quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Santo do Dia - Santa Teresinha do Menino Jesus ,intercessora dos missionários sacerdotes

Santa Teresinha do Menino Jesus
“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Santa Teresinha do Menino Jesus - Quarta-feira 01/10/2014- Liturgia Diária


Primeira Leitura (Jó 9,1-12.14-16)
Leitura do Livro de Jó.
1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2“Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: — ‘Que está fazendo?’ 14Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz.16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Responsório (Sl 87)

— Chegue a minha oração até a vossa presença!
R- Chegue a minha oração até a vossa presença!
1- Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? Poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?
2- No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?
3- Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh’alma? E por que escondeis vossa face de mim?

Compreendendo e Refletindo

Seguir Jesus significa, muitas vezes, estar privados de tudo e não ter segurança. Mas uma certeza nós podemos ter: o Senhor é nosso refúgio e proteção.
Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus” (Lucas 9, 62).
Nós nos aproximamos do Senhor porque queremos que Ele seja o nosso refúgio, segurança e proteção. Na verdade, o Senhor é nosso refúgio, segurança e proteção, mas nós, muitas vezes, queremos materializar a proteção de Deus. E nisso está a dificuldade que muitos têm de segui-Lo, porque nós não encontraremos, ao deixarmos tudo para seguir o Senhor, a segurança humana de que nós necessitamos. Porque o Filho do Homem não tem nem onde reclinar a própria cabeça, até as aves do céu estão mais bem servidas do que Ele, as raposas têm tocas para si, mas o Filho do Homem não!
Nós, muitas vezes, queremos o conforto, mas nem sempre o teremos conosco; porque enfrentaremos o frio, o calor, as arestas da vida, os tempos melhores de saúde e outros de doença – “Nossa, mas eu sou discípulo de Jesus! Tenho que passar por essas contrariedades da vida?”. Vai ter de passar por tudo isso sim e, muitas vezes, vai passar muito mais do que outros.
Outras vezes, nós queremos a segurança do afeto – “Eu vou seguir Jesus, mas deixe-me primeiro enterrar os meus familiares”. Ou então: “Permita-me despedir-me dos meus”. Se vamos esperar os enterrar e nos despedir dos nossos para depois seguir o Mestre, a vida vai passar e a despedida nunca há de terminar. Então, quem tem disposição para seguir Jesus precisa realmente segui-Lo, confiando somente na Sua graça.
Não espere a segurança material de que você precisa, o conforto que a vida pode lhe dar, ou estar sempre cercado dos afetos de que você necessita para fazer isso. Seguir Jesus significa, muitas vezes, estarmos privados de tudo isso, não termos a segurança, não termos o conforto que esperamos nem o afeto de que precisamos. Mas, uma certeza nós podemos ter: é o Senhor quem cuida de nós!
Nós nos fazemos livres, nos desapegamos, nos despojamos interiormente de todas as seguranças que o mundo pode nos dar para termos a certeza da eternidade, a segurança da proteção divina; termos o afeto do amor de Deus, que conduz os nossos passos.
Não vou viver como louco, não vou viver como uma pessoa sem juízo neste mundo. Pelo contrário, vou cuidar da minha vida, procurar dar o melhor para os meus, mas saberei viver tendo e não tendo o que necessito. Saberei me alegrar na hora em que posso ter os meus parentes comigo, mas saberei que nessas e em outras ocasiões ou por um tempo da minha vida, poderei perder alguém querido. Ao mesmo tempo, eu tenho a certeza de que, em Deus, eu nada perco, ainda que humanamente eu passe pelos desconfortos da vida, em Deus eu tudo ganho, porque o céu é o nosso tudo!
Que possamos, hoje, ao refletir sobre a Palavra de Deus, pedir a Ele que nos dê um coração livre, um coração despojado, um coração que faça do Senhor um refúgio seguro para a nossa alma e para o nosso coração!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo- Canção Nova



Evangelho (Lc 9,57-62)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixe-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

