VATICANO, 05 Fev. 13 / 02:24 pm (ACI/EWTN Noticias).-
O Papa Bento XVI
explicou que a força do cristão nasce do amor e da misericórdia de
Deus, que oferece a todos os homens a luz e o sentido para viver,
inclusive em meio da escuridão.
Assim o indicou o Santo Padre em suas palavras ontem pela tarde na
Sala Paulo VI, logo depois de um concerto oferecido pela embaixada da
Itália ante a Santa Sé por ocasião do 84º aniversário do Pacto
Lateranense de 1929 que devolveu a soberania ao Vaticano.
As peças que se tocaram foram "A força do destino" de Verdi e a
"Terceira Sinfonia em mi bemol maior op. 55, "Heroica", de Beethoven.
O Santo Padre disse ao final do concerto que "A força do destino" é
"uma homenagem ao grande compositor italiano no aniversário duzentos do
seu nascimento. Um compositor que em suas obras soube expressar
musicalmente as situações da vida, sobretudo o drama humano, de modo imediato, decisivo e essencial, é raro encontrar isso no panorama musical".
Sobre o Verdi o Santo Padre disse que "o destino que impõe aos seus
personagens é sempre trágico e dele não escapam os protagonistas da
sinfonia que acabamos de escutar. Tocando o tema do destino, Verdi
aborda diretamente a questão religiosa, se confronta com Deus, com a fé e
com a Igreja. Emerge novamente a alma desse músico, sua inquietação e sua busca religiosa ".
Em "A força do destino" perfila-se "o drama da existência humana
marcada por um trágico destino e pela nostalgia de Deus, de sua
misericórdia e de seu amor, que oferecem luz, sentido e esperança até na
escuridão. A fé nos dá esta perspectiva que não é ilusória, mas sim
real".
Bento XVI
destacou que "como afirma são Paulo ‘nem a morte nem a vida, nem os
anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes,
nem a altura nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos
separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor’ (Rm
8, 38-39)".
"Esta é a força do cristão, que nasce da morte e da ressurreição de
Cristo, do ato supremo de um Deus que entrou na história do homem não só
com palavras, mas também encarnando-se".
O Papa dedicou logo umas palavras à terceira sinfonia de Beethoven
"que como se sabe estava dedicada a Napoleão; mas, o grande compositor
alemão mudou de ideia depois que Bonaparte se proclamou imperador e
modificou o título para: 'composta para celebrar a chegada de um grande
Homem'".
"Beethoven expressa musicalmente o ideal do herói portador de
liberdade e igualdade que está diante da escolha de resignação ou luta,
de morte ou vida, de derrota ou vitória... Não vou analisar os quatro
tempos da Sinfonia, limito-me só ao segundo, a célebre ‘Marcha
fúnebre’... uma impressionante meditação sobre a morte... que convida a
refletir sobre o mais além, sobre o infinito".
Naqueles anos, concluiu o Papa Bento XVI, "Beethoven no testamento de
Heiligenstadt de outubro de 1802 escrevia: ‘Oh Deus, tu desde as
alturas conheces meu ser profundo, conhece-o e sabes que está cheio de
amor pela humanidade e pelo desejo de fazer o bem’. A busca de sentido
que abre a uma esperança sólida para o futuro faz parte do caminho da
humanidade". Fonte: Acidigital
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