O caso, que teve ampla repercussão na mídia, aconteceu em 2006 quando
Neiva Eweida, funcionária do balcão de check-in da British Airways, foi
demitida porque insistia em usar um crucifixo. O mesmo aconteceu com a
enfermeira Shirley Chaplin, que foi afastada do hospital onde trabalhava
pelo mesmo motivo. O caso suscitou debates, além de muitas críticas ao
governo, especialmente por parte da Igreja Anglicana.
Entretanto, a reclamação da enfermeira foi julgada improcedente.
Segundo a Corte, a proteção dos símbolos religiosos não é aplicada em
casos específicos como em hospitais, quando usar um símbolo religioso
pode colocar em perigo a segurança dos pacientes e dos agentes de saúde.
No Tribunal, o governo alegou que proibir o uso do crucifixo não fere
os direitos garantidos pelo artigo 9 da Declaração dos Direitos
Humanos.
Ao apresentar a defesa no Tribunal de Estrasburgo, os advogados
defenderam que a liberdade religiosa tem seus limites no ambiente de
trabalho, onde pode ser exigido um certo padrão de vestir. Além disto, o
governo britânico defendeu que não houve nenhuma violação, visto que os
empregadores ofereceram diversas alternativas às duas mulheres, onde
poderiam mostrar abertamente a cruz.
Os advogados das mulheres, por suas vez, enfatizaram sobretudo a
discriminação por parte dos colegas pertencentes a outras religiões, e
que podiam usar símbolos religiosos de sua fé.
Em sua conta no Twiter, o Primeiro-ministro britânico, David Cameron,
comentou a decisão dizendo estar “encantado que o princípio de usar
símbolos religiosos no trabalho tenha sido mantido – as pessoas não
devem sofrer discriminação por causa de crenças religiosas”, afirmou.
Em julho de 2012, Cameron prometeu introduzir uma legislação que
permitisse ao indivíduo usar símbolos religiosos no trabalho em resposta
ao caso.
Fonte: cancaonova
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