteção e a dignidade da vida humana, em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural.

 Para auxiliar na organização e vivência das atividades de evangelização, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e Comissão Nacional da Pastoral Familiar oferecem o subsídio “Hora da Vida” 2014. Este ano o tema de reflexão é “Vida e Missão: lançar as redes em águas mais profundas”.
O subsídio deste ano tem a colaboração da Comissão da Pastoral Familiar do regional Sul 4 da CNBB. No texto de apresentação, o bispo de Caçador (SC) e referencial da Pastoral Familiar, dom Severino Clasen, explica que o tema escolhido para o “Hora da Vida” está em sintonia com Campanha da Fraternidade 2014 – “Tráfico Humano”. “Queremos uma pátria livre de opressão, contra toda espécie de exploração e atitudes que machucam a vida”. O bispo lembrou que todos são “chamados a cuidar e preservar a vida como dom maior”.
Em sua 4ª edição, a publicação oferece sete encontros com diferentes abordagens.  O primeiro tema é “Vida e cultura do encontro”. Tem como base os ensinamentos da primeira Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelli Gaudiu”. Outras temáticas são sugeridas para as reuniões em grupos como responsabilidade política e social, educação para o amor, memória e gratidão; todos eles voltados para a reflexão sobre a vida.
Vivência
O subsídio “Hora da Vida” traz também em seu conteúdo discursos e homilias do papa Francisco sobre a missão e a vida, além de reflexão do pontífice a respeito da proteção do nascituro, sugestões de celebrações e roteiros de vigílias de oração, bênção para crianças, pessoa idosa e enfermas. A Comissão Nacional orienta as comunidades para que organizem reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, para aprofundar o valor único e próprio da vida. Outras iniciativas podem ser promovidas na cidade como caminhadas, seminários de estudos, fóruns de debates, entre outros.
O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, explica que o material “constitui em uma preciosa ajuda para compreender, com fundamento em conhecimentos científicos e teológicos, a beleza da vida, sua grandeza e dignidade, seu incompatível amor valor, numa linguagem acessível, mesmo para quem não é especialista”.
Dom Petrini chama atenção para a necessidade da valorização da vida. “Compreender e admirar são passos necessários para acolher e respeitar a vida, para superar a visão da cultura dominante que tende a banalizar e a considerar de maneira superficial”, afirma.
Mobilização
A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro é dedicado ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos.
O assessor nacional da Comissão Vida e Família da CNBB, padre Rafael Fornasier, destaca que o evento buscar promover a cultura da vida na sociedade. “A atividade da Semana Nacional da Vida e do Dia do Nascituro é uma feliz iniciativa da Igreja. Busca ecoar na consciência não só dos católicos, mas também de todos os homens e mulheres de nossa sociedade, o quão é necessário criar uma cultura da vida numa realidade que, muitas vezes, passou a considerar certas condições humanas como descartáveis”, diz o assessor.
De acordo com padre Rafael, a partir de iniciativas da Semana da Família, espera-se que, cada vez mais, as comunidades trabalhem para humanizar o cuidado com a vida humana, desde sua concepção até o fim natural.
Baixe os materiais de divulgação: Cartaz da Semana Nacional da Vida e Apresentação do subsídio "Hora da Vida".
Fonte: CNBB

Santo do Dia - Santa Teresinha do Menino Jesus ,intercessora dos missionários sacerdotes

Santa Teresinha do Menino Jesus
“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Santa Teresinha do Menino Jesus - Quarta-feira 01/10/2014- Liturgia Diária


Primeira Leitura (Jó 9,1-12.14-16)
Leitura do Livro de Jó.
1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2“Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: — ‘Que está fazendo?’ 14Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz.16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 87)

— Chegue a minha oração até a vossa presença!
R- Chegue a minha oração até a vossa presença!
1- Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? Poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?
2- No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?
3- Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh’alma? E por que escondeis vossa face de mim?

Compreendendo e Refletindo

Seguir Jesus significa, muitas vezes, estar privados de tudo e não ter segurança. Mas uma certeza nós podemos ter: o Senhor é nosso refúgio e proteção.
Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus” (Lucas 9, 62).
Nós nos aproximamos do Senhor porque queremos que Ele seja o nosso refúgio, segurança e proteção. Na verdade, o Senhor é nosso refúgio, segurança e proteção, mas nós, muitas vezes, queremos materializar a proteção de Deus. E nisso está a dificuldade que muitos têm de segui-Lo, porque nós não encontraremos, ao deixarmos tudo para seguir o Senhor, a segurança humana de que nós necessitamos. Porque o Filho do Homem não tem nem onde reclinar a própria cabeça, até as aves do céu estão mais bem servidas do que Ele, as raposas têm tocas para si, mas o Filho do Homem não!
Nós, muitas vezes, queremos o conforto, mas nem sempre o teremos conosco; porque enfrentaremos o frio, o calor, as arestas da vida, os tempos melhores de saúde e outros de doença – “Nossa, mas eu sou discípulo de Jesus! Tenho que passar por essas contrariedades da vida?”. Vai ter de passar por tudo isso sim e, muitas vezes, vai passar muito mais do que outros.
Outras vezes, nós queremos a segurança do afeto – “Eu vou seguir Jesus, mas deixe-me primeiro enterrar os meus familiares”. Ou então: “Permita-me despedir-me dos meus”. Se vamos esperar os enterrar e nos despedir dos nossos para depois seguir o Mestre, a vida vai passar e a despedida nunca há de terminar. Então, quem tem disposição para seguir Jesus precisa realmente segui-Lo, confiando somente na Sua graça.
Não espere a segurança material de que você precisa, o conforto que a vida pode lhe dar, ou estar sempre cercado dos afetos de que você necessita para fazer isso. Seguir Jesus significa, muitas vezes, estarmos privados de tudo isso, não termos a segurança, não termos o conforto que esperamos nem o afeto de que precisamos. Mas, uma certeza nós podemos ter: é o Senhor quem cuida de nós!
Nós nos fazemos livres, nos desapegamos, nos despojamos interiormente de todas as seguranças que o mundo pode nos dar para termos a certeza da eternidade, a segurança da proteção divina; termos o afeto do amor de Deus, que conduz os nossos passos.
Não vou viver como louco, não vou viver como uma pessoa sem juízo neste mundo. Pelo contrário, vou cuidar da minha vida, procurar dar o melhor para os meus, mas saberei viver tendo e não tendo o que necessito. Saberei me alegrar na hora em que posso ter os meus parentes comigo, mas saberei que nessas e em outras ocasiões ou por um tempo da minha vida, poderei perder alguém querido. Ao mesmo tempo, eu tenho a certeza de que, em Deus, eu nada perco, ainda que humanamente eu passe pelos desconfortos da vida, em Deus eu tudo ganho, porque o céu é o nosso tudo!
Que possamos, hoje, ao refletir sobre a Palavra de Deus, pedir a Ele que nos dê um coração livre, um coração despojado, um coração que faça do Senhor um refúgio seguro para a nossa alma e para o nosso coração!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo- Canção Nova



Evangelho (Lc 9,57-62)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixe-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.