Jesus inicia a sua missão fazendo um apelo e convite ao
mesmo tempo à conversão, passando pelas ruas dos nossos bairros, nossas
cidades, nos estados, províncias e países. Assim como nas regiões
descritas deste Evangelho, Suas palavras continuam a ressoar não só no
mundo, mas em cada coração humano, pois sua Palavra é verdade eterna:
“Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.
Este convite à conversão constitui a conclusão vital do anúncio feito
pelos apóstolos depois de Pentecostes. Nele, o objeto do anúncio fica
totalmente explícito: já não é genericamente o “Reino”, mas sim a obra
mesma de Jesus, integrada no plano divino predito pelos profetas. Ao
anúncio do que teve lugar com o Jesus Cristo morto, ressuscitado e vivo
na glória do Pai, segue-lhe o premente convite à “conversão”, a que está
ligada o perdão dos pecados.
Tudo isto aparece claramente no discurso que Pedro pronuncia no
pórtico de Salomão: “Deus deu cumprimento deste modo ao que tinha
anunciado por boca de todos os profetas: que seu Cristo padeceria.
Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam
apagados” (At 3,18-19). Este perdão dos pecados, no Antigo Testamento,
foi prometido por Deus no contexto da “Nova Aliança”, que Ele
estabelecerá com seu povo (cf. Jr 31,31-34).
Deus escreverá a Lei no coração. Nesta perspectiva, a conversão é um
requisito da aliança definitiva com Deus e ao mesmo tempo uma atitude
permanente daquele que, acolhendo as palavras do anúncio evangélico,
passa a formar parte do Reino de Deus em seu dinamismo histórico e
escatológico.
Os destinatários da mensagem de Jesus são todos os que se abrem à
Palavra, para escutá-la com sinceridade, e alcançam a paz, a salvação e a
vida. Ele continua a revelar-se para nossa humanidade, quando fazemos o
esforço necessário para nossa conversão.
Após receber o batismo de João, Jesus inicia uma nova fase em sua
vida. Deixa a sua cidade de origem, Nazaré, onde morava com sua família,
e vai morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galileia.
Jesus percorre a Galileia, onde se encontravam gentios e judeus. O
grande número de doentes e enfermos era a expressão das precárias
condições de vida do povo oprimido, com o qual Jesus se relacionava e
comungava. A Ele acorrem, também, as multidões provenientes das regiões
exclusivamente gentílicas, vizinhas da Galileia. Fica bem em evidência o
caráter universal do anúncio de Jesus, visando à libertação de toda
opressão e ao favorecimento da vida.
A vinda de Cristo exige uma contínua conversão, um mudar de caminho.
É a partir de cada um de nós que começa o mundo novo. É a partir do
coração novo de cada um, que o mundo poderá ter um novo coração!
Deixemos, pois, que Ele aja em nossa vida para que tenhamos Vida e Vida em plenitude. Louvor e Glória ao Senhor!
Padre Bantu Mendonça- Canção Nova
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