2013-04-03 Rádio Vaticana
Ele sublinha que, se a palavra “Papa” está ligada diretamente à instituição Igreja, Francisco de Assis, por outro lado, é um santo carismático ‘resistente’ às lógicas institucionais. E estes são os dois extremos que o Papa Bergoglio colocou juntos ‘em carne e osso’, com a escolha que fez de seu nome.
Ao Papa Francisco, se abre assim, a possibilidade de “transformar a tradicional separação, e às vezes oposição, entre Igreja carismática e Igreja institucional em uma fonte de fidelidade criativa à própria missão”.
Desde sua primeira aparição, o carisma do Papa Francisco se impôs como evidente, mas sem nunca resultar como agressivo, diz Padre Costa. “Mas o verdadeiro desafio – diz o Diretor da publicação – não é tanto aquele de ser carismático, mas tornar carismática a instituição. E esta é a função de uma autêntica liderança”, observa.
“O potencial indispensável das instituições é, de fato, aquele de ativar dinâmicas capazes de envolver um número de pessoas que ninguém, sozinho, estaria em grau de fazer. Alguns primeiros sinais de como os gestos carismáticos podem ter uma característica institucional – segundo a revista dos jesuítas – já podem ser intuídos e afetam, o modo como concebemos a Igreja, em movimento e descentralizada de si mesma, as perpectivas de um governo de maior colegialidade, a relação com outras confissões cristãs não católicas e com outras religiões”.
(JE)
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