Dos ensinamentos de Jesus, São Lucas retira quatro
sentenças e no-las apresenta. Tudo começa depois da proclamação das
bem-aventuranças. Nestas, Jesus quer nos ensinar a arte de bem viver
entre os homens. Pois, é por meio dela que o homem viverá na paz, na
harmonia e será verdadeiramente semelhante a Deus, seu Criador. Ele terá
de aprender de Deus a ter compaixão, misericórdia, e imediatamente
aplicá-la aos seus semelhantes se quiser atrair para si a Misericórdia
Divina.
Precisamos aprender de Deus a não julgar e condenar. Aliás, o julgar e
condenar são características próprias dos fracos e inconstantes. Porque
os fortes compreendem e perdoam. Deus por ser o Sumo bem, o
Todo-Poderoso, o Onisciente, compreende e sabe quais são as nossas
limitações. Por isso, Ele nos perdoa todas as vezes que, perdoando os
pecados uns dos outros, corremos a Ele pedindo perdão pelos nossos
pecados. É o que Lucas no seu Evangelho nos propõe. Deus é misericórdia,
é perdão, é reconciliação, é compassivo para com os pecadores.
Neste Evangelho, vemos o original ensinamento de Jesus em nos mostrar
o rosto misericordioso de Deus. Ainda que os nossos pecados sejam
tantos que não os possamos contar, eles não superam a tamanha bondade de
Deus.
Num mundo marcado por indiferenças, rivalidades, cheio de excluídos,
abandonados, depravação, criminalidade, o desafio é amar até os
inimigos. É misericórdia, é confiança nos mais frágeis, é partilha, é
serviço, é amarmo-nos uns aos outros, é perdoando-nos, é não julgar os
outros, é acolhendo-nos, é não condenar, é repartir o pão com os
indigentes. Estes constituem o passaporte do Reino do Céu e a garantia
da vida em Deus, com Deus e para Deus. Louvor e Glória ao Senhor!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova
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