domingo, 13 de setembro de 2020

Papa Francisco: Somos chamados a perdoar sempre

 

Papa Francisco na oração do Ângelus. Foto: Vatican Media

Vaticano, 13 set. 20 / 08:51 am (ACI).- O Papa Francisco destacou neste domingo que “somos chamados a perdoar sempre”.

Antes da oração do Ângelus dominical, o Santo Padre refletiu sobre a passagem do Evangelho deste dia 13 de setembro do Livro de São Mateus (18,21-35), no qual Jesus relata a parábola do rei misericordioso para indicar que somos chamados a perdoar “até setenta vezes sete”.

“Na linguagem simbólica da Bíblia, isso significa que somos chamados a perdoar sempre”, assinalou o Papa.

Nesse sentido, o Santo Padre advertiu: “Quanto sofrimento, quantas lacerações, quantas guerras poderiam ser evitadas se o perdão e misericórdia fossem o estilo de nossa vida! Mesmo em família. Quantas famílias desunidas, que não sabem se perdoar, quantos irmãos e irmãs que têm este rancor”.

“É necessário aplicar o amor misericordioso em todas as relações humanas: entre os cônjuges, entre os pais e os filhos, nas nossas comunidades, na Igreja e também na sociedade e na política”, pediu o Papa.

O Santo Padre comentou que na parábola da Liturgia deste domingo, “a súplica ‘Dá-me um prazo e eu te pagarei tudo’ é encontrada duas vezes na parábola. A primeira vez é pronunciada pelo servo que deve a seu patrão dez mil talentos, uma soma enorme, hoje seriam milhões de euros. A segunda vez é repetida por outro servo do mesmo patrão. Ele também está em dívida, não com seu senhor, mas com o mesmo servo que tem uma dívida enorme. E a dívida dele é muito pequena, talvez como o salário de uma semana”.

“O cerne da parábola é a indulgência que o patrão demonstra para com o servo com a dívida maior. O evangelista sublinha que ‘o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida’”, disse o Papa, que convidou a não esquecer que “Jesus sempre tem compaixão. Uma dívida enorme, portanto, um perdão enorme!”.

Entretanto, o Santo Padre recordou que “esse criado, imediatamente depois, mostra-se implacável com seu companheiro que lhe devia uma soma modesta. Não o escuta, insulta-o e manda-o para a prisão até que este quite sua dívida. Aquela pequena dívida. O patrão fica indignado ao saber, chama o servo malvado e faz com que seja condenado”.

Nesse sentido, o Pontífice explicou que nesta parábola se observa duas atitudes diferentes: “a de Deus, representado pelo rei, e a do homem. No comportamento divino, a justiça é permeada pela misericórdia, enquanto o comportamento humana se limita à justiça”.

“Jesus nos exorta a abrirmo-nos com coragem ao poder do perdão, porque nem tudo na vida se resolve com a justiça, sabemos disso. Há necessidade desse amor misericordioso, que é também a base da resposta do Senhor à pergunta de Pedro que precede a parábola: ‘Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’. E Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’. Na linguagem simbólica da Bíblia, isso significa que somos chamados a perdoar sempre”, afirmou o Papa.

Fonte: Acidigital

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