Nós no Brasil, creio que também como em
todo o mundo, esta notícia da renúncia prevista para o dia 28 de
fevereiro do Papa Bento XVI foi recebida evidentemente com muita
surpresa. Nós, por outro lado, acolhemos esta decisão do Santo Padre
pelas razões que ele mesmo apresentou motivando sua renúncia, dizendo
que, neste momento, sente-se debilitado do ponto de vista físico e
também fragilizado nesse “ânimo” de estar à frente da Igreja devido às
exigências, às responsabilidades desse cargo.
De modo que o Santo Padre, num gesto que
eu diria de humildade e de coragem, preferiu deixar o exercício do
ministério petrino para o seu sucessor e, certamente pensando no bem
melhor da Igreja, com sua consciência tranquila de ter procurado cumprir
esse sete anos à frente da Igreja. E nós podemos dizer que seu
pontificado é muito rico por aquilo que ele vai nos deixar, com suas
encíclicas, suas homilias, as catequeses, com suas mensagens durante as
viagens apostólicas. A nossa atitude neste momento é de agradecimento a
Deus pelo dom do ministério do Papa Bento XVI, a quem estamos unidos em
plena comunhão, ao mesmo tempo assegurando-lhe também as nossas orações.
Fonte: CNBB
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