São Francisco de Assis

   
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Por Pe. Brendan Coleman Mc Donald,  Redentorista

No dia 4 de outubro o mundo celebra a festa do grande São Francisco de Assis. Francisco que nasceu na cidade de Assis no centro da Itália, em 1182, é, sem dúvida, um dos mais atraentes santos da história da Igreja Católica e uma das personalidades mais admiradas por outras igrejas e até por pessoas sem religião. Com 24 anos de idade, tinha se despojado de tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até a roupa que usava, para pregar o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade. Quando jovem, sonhou com as glórias militares e até participou numa guerra entre sua cidade de Assis e a vizinha cidade de Perusa. Porém, Deus o chamava não às vaidades do mundo nem a glória militar, mas à imitação radical da pobreza de Cristo. Enquanto meditava extasiado na igrejinha de São Damião, pareceu-lhe ter ouvido uma voz saída do crucifixo dizendo: “Vá escorar a minha Igreja, que está desabando”.
Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos de idade, Francisco deu início à sua vida religiosa. Vestiu um grosso hábito, cingiu-se de áspero cordão, e tomou a resolução de viver em pobreza apostólica. Inicialmente olhado com desconfiança, aos poucos ganhou a simpatia e a admiração da população de sua cidade. Com doze companheiros, morando numa velha capelinha chamada “Porciúncula” ele iniciou o extraordinário movimento franciscano que evoluiu mais tarde em três Ordens Religiosas: A Ordem dos Franciscanos Menores; a Segunda Ordem das Clarissas; e a Terceira Ordem para leigos querendo viver no mundo a espiritualidade de Francisco. Na “Oração de São Francisco”, de origem anônima, aparecendo inicialmente em Paris, França, em 1912, e que costume ser atribuída popularmente a São Francisco, encontramos uma estrofe dizendo: “Onde houver dúvida, que eu leve a fé”. Foi justamente isso que São Francisco e seus companheiros fizeram. A vida do santo é caracterizada por uma intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar às pessoas a mensagem evangélica de “paz e bem”. Ele pregou a mensagem evangélica a todas as classes sociais e isso foi à tarefa principal dos “irmãos menores”. Francisco disse aos seus irmãos “Não vos incomodeis com o conceito dos homens que vos desprezam. Pregai a penitência com toda simplicidade, confiando naquele que venceu o mundo pela humildade”. O santo, por humildade, nunca quis ser sacerdote. Com o lema “paz e bem” partiu para o Oriente em 1221 sonhando com o martírio. Tentou pregar em Marrocos, Egito e Palestina. Nesses lugares foi ouvido com respeito pelos muçulmanos embora as conversões não fossem muitas.
É interessante notar que em 1223, Francisco celebrou o Natal em Greccio com um presépio vivo, cantando o evangelho como diácono e pregando animadamente. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, através dos estigmas: Isto é, a reprodução no seu corpo dos sinais da paixão e morte de Cristo, recebidos sobre o monte Alverne em 14 de setembro de 1224.  Seus últimos anos de vida foram atormentados por várias doenças que culminaram na quase total cegueira. Francisco faleceu na tarde do dia 3 de outubro de 1226, com 44 anos de idade, e foi canonizado dois anos depois de sua morte em 1228. Em 1939, o Papa Pio Xll, proclamando São Francisco o padroeiro principal da Itália, disse que ele “foi o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos”.
Quais são as lições que a vida de São Francisco nos ensina?  São várias, entre as quais podemos citar: humildade, a necessidade de fazer penitência, a importância da conversão, a obrigação de pregar o evangelho, a importância da castidade, amor e dedicação aos pobres e mais abandonados, modéstia, a importância relativa de riquezas, a simplicidade de vida, nossa obrigação de levar a fé onde não existe ou onde está fraco, o valor da pobreza evangélica e a reconciliação etc. Hoje os restos mortais de São Francisco descansam na Basílica de Assis, na Itália, decorada com os afrescos do famoso artista e pintor Giotto di Bondone, que contam no teto da Basílica a vida de Francisco.

