Um
rei muito justo e bondoso que fazia tudo pelos seus súditos. Certa vez
ele prometeu que levaria todos os que merecessem para uma terra
maravilhosa onde viveriam com abundância e segurança. Mas, para merecer
tal lugar, cada habitante deveria carregar uma cruz até a terra
prometida, e isto significava uma caminhada de alguns dias.
Todas as cruzes tinham o mesmo tamanho, o que causou um protesto por parte dos mais fraquinhos.
Um deles,
revoltado, resolveu dar um "jeitinho": pegou a sua cruz e, no meio da
caminhada, resolveu serrá-la e diminuir-lhe o tamanho para o peso que
ele achava ser o mais justo para a sua capacidade.
Logo
depois disto, todo o grupo se deparou com uma situação que os impedia de
continuar a caminhada: havia um rio, com margens bem altas, íngremes e
rochosas que impedia a passagem de todo o grupo. Foi quando um dos
caminhantes teve a ideia de utilizar a sua cruz como ponte para
atravessar o rio. Assim, todos descobriram que o tamanho da cruz era
exatamente o da distância de uma margem a outra.
Todos atravessaram o rio e continuaram a sua caminhada com as respectivas cruzes até a terra prometida.
Todos, menos um, que perdeu a sua cruz levada pela correnteza do rio.
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