O Papa explica na catequese
Essa afirmação, “Eu creio
em Deus” é, segundo o Papa, fundamental, e embora aparentemente simples,
abre ao infinito mundo do relacionamento com o Senhor e com o seu
mistério. “Crer em Deus implica adesão a Ele, acolhimento da sua Palavra
e obediência alegre à sua revelação”.
E para escutar o que Deus
tem a dizer ao ser humano, Bento XVI indicou a Sagrada Escritura. Ele
lembrou que toda a Bíblia fala de fé e ensina a fé narrando a história
em que Deus se faz próximo do homem através de tantas figuras de pessoas
que acreditam Nele e confiam Nele. Uma dessas pessoas é Abraão.
“E é propriamente sobre
Abraão que gostaria de concentrar-me e concentrar a nossa atenção,
porque é ele a primeira grande figura de referência para falar de fé em
Deus: Abraão o grande patriarca, modelo exemplar, pai de todos os
crentes (cfr Rm 4, 11-12)”
E o fato de Abraão ter
tido uma fé inabalável, ao continuar aceitando a vontade de Deus mesmo
quando os caminhos lhe pareciam misteriosos, tem um significado especial
para todos os crentes. Conforme explicou o Santo Padre, quando se diz
“Eu creio em Deus”, está-se dizendo da mesma forma que disse Abraão, que
confiou em Deus.
“Dizer 'Eu creio em Deus'
significa fundar sobre Ele a minha vida, deixar que a sua Palavra a
oriente a cada dia, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de
mim mesmo”, enfatizou o Pontífice.
Por fim, o Santo Padre
destacou que a crença em Deus leva a uma contínua saída de si mesmo, da
mesma forma que o fez Abraão, para levar à vida diária a certeza que vem
da fé: “a certeza, isso é, da presença de Deus na história, também
hoje; uma presença que leva vida e salvação, e nos abre a um futuro com
Ele para uma plenitude de vida que não conhecerá nunca o pôr do sol”.
Fonte: cancaonova
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