                                                             (Fontes: O Santo do Dia, Conti, Vozes, 1990; Dicionário dos Santos, Santidrián & Astruga, Santuário, 2004; e Breve Biografia dos Santos, Org. Silva Lima, Paulus, 2012)

Outubro: Mês Missionário


O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos no seu caminhar na história rumo a Deus, para que encontrem n’Ele a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

[Bento XVI]



Oração para cada dia

1. Deus nosso Pai, dá-nos a graça de viver este mês missionário seguindo o exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, anunciando o Evangelho e crescendo no amor à missão, através da oração e da partilha.
2. Deus nosso Pai, que na Tua admirável providência envias os santos Anjos para nos guardarem, escuta as nossas súplicas e dirige os nossos passos no caminho da salvação e da paz.
3. Deus nosso Pai, envia sobre nós o Teu Espírito para que, no seguimento do Congresso Missionário Nacional realizado o ano passado, sejamos capazes de rasgar horizontes novos de missão na Igreja portuguesa.
4. Deus nosso Pai, abençoa os bispos que hoje iniciam o Sínodo Africano para que, escutando a voz do Espírito e discernindo os sinais dos tempos, a Igreja seja uma voz profética promovendo a reconciliação, a justiça e a paz, criando unidade entre os povos do continente africano e anunciando o Evangelho.
5. Deus nosso Pai, louvado sejas pela beleza do céu e da terra, obra das Tuas mãos! Dá-nos a sabedoria para sabermos viver em harmonia com todos os seres da natureza e defender a integridade da Criação.
6. Deus nosso Pai, derrama a Tua bênção sobre o continente europeu para que saiba acolher no seu seio os imigrantes e os refugiados. E, assim, possa crescer no respeito pelos outros povos e culturas.
7. Deus nosso Pai, dá-nos a Tua graça para que, à semelhança de Maria de Nazaré, cada um de nós procure escutar a Palavra de Deus e anunciá-la aos outros com paixão e alegria.
8. Deus nosso Pai, abençoa os jovens e derrama o Teu amor nos seus corações para que eles coloquem a sua força, generosidade e entusiasmo ao serviço da paz, da justiça e da fraternidade entre os povos.
9. Deus nosso Pai, dá-nos coragem para imitar os santos mártires, seguindo o seu exemplo na renúncia à glória deste mundo e na entrega generosa da vida ao serviço do Evangelho.
10. Deus nosso Pai, que manifestaste em São Daniel Comboni um exemplo de amor a Ti e aos povos da África, faz que imitando o seu zelo missionário, nos consagremos à evangelização dos irmãos mais pobres.
11. Senhor Jesus, nosso amigo, abençoa as crianças das nossas paróquias e desperta nelas o amor pelas crianças dos outros continentes, sobretudo as que sofrem por causa da doença, da guerra e da fome.
12. Senhor Jesus, amigo dos pobres e dos pequenos, olha para o vasto continente americano e faz da Igreja uma Igreja missionária comprometida com as lutas do povo e sinal de esperança para os mais pobres.
13. Senhor Jesus, amigos dos doentes, derrama sobre eles a Tua bênção, para que, na fé e na esperança, sintam a Tua presença e possam oferecer o seu sofrimento pelo anúncio do Evangelho a todos os povos.
14. Senhor Jesus, neste Ano Sacerdotal, por intercessão de S. João Maria Vianey, ilumina todos os sacerdotes, para que possam compreender cada vez melhor a importância do seu papel e da sua missão na Igreja.
15. Senhor Jesus, pedimos por todos os membros da vida consagrada para que o testemunho de uma vida pobre, casta e obediente, e a entrega generosa à missão sejam sinal profético da presença do Reino neste momento da história que atravessamos.
