2014-02-18 L’Osservatore Romano
«Vinte anos para uma instituição como a nossa equivalem a vinte dias de uma pessoa. Isto para dizer que o nosso organismo é jovem. Não obstante, fizemos muita estrada e nem sempre foi um caminho fácil a seguir, sobretudo considerando as rápidas evoluções da ciência e as mudanças de mentalidade, impressionantes pela velocidade com a qual se realizaram».
Agora, trata-se de «ir em frente com coragem, segundo as indicações e estímulos do Papa Francisco», afirma o bispo Ignacio Carrasco de Paula, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, ao reflectir sobre os vinte anos de vida do organismo, querido por João Paulo II (11 de Fevereiro de 1994) para apoiar «com um suporte científico e antropológico o compromisso da Igreja a favor da vida humana».
Uma missão enorme, declara o presidente ao nosso jornal, «que seria quase impossível desempenhar sem a ajuda de cientistas e pesquisadores de diversas nações do mundo que nos ajudam de acordo com as problemáticas que tratamos». A Pontifícia Academia está comprometida neste momento «com o desafio apresentado pela recente decisão assumida pela Bélgica a propósito do reconhecimento da eutanásia para as crianças doentes terminais. É uma decisão absurda – comenta o presidente – que só podem assumir as pessoas do poder não as do saber. Depois, as motivações apresentadas não têm sentido algum. Sobretudo porque a ciência oferece alternativas infinitas. Dispomos de meios para poder enfrentar qualquer situação».
Fonte: News.VA
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