24 / Jan / 2013 07:29
De
férias em Belém (PA), a leiga Raimunda Maria de Oliveira Soares, 56,
missionária em Moçambique, África, há cinco anos e meio, concedeu
entrevista à Assessoria de Imprensa das Pontifícias Obras Missionárias
(POM) e contou como se dá a evangelização em terras africanas.
Raimunda
é maranhense do município de Carutapera. Ela faz parte do projeto
missionário Além-Fronteiras, desenvolvido pelo Regional Nordeste 5 da
CNBB (Maranhão). De acordo com a missionária, a experiência tem dado
certo e avançado. “Temos três congregações que assumiram três missões na
região. A última foi em Nipepe; as outras são em Metarica na diocese de
Lichinga e Mopea na diocese de Quilimane”.
Além
dela, também integra a comunidade a leiga consagrada Célia Cota e está
previsto para março a ida de Elza dos Santos, outra leiga do Amapá, para
reforçar a equipe.
Outro
projeto tem a parceria do Brasil, Japão e Moçambique. “O projeto
Pró-Savana tem o objetivo de plantar soja transgênica e deverá engolir
milhares de hectares de terras. A princípio os moçambicanos gostam
porque eles irão receber dinheiro, mas a longo prazo eles que irão arcar
com as conseqüências”, relatou a missionária.
No campo
missionário, a comunidade brasileira atua na educação numa escola
diocesana de Lichinga, na saúde alternativa e na promoção das mulheres
ensinando corte e costura, bordado, crochê e numa fábrica de pães da
paróquia. No campo pastoral, elas desenvolvem trabalhos com o dízimo,
leitura orante da Bíblia, pastoral dos jovens e com a Infância e
Adolescência Missionária (IAM).
O
trabalho não tem hora. E se necessário, as missionárias atendem as
pessoas a qualquer hora do dia ou da noite. Os desafios e diferenças
culturais são gritantes, mas Raimunda Maria faz questão de dizer que ama
o que faz e pretende continuar em Moçambique. “É muito bom ser
missionária. É um trabalho gratificante e por isso renovei minha
permanência por mais três anos naquele país. Não sei onde estarei depois
disso, porque fiz a opção pela vida missionária, mas se preciso for eu
continuarei lá”, concluiu. Fonte : POM
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