16. Senhor Jesus ilumina os nossos corações para que sejamos construtores da paz, respeitando e acolhendo os outros como irmãos, e colaborando com eles na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
17. Senhor Jesus, nosso amigo, ensina-nos a crescer na renúncia e no desprendimento dos bens materiais, a fim de sermos cada vez mais solidários com os que nada têm e, deste modo, testemunhar que a verdadeira alegria está mais em dar do que em receber.
18. Deus, nosso Pai, desça sobre nós a Tua bênção, para que a oração pela missão, a dedicação ao anúncio do Evangelho e o apoio à Igreja missionária continuem presentes, hoje e sempre, na vida de cada baptizado e de cada comunidade cristã.
19. Deus, nosso Pai, fonte da Missão, fazei que seguindo o exemplo do Apóstolo São Paulo, cada baptizado assuma a sua vocação missionária, anunciando Jesus Cristo com paixão e alegria.
20. Deus, nosso Pai, envia sobre nós o Teu Espírito para darmos testemunho da nossa fé em Cristo, vivermos com alegria a esperança do Reino e amarmos a todos com genuína caridade.
21. Deus, nosso Pai, envia o Teu Espírito sobre as Igrejas da Ásia para estarem sempre ao lado dos pobres, crescerem no diálogo com as diversas tradições religiosas e serem fermento de vida nova.
22. Deus, nosso Pai, fonte de toda a santidade, derrama sobre a Igreja a abundância da Tua bênção, para que, segundo o Teu desígnio de amor, surjam muitas vocações missionárias para o serviço do povo de Deus e o anúncio da Boa Nova do Reino.
23. Deus, nosso Pai, protege e conforta os doentes, os idosos e os que vivem sós, sobretudo os que mais sofrem. Que eles sintam a Tua presença consoladora através do apoio e solidariedade dos irmãos.
24. Deus, nosso Pai, pedimos-Te pelas nossas Igreja locais. Que elas descubram que também foram enviadas em missão e vivam sempre em dinamismo missionário, através da oração pelas missões, da cooperação e da partilha com as igrejas mais necessitadas.
25. Deus, nosso Pai, abençoa a Igreja da África. Que as orientações do Sínodo Africano mobilizem os cristãos para serem testemunhas da verdade e da justiça, defensores da paz e da liberdade, profetas e construtores de uma África mais justa e fraterna.
26. Deus, nosso Pai, pedimos-Te por todos os leigos missionários. Abençoa o seu trabalho e faz com que sejam fiéis à sua vocação, servindo a missão e dando testemunho de Jesus Cristo na vida familiar, profissional, social e eclesial.
27. Deus, nosso Pai, olha com bondade para os povos da Oceânia e faz da Tua Igreja uma Igreja missionária, acolhedora e dialogante, para construir pontes entre pessoas, grupos e nações, e dar a conhecer a todos a Boa Nova do Reino de Deus.
28. Deus, nosso Pai, fonte de misericórdia, que nos fizeste chegar ao conhecimento do Teu nome por meio dos bem-aventurados Apóstolos, concede-nos, por intercessão de São Simão e São Judas, que a Igreja cresça continuamente com a conversão dos povos ao Evangelho.
29. Deus, nosso Pai, abençoa as famílias cristãs para que sejam verdadeiras comunidades domésticas onde a fé possa ser vivida com entusiasmo, o amor cresça entre todos os seus membros e a abertura aos outros se concretize no acolhimento e na partilha.
30. Deus, nosso Pai, fonte do amor e da missão, dá-nos a coragem de partir ao encontro dos outros, saindo do nosso egoísmo e do nosso conforto. Dá-nos a graça de viver sempre em espírito de missão.
31. Deus, nosso Pai, concede-nos, a nós que celebrámos este mês das missões, a graça de permanecer fiéis à nossa vocação cristã, abertos à dimensão missionária da Igreja e prontos para dar testemunho de Jesus a todos aqueles que ainda o não conhecem.
Fonte: ABC da Catequese

