Pe. Francisco Jalics
REDAÇÃO CENTRAL, 21 Mar. 13 / 09:20 am (ACI).-
Em um comunicado publicado ontem no site oficial dos Jesuítas na
Alemanha, o Padre Francisco Jalics descartou enfaticamente que o Papa
Francisco, então provincial dos jesuítas na Argentina tenha alguma
responsabilidade no sequestro que sofreu em 1976, junto com o sacerdote
Orlando Yorio.
Faz uns dias, depois da eleição papal do Cardeal Jorge Bergoglio e a
difusão de calúnias contra o novo Pontífice que o vincularam com a
ditadura de Rafael Videla, Jalics –que vive retirado na Alemanha–
difundiu uma declaração na qual desejou todas as bênçãos ao novo Papa e
assegurou que já tinham se reconciliado.
As declarações do Jalics foram interpretadas de forma diferente pela
imprensa. Por isso, hoje o sacerdote de 86 anos fez uma nova declaração e
descartou a participação do então Padre Bergoglio no cativeiro que
viveu por cinco meses junto com o Padre Yorio, falecido no ano 2000.
"Desde minha declaração do dia 15 de março deste ano, recebi muitas
perguntas, assim que eu gostaria de acrescentar o seguinte. Sinto-me
quase obrigado a fazê-lo, porque alguns comentários dizem o contrário do
que eu queria dizer", afirma o Padre Jalics.
"Estes são os fatos: Nem Orlando Yorio nem eu fomos denunciados pelo Padre Bergoglio".
"Como já deixei bem claro na minha declaração anterior, fomos presos
por culpa de uma catequista, que trabalhou conosco primeiro, e mais
tarde entrou na guerrilha".
"Durante nove meses não a vimos mais, porém dois ou três dias depois
de sua detenção também fomos detidos. O oficial, que me interrogou,
pediu-me os documentos. Quando viu que eu tinha nascido em Budapeste,
pensou que eu era um espião russo".
"Na congregação jesuíta argentina e em círculos católicos se
espalharam nos anos prévios informações falsas que indicavam que nós
tínhamos mudado aos bairros pobres porque pertencíamos à guerrilha. Mas
esse não era o caso. Suponho que estes rumores foram motivados pelo fato
de que não fomos liberados imediatamente".
"Antes, inclinava-me a pensar que tínhamos sido vítimas de uma
denúncia. Mas ao final dos 90, entendi depois de muitas conversas que
esta hipótese era infundada".
"Portanto, é errôneo afirmar que fomos capturados por iniciativa do Padre Bergoglio", conclui.Fonte: Acidigital
Nenhum comentário:
Postar um comentário