Depois de Jesus ter andado pelas aldeias da redondeza,
toma o firme propósito de ir à sua terra natal. Ele que curara os cegos,
fizera andar os coxos, aleijados e falar os mudos, pregara a Boa Nova e
anunciara um ano novo da graça do Senhor, vemo-lo agora interrogado
pelos seus conterrâneos.
A estas perguntas Ele responde com firmeza, enfrentando a todos. Sua
maior preocupação não é granjear simpatias ou privilégios, como estavam
habituados os mestres do Templo e sinagogas dos fariseus que visitava.
Ao citar Elias e a viúva de Sarepta, Eliseu e Naamã, Jesus desejava
antes se fazer compreender e entender por todos pregando a verdade que
as Escrituras continham. Aliás, Ele é o novo Elias, é o novo Eliseu em
cuja a Lei e os Profetas encontram o pleno cumprimento.
Suas palavras são incisivas e firmes, e até certo ponto rudes.
Recorrendo ao que diz a Sagrada Escritura, Ele afirma aos que o
menosprezavam: “Nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra”. E
diante deles estava quem é maior do que Jonas, conhecido como profeta.
Portanto, Jesus desafia tudo e todos. Ele é o sinal de contradição
entre os que estão na sinagoga. Pois aí a religião era levada de modo
tardio. Muitas vezes ao invés de salvar, libertar o homem,
escravizava-o. A nova religião trazida por Jesus tem como fundamento o
amor, a misericórdia. O que desencadeia o ódio e a perseguição não só
contra Suas palavras, mas também contra Sua própria vida.
Todos desejavam matá-lo, mesmo os que – alguns momentos antes – o
louvavam pela sua sabedoria. Jesus, porém, passando pelo meio deles,
retirou-se seguindo o seu caminho, porque ainda não tinha chegado a sua
hora de partir deste mundo para o Pai.
O que podemos tirar e ver na atitude de Jesus? Primeiro é que é
impossível agradar a todos. Segundo, não importam as contrariedades. O
importante é a fidelidade e a firmeza nas posições que agradam a Deus,
mesmo que muitas vezes desagradem aos homens. O cristão deve ser firme
em suas posições como Jesus, o seu Mestre. Pois Ele mesmo nos disse: “Ao
discípulo, basta ser como o seu mestre”. E se o nosso mestre é o Mestre
da Glória, um dia com Ele seremos glorificados. Louvor e Glória ao Senhor!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova
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