Receita de Reconciliação

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Minha mãe fazia um bolinho de polvilho excelente. As amigas pediam a receita e ela dava. Algumas conseguiam o mesmo produto e o mesmo gosto. Outras, não. Quando perguntavam porque, minha mãe dizia: Não basta fazer. Tem que ter leveza! …

Não existem receitas para a reconciliação de um casal em grave crise. Mas existem conselhos que em muitos casos acabam dando certo, isto porque encontram leveza num deles ou nos dois. Casais em vias de separação costumam pegar pesado, quase sempre um dos dois querendo que tudo volte a ser como era e o outro insistindo em partir para outra experiência, ou ao menos em terminar a convivência. Quando as posições se radicalizam não há como reconciliar. Não estão prontos. A expressão que trava tudo é: Sim, eu errei, mas a maior vítima sou eu!

Se conselhos ainda valem, anotem estes:

– Orem pedindo luzes. Não falem demais. Não levantem a voz. Palavrão, jamais. Não se xinguem. Não ameacem. Não se aterrorizem. Não batam toda a hora na porta do outro. Segurem as lágrimas, sobretudo se parecerem armação e chantagem. Não se façam de vítimas, mesmo que sejam. Não usem os filhos um contra o outro. Um não ataque os parentes do outro. Há bons e maus amigos: escolham a quem ouvir. Não aplaudam quem atacar o outro lado, para ficar bem com o seu. Não façam as coisas que queriam fazer, dizendo que só fez porque seu psicólogo ou seu conselheiro mandou. Não deturpem o que ouviram deles. Não puxem a brasa para a sua sardinha. Não remoam o passado na frente dos outros. Não o remoam, lembrando apenas os erros, caso se encontrem. Quem der perdão tem que pedi-lo, também. Ouçam-se muito e falem o menos possível. Um não interrompa o outro, nem a sós, nem diante dos conselheiros. Desarmem o coração por mais mágoa que levem. Meçam as palavras. Considerem as coisas boas que viveram juntos. Se no momento não dá mais para conviverem, ouçam bem seu diretor espiritual, seu advogado e quem entende de comportamento humano. O melhor lugar para conselhos não é o cabeleireiro, nem o bar da esquina! Não prometam o que não cumprirão. Não lavem roupa suja. Tentem achar a dignidade e o respeito. A cidade inteira não precisa saber do seu conflito.

Perdoar é muito difícil e pedir perdão também. Mas, quando uma ferida avançou demais, é preciso ir fundo na cura. O perdão e o arrependimento vão fundo. Reconciliar é tornar a conciliar as pessoas e o que as rodeia. É concordar no essencial, por as cabeças juntas, sentar-se juntos. Quem parou de fazer isso deve se imaginar, se não agora, quem sabe mais adiante, passada a poeira da briga, conversando e maneira civilizada. Cuidado com a palavra “não, nunca, jamais”. São balas perdidas. Acabam ricocheteando e acertando os filhos…

(Pe. Zezinho, SCJ)

Por que Deus não me dá o que eu tanto lhe peço na oração?







Desde crianças, fomos ensinados a rezar a Deus, a pedir-lhe coisas, a suplicar-lhe que solucione tudo aquilo que está fora do nosso alcance – pelo menos foi assim que fizeram muitos pais que também foram, por sua vez, educados na fé e na oração.
 
Alguns costumavam escrever uma carta ao "Menino Jesus" antes do Natal, por exemplo. Por meio dela, nos convidavam a pedir a Deus tudo o que queríamos como presente de Natal, e depois vinha a frustração, ao descobrir que aquela carta parecia não ter sido lida por Ele, já que acabávamos recebendo outras coisas, que não nos entusiasmavam muito. Desde então, começávamos a perceber que Deusnem sempre traz o que lhe pedimos, mas aquilo de que precisamos.
 
