Foto: La Nación
BUENOS AIRES, 21 Mar. 13 / 06:56 am (ACI).-
O Papa Francisco telefonou na segunda-feira, 18 de março, à banca onde
comprava o jornal todos os dias em Buenos Aires (Argentina), para saudar
o dono e pedir que suspendam a entrega, pois agora que é o Pontífice da
Igreja Católica, já não vai precisar deste serviço.
Por volta de 1:30 p.m., Daniel del Regno, filho do dono da banca,
atendeu o telefone e escutou a seguinte saudação "Olá, Daniel, aqui fala
o Cardeal Jorge". Pensando que se tratava de uma brincadeira de um
amigo, que sabia que o antes Arcebispo de Buenos Aires comprava aí seu
jornal, respondeu "Ai, Mariano, não seja bobo".
"Sério, sou Jorge Bergoglio, estou te ligando desde Roma", insistiu a voz. Então, Daniel começou a chorar de emoção.
Em declarações ao jornal argentino La Nación, Daniel del Regno
confessou que "entrei em choque, comecei a chorar, não sabia o que
falar". "Agradeceu-me pelo tempo em que entregamos o jornal para ele e
me mandou uma saudação para a família", recordou.
Ao concluir a conversação telefônica, o Papa lhe pediu que rezasse por ele.
O pai do Daniel, Luis del Regno, assinalou que entregavam o jornal na
sua casa de segunda-feira à sábado, e aos domingos, o agora Papa
Francisco, "às 5:30 passava pela banca, comprava La Nación, conversava
uns dez minutos e pegava o ônibus 28 para ir a Lugano para dar mate
cozido às crianças e a pessoas doentes".
Luis assegura que fica "arrepiado" ao recordar a simplicidade do Papa Francisco.
"Em junho batizou o meu neto, foi uma emoção impressionante. E ontem
ligou para o meu filho na banca, desde Roma, para saudar e para lhe
dizer que não levássemos mais o jornal porque não ia mais estar. É algo
inesquecível em minha vida: eu sei o que é, uma pessoa única", assegurou. Fonte: Acidigital
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