2013-05-13 L’Osservatore Romano
Vem vontade de dizer «o Espírito Santo, este desconhecido», pensando nos muitos que ainda hoje «não sabem explicar bem quem é o Espírito Santo» e «dizem: “Não sei o que fazer!” com ele, ou dizem: “O Espírito Santo é a pomba, aquele que nos dá sete prendas”. Mas assim o pobre Espírito Santo é sempre último e não encontra um lugar bom na nossa vida».
O Pontífice partindo da narração do encontro de Paulo com alguns apóstolos em Éfeso, durante o qual – como é referido nos Actos dos apóstolos (19, 1-8) – à pergunta se tinham recebido o Espírito Santo, responderam que nunca tinham ouvido falar da sua existência. Para explicar o episódio o Santo Padre recorreu à narração de um momento da sua experiência pessoal: «Recordo que uma vez, quando eu era pároco na paróquia de São José Patriarca, em São Miguel, durante a missa para crianças, no dia de Pentecostes, perguntei: “Quem sabe quem é o Espírito Santo?”. E todas as crianças levantaram a mão». Um deles, a sorrir, disse: «”o paralítico!”. Disse assim. Tinha ouvido a palavra “paráclito”, e tinha compreendido “paralítico”! É assim: o Espírito Santo é sempre um pouco o desconhecido da nossa fé. Jesus diz acerca dele aos apóstolos: “Enviar-vos-ei o Espírito Santo: ele ensinar-vos-á todas as coisas e recordar-vos-á tudo quanto vos disse”. Pensemos neste último: o Espírito Santo é Deus, mas é Deus activo em nós, que faz recordar. Deus que faz despertar a memória. O Espírito Santo ajuda-nos a recordar».
Fonte: News.VA
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