Já adultos, aprendemos do próprio Jesus: "Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe; quem busca, acha; e a quem bate, abrir-se-á". E, mais uma vez, nós nos empenhamos, às vezes como crianças, em continuar elaborando uma lista das nossas necessidades para poder apresentar-lhe de vez em quando.
 
O que nem sempre percebemos é o que Jesus diz mais à frente, quanto ao "pedir, buscar, bater", e é aí que muitas vezes nossas expectativas não são realizadas e ficamos frustrados: "Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem". Aqui está a resposta e o complemento com relação ao que significa pedir e buscar.
 
Pois bem, suponhamos que, ao apresentar essa outra lista das nossas necessidades, o Senhor escute nossas súplicas (o que com certeza Ele sempre faz), e nos dê aquilo que lhe pedimos. O que aconteceria? O que é preciso fazer com aqueles dons obtidos da sua benevolência e da sua compaixão por nós?
 
É importante saber que nossa relação com o Senhor não pode depender nas necessidades temporais que temos, pois isso equivaleria a concebê-lo como uma loja de conveniência e não como nosso Pai, aquele que quer nossa salvação em Cristo.
 
O perigo de uma relação assim é acreditar, como os israelitas, que, ao possuir a Terra Prometida, o grande sonho do povo, já não seria preciso conservar a Aliança que tinham feito com Deus para sempre, e que a única coisa importante seria ter um lugar para morar, cultivar a terra e ver os filhos crescerem. Foi então que eles começaram a se perder, a desviar seu coração e a adorar tudo aquilo que não era Deus.
 
Não podemos achar que, ao obter de Deus aquilo que lhe pedimos, já se cumpriu o objetivo da nossa relação com Ele, porque, em sua sábia pedagogia, o Senhor nos recorda que a provisão sempre é escassa e o provedor é permanente. Não podemos conceber Deus como um meio para obter o que desejamos, mas como um fim em si mesmo.
 
Neste sentido, é muito provável que, como o povo de Israel, tendo recebido uma promessa do Senhor, esta possa se perder no caminho, não porque o Senhor a tira de nós, mas porque é importante redescobrir que, nem a terra, nem a promessa, nem a bênção, nem a vida longa têm razão de ser quando nos afastamos do seu amor, que é a única realidade verdadeiramente importante.
 
Bíblia nos ensina, de muitas maneiras, que foi no exílio, na perda daquilo que tanto amavam, que os israelitas, ajudados pelos profetas, redescobriram a necessidade de voltar à Aliança, de voltar ao amor primeiro, de voltar aDeus.
 
Quando transformamos o importante em indispensável e o indispensável em acessório, então o Senhor toca nossa hierarquia de valores, por meio de crises purificadoras, que nos ajudam a reconsiderar o estilo de vida que levamos.
 
Por isso, ao perder o que avidamente pedimos a Deus na oração, mais do que pensar no valor da perda, podemos pensar em sua causa. O que era realmente importante para nós: o provedor ou a provisão? A bênção deDeus ou o Deus da bênção? Porque não se pode obter uma coisa sem desejar a outra. Quem quiser as bênçãos de Deus, antes precisa querer o próprio Deus, pelo valor que Ele tem na nossa vida.
 
Tudo aquilo que se teve e se perdeu precisa ser avaliado partindo desta ótica, pois provavelmente a luz irradiada pela beleza de muitas coisas nos cegou, fazendo-nos perder de vista a beleza de Deus. Buscando Deus nas criaturas, não podemos nos deter na beleza das criaturas; é preciso transcender, ir além do evidente e experimentar a beleza daquele que torna tudo belo.
 
Não deixe que sua relação com o Senhor dependa das necessidades do seu coração; não o conceba como uma máquina de refrigerantes, na qual você insere uma moeda (um Pai-Nosso, por exemplo) e imediatamente receberá o que você esperava. Não busque somente as coisas do Senhor, mas o Senhor das coisas.

Juan Ávila Estrada

Fonte: Catequese Católica