2014-10-24 Rádio Vaticana
Devemos colocar em discussão os modelos econômicos que aumentam a exclusão e a desigualdade – foi a advertência do prelado –, em particular, aqueles que causam um fosso social em crescimento exponencial entre os ricos – que se tornam cada vez mais ricos – e as massas marginalizadas sem trabalho, sem perspectivas e sem nenhum caminho de saída da pobreza.
Falando sobre o atual modelo de desenvolvimento, o representante vaticano ressaltou – com uma imagem – que a maré nem sempre alça todas as barcas; comumente alça somente os iates, mantém poucas barcas flutuantes, enquanto alquebra muitas e afunda o resto. Esse não é o futuro que queremos – afirmou com veemência.
Em seguida, o arcebispo denunciou a exclusão das mulheres da participação no desenvolvimento: as mulheres e as crianças – observou – constituem a maioria dos pobres e daqueles que sofrem violências no mundo.
O prelado recordou a necessidade de não equiparar a pobreza unicamente à pobreza econômica: é necessário colher a complexidade da realidade, resistindo à tentação de reduzir a eliminação da pobreza ao simples aumento da quantidade de dinheiro com a qual uma pessoa vive todos os dias.
O desenvolvimento compreende também aqueles elementos que, mesmo se por vezes intangíveis, contribuem realmente para uma maior prosperidade humana. No combate à pobreza devemos promover o autêntico desenvolvimento do homem por inteiro e de todos os povos: cada um deve dar a sua contribuição, cada um de nós pode ser beneficiado, esta é a solidariedade. (RL)
Fonte: News.VA
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