sábado, 4 de maio de 2013

Desafiando Jesus


2013-05-04 L’Osservatore Romano
Um toque de cor, familiar além de tudo, caracterizou a assembleia dos fiéis que participaram na missa celebrada pelo Papa Francisco esta manhã, sexta-feira 3 de Maio, na capela da Domus Sanctae Marthae. De facto, sobressaíam as cores das fardas desenhadas por Miguel Ângelo que cerca de setenta Guardas Suíços vestiam, acompanhados pelo comandante Daniel Rudolf Anrig e pelo capelão monsenhor Alain de Raemy, que celebrou com o Santo Padre juntamente com diversos sacerdotes; entre eles, o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais.
O Papa Francisco, no final da missa, aproveitou a ocasião para agradecer aos Guardas Suíços «o amor e a proximidade à Igreja e também  ao Papa. É um bonito testemunho de fidelidade à Igreja. O Senhor vos abençoe muito por este serviço. A Igreja ama-vos. E eu também».
Durante a homilia o Pontífice convidou a reflectir sobre a necessidade de rezar com coragem para obter a graça da difusão da fé no mundo. Como sempre o Pontífice usou uma expressão  que entra  e deixa um sinal no coração e na memória de quem o escuta: falou sobre uma oração corajosa, quase como um desafio para Jesus, o qual disse: «O que pedirdes em meu nome, será feito para que o Pai seja glorificado no Filho». Portanto, rezar significa «ter coragem de ir até Jesus e pedir-lhe assim: “Mas tu disseste isto, fá-lo! Faz que a fé progrida”».
O Papa referiu-se às leituras do dia, tiradas da primeira Carta aos Coríntios (15, 1-8) e do Evangelho de João (14, 6-14). «Quando os apóstolos decidiram criar os diáconos – explicou  –  foi porque tinham muito trabalho na assistência às viúvas, aos órfãos» e  sentiam-se  distraídos do que era o seu dever «de anunciar a Palavra e rezar». Uma tarefa, disse, que é própria do «ministério episcopal», mas que diz respeito também a  «todos nós cristãos que recebemos a fé: devemos transmiti-la; devemos doá-la; devemos proclamá-la com a nossa vida, com a nossa palavra. É a transmissão da fé que vai de casa em casa, de família em família, de pessoa em pessoa».

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