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VATICANO, 05 Fev. 13 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).-
O Arcebispo Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a
Nova Evangelização, apresentou na manhã de hoje no Escritório de
Imprensa da Santa Sé a exposição "O Caminho de Pedro", uma iniciativa no
marco do Ano da Fé que reúne a 9 países com obras de arte desde o
século IV até o século XX.
A exposição será inaugurada nesta quarta-feira, 6 de fevereiro, e
estará aberta até o dia 1º de maio. A abertura será feita pelo Cardeal
Tarcisio Bertone, Secretário de estado do Vaticano.
Dom Fisichella disse durante a apresentação que "é bom explicar, em
primeiro lugar o porquê desta exposição. A fé não é só um compromisso
dos crentes. Expressa a necessidade do homem de olhar dentro de si para
captar o desejo de Deus gravado no coração de cada pessoa".
"O momento cultural no que vivemos está fortemente caracterizado por
movimentos contraditórios. Por um lado, parece que há uma sensação geral
de cansaço e indiferença, que também afeta à fé. Como se esta se
limitasse a um grupo minoritário de pessoas e já não tivesse nenhum
atrativo para os mais jovens".
O Arcebispo disse logo que, por outro lado, "há um entusiasmo excessivo com o progresso científico e as novas formas de vida,
como se fossem a solução dos graves problemas atuais. Não raramente,
neste caso, chega-se a sustentar que é bom reduzir o espaço da fé aos
limites do privado e sem que tenha nenhum efeito social ou cultural".
"Entretanto, é fácil comprovar que ao mesmo tempo não deixa de
crescer o desejo de desfrutar da beleza da natureza e as obras de arte".
Dom Fisichella assinalou que "hoje em dia, felizmente, ainda se busca
algo mais importante e mais profundo, porque a mente se move pelo
desejo de conhecer e admirar (...) por ir em busca de uma contemplação
da beleza que não pode ser efêmera porque criou cultura e se prolonga
através dos séculos suscitando sempre estupor e maravilha pelo gênio do
artista e pelo que este foi capaz de criar movido por sua fé e sua
capacidade interpretativa".
"Precisamente para reforçar este desejo e para nos fazer eco da
nostalgia de Deus, frequentemente latente em muitas pessoas, decidimos
organizar esta exposição como uma viagem através dos séculos para
conhecer um dos personagens que sempre interessou aos artistas que
tentaram compreender seu mistério e dar-lhe voz".
O Prelado ressaltou que "queríamos narrar ‘O caminho de Pedro’ na
arte. Pedro é uma imagem da humanidade que procura e encontra; por
desgraça, também é débil e trai e, entretanto, sabe pedir perdão. Movido
pelo amor, por uma experiência única e avassaladora, deixa tudo para
proclamar ao mundo o mistério da ressurreição de Cristo. Uma verdadeira
viagem da fé, sem trégua, e que os artistas souberam captar em muitas
obras que testemunham sua beleza".
"Esta exposição é um caminho para crescer na fé, mas também é um
desafio para dar-se conta da necessidade de crer como uma resposta à
interrogante do sentido que a vida expõe. Ante a obra de arte, crentes e
não crentes, têm diferentes reações, mas a beleza expressa chama uns e
outros a escutar uma mensagem que pode perceber-se no silêncio da
contemplação".
Para concluir, o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova
Evangelização, indicou que "esta é uma das razões pelas que têm pensado
que a exposição não devia estar em um lugar caracterizado
religiosamente, mas sim em um espaço aberto ao que todos pudessem
acessar sem prejuízos, movidos só pelo interesse da arte".
"A verdadeira arte, por outra parte, sabe como desafiar e não deve
enfatizar muitas palavras, para evitar o risco de banalizar sua
mensagem". Fonte: Acidigital
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