domingo, 16 de agosto de 2015

Vida consagrada, dom de Deus

Dom José Gislon
Bispo Diocesano de Erexim (RS)

Estimados Diocesanos! A Igreja está celebrando, em todo o mundo, o Ano da Vida Consagrada e, neste terceiro domingo do mês vocacional, quando celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em todas as Dioceses do Brasil, há uma celebração especial com a participação das religiosas e dos religiosos. A celebração destaca que a consagração de cada um é dom de Deus na vida da Igreja.

Neste ano dedicado à Vida Consagrada, não podemos deixar de olhar com gratidão o passado por tudo o que ela fez pelo nosso querido povo de Deus na nossa Diocese de Erexim. Precisamos ver à luz da fé que a ação de Deus, pelo Espírito Santo, enriqueceu a nossa Igreja Diocesana pela presença dos carismas de várias Congregações e Institutos religiosos. Ao mesmo tempo, à luz da fé, e tendo presente que o Deus da esperança caminha com seu povo, queremos manifestar aos consagrados e consagradas a nossa solidariedade para que possam viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro.
A vida consagrada é vocação e é doação pessoal a Deus para viver uma dimensão especial de amor entre os irmãos. E o ponto de partida de toda vocação é Cristo Jesus, pois é a Ele que se busca servir mediante o carisma da Congregação, Ordem ou Instituto a que pertencemos. Nós nos consagramos para o serviço ao Reino na Igreja povo de Deus, tendo presente que os carismas são dons que revelam a ternura da Trindade Santa pela humanidade aflita e muitas vezes ferida na sua dignidade. Os carismas são dons de Deus que enriquecem a Igreja na sua missão de Evangelizar, de levar dignidade às pessoas tendo presente o olhar da compaixão de Jesus que tratou a todos com dignidade. Jesus, na sua missão de anunciar o Reino de Deus, viu com os olhos da compaixão e do coração, aquilo que não era visto nem percebido com o olhar da indiferença e da exclusão.
O papa Francisco, num encontro com os religiosos, recordou que: “A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos enfermos e mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do gênio feminino!”
Neste dia, não posso deixar de recordar, com gratidão e estima, os consagrados e as consagradas idosos e enfermos, pelo testemunho de vida feita oferenda, muitas vezes dedicada nos trabalhos simples, na lavanderia, na horta, na portaria, na cozinha, no cuidado aos doentes e na catequese. Fizeram-no com grande paixão, como parte da vocação e da entrega a Deus. Que Ele suscite na Igreja novas vocações que possam continuar testemunhando Jesus Cristo, com a consagração e missão junto ao povo de Deus.
Tende todos um bom domingo.
Fonte: CNBB

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