Por Assessoria de Imprensa Fonte: POM
29 / Set / 2014 09:07
Nos últimos anos vem crescendo o número de leigos e leigas que desejam partir para a missão além-fronteiras, onde pretendem viver sua vocação missionária. Com a finalidade de articular e organizar essa “saída”, a comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB promoveu neste final de semana, dias 26 a 28, o 1º Encontro Nacional de Leigos (as) para a “Missão além-fronteiras”.
Para refletir sobre a missão ad gentes, tema central da formação, o grupo contou com a assessoria dos padres Camilo Pauletti, diretor nacional das POM e Jaime Carlos Patias, IMC, secretário nacional da Pontifícia União Missionária. “A missão é de Deus na qual a Igreja é chamada a participar”, explicou padre Jaime ao resgatar o pensamento do Concílio Vaticano II sobre o termo. Segundo ele, o termo “missão” vem sendo utilizado para todas as ações da Igreja e vê a necessidade de esclarecer. O panorama eclesial atual exige o compromisso missionário em três âmbitos. “Temos a missão como ação junto à comunidade dos cristãos (em casa), na pastoral e na animação missionária das Igrejas locais; a missão voltada à sociedade, particular
mente nas situações mais desafiadoras (fora de casa) onde caberia o conceito de Nova Evangelização; e a missão aos povos, ou seja, a missão ad gentes(na casa dos outros). Este último deveria ser o âmbito específico dos que desejam entrar no ambiente de outros povose culturas”.
Além de partilhar aspectos de seu trabalho em Moçambique, padre Jaime destacou algumas atitudes fundamentais para a missão vivida em outros ambientes culturais. “Proximidade, testemunho, diálogo, compaixão e respeito. Não se trata de transplantar um modelo de Igreja, mas do diálogo respeitoso”. Por fim, ressaltou que “Missão é fidelidade e entrega até o martírio que começa quando damos nosso sim, a exemplo de Jesus que se doou totalmente”.
Padre Camilo, por sua vez, sublinhou alguns elementos importantes para o anúncio do Evangelho. A primeira coisa é “conceber a vida como dom de Deus. Essa percepção inevitavelmente nos leva a uma missão em favor da vida”, afirmou. Além disso, é preciso “estar e viver com os pobres, saber confiar e se deixar guiar pelo Espírito Santo e ter os mesmo sentimentos e opções de Jesus: ternura, compaixão e solidariedade”.
Padre Camilo sublinhou ainda, a necessidade da santidade de vida. “Ser santo é dar testemunho e exemplo de vida”. Em sua opinião, “Missão exige despojamento e humildade, estilo de vida simples, pobre, sem muitas bagagens. A missão dá nova esperança e alegria, cura de verdade, transforma vidas”. Ele salientou também que “a missão é de Deus e por isso, não somos os donos. No despojamento vivemos o amor de Deus e experimentamos Cristo no outro”, finalizou.
Para dar continuidade ao processo surgiu a proposta de se criar uma Associação de Leigos para a Missão Além-fronteiras. O próximo encontro foi marcado para o mês de setembro de 2015, em São Paulo (SP).
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