São Marcos registra o início do ministério de Jesus com
um fato histórico-temporal, no qual, depois de João ter sido preso, o
versículo 13 terminou dizendo que Jesus foi tentado por Satanás, foi
servido pelos anjos e não diz mais nada.
O Evangelho de Lucas, de maneira exclusiva, apresenta esta cena, na
sinagoga de Nazaré, como sendo a fala inaugural e programática de Jesus,
em seu ministério. Ao mencionar que Jesus ensinava “nas sinagogas
deles”, Lucas sugere que o Senhor não se identificava com estas
sinagogas.
A Bíblia registra que, antes da primeira época no ministério na
Galileia, Jesus ministrou em Jerusalém e na Judeia (Jo 1,19 – 3,36).
Jesus faz uma escolha em seu ministério: Ele deixa Jerusalém e a
região da Judeia, que era o centro político-religioso de Israel, e passa
a ministrar na Galileia, região pobre e esquecida. Jesus fez a “opção
Galileia”: deixa os grandes centros de poder e influência, e realiza sua
obra entre os marginalizados e esquecidos da região mais pobre da
Palestina.
Portanto, as narrativas dos milagres de Jesus, ao longo de seu
ministério, são a expressão deste programa inaugural. É a prática
salvífica dos oprimidos e excluídos, carentes e doentes,
restaurando-lhes a dignidade e a vida, integrando-os na vida comunitária
e social.
Como cristãos e cristãs, somos chamados a ser continuadores deste
programa. Pois Ele nos convidou a segui-Lo: “Se alguém quiser seguir-me,
pegue a sua cruz todos os dias e siga-me”. Louvor e Glória ao Senhor!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova
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