BUENOS AIRES, 24 Ago. 12 / 08:44 am (ACI/EWTN Noticias).-
A Comissão Permanente da Conferência Episcopal Argentina (CEA), pediu ao
Congresso modificar o projeto do novo Código Civil para evitar que se
destrua a família e o direito à vida dos nascituros, pois o texto promove o aborto, a eutanásia e o divórcio express.
"Alguns
seres humanos em gestação não terão direito a ser chamados ‘pessoas’;
vai ser legitimado a promoção do ‘aluguel de barriga’ que coisifica à
mulher, o congelamento de embriões humanos por tempo indeterminável,
podendo inclusive ser descartados ou utilizados com fins comerciais e de
investigação. Os laços afetivos matrimoniais ficarão debilitados e
desvalorizados", advertiram os bispos.
No
documento "O Código Civil e nosso estilo de vida" difundido na
terça-feira, os bispos recordaram que toda reforma legislativa afeta a
cultura e a vida diária de uma nação.
Indicaram que o texto que
querem aprovar inclui um modelo de família com tendência individualista
oposto aos critérios evangélicos e aos valores sociais fundamentais
"como a estabilidade, o compromisso pelo outro, o dom sincero de si, a
fidelidade, o respeito à própria vida e a do próximo, os deveres dos
pais e os direitos das crianças".
Nesse
sentido, assinalaram que a Argentina necessita uma sociedade "na qual
se fomentem os vínculos estáveis e aonde se dê prioridade à proteção das
crianças e dos mais indefesos" e asseguram que "é necessário que
reconheçamos e demos proteção jurídica a toda vida humana desde a
concepção, e que recordemos que nem tudo o que é cientificamente
possível é eticamente aceitável".
Do mesmo modo, informou-se que
com o fim de oferecer as contribuições da CEA à reforma do Código Civil,
o Presidente do Episcopado, Dom José María Arancedo, participou ontem,
dia 23, no debate realizado na Comissão Bicameral do Congresso da Nação. Fonte: Acidigital
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