O que você faria hoje se o mundo fosse acabar amanhã?
Segundo especulações mais recentes, o mundo irá acabar daqui a aproximadamente duas semanas, no dia 21 de dezembro.
O fim do mundo é um assunto que preocupa muita gente e causa diversas reações: medo, agitação, ansiedade, indiferença.
O fim do mundo é um assunto que preocupa muita gente e causa diversas reações: medo, agitação, ansiedade, indiferença.
Tais comportamentos podem variar de acordo com a filosofia de vida de cada pessoa, com sua crença.
Os católicos, por exemplo, acreditam no fim dos tempos, que se refere à segunda vinda de Cristo, o que não significa que o mundo vai acabar.
“Nós acreditamos que, com a segunda vinda de Cristo, acontecerá céus novos e terra nova, onde nós viveremos com Cristo. Fim do mundo é a morte, fim deste mundo. Só que nós acreditamos que nós somos apenas peregrinos neste mundo, o nosso lugar é o céu”, comentou o padre Arlon Cristian da Costa, da Comunidade Canção Nova.
Assim sendo, o sacerdote lembrou que a Igreja não acredita que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro.
Os católicos, por exemplo, acreditam no fim dos tempos, que se refere à segunda vinda de Cristo, o que não significa que o mundo vai acabar.
“Nós acreditamos que, com a segunda vinda de Cristo, acontecerá céus novos e terra nova, onde nós viveremos com Cristo. Fim do mundo é a morte, fim deste mundo. Só que nós acreditamos que nós somos apenas peregrinos neste mundo, o nosso lugar é o céu”, comentou o padre Arlon Cristian da Costa, da Comunidade Canção Nova.
Assim sendo, o sacerdote lembrou que a Igreja não acredita que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro.
O padre Demétrio Gomes, Diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José, na arquidiocese de Niterói (RJ), explicou que, a partir da Revelação, sabe-se que o mundo não é definitivo, o que significa que ele terá o seu fim.
Porém, não se sabe quando isso vai acontecer.
“O próprio Filho do Homem disse que nós não sabemos nem o dia e nem a hora em que isso acontecerá. Então desde o início dos séculos sempre apareceram falsos profetas que anunciaram o fim do mundo e, como era de se esperar, todas essas previsões deram por água abaixo, continua sendo válido aquilo que o Senhor disse a seus discípulos”.
Comportamento humano diante do fim do mundo
Várias são as hipóteses levantadas para o fim do mundo, mas o que costuma ser comum é o comportamento do homem frente a essa possibilidade.
“O próprio Filho do Homem disse que nós não sabemos nem o dia e nem a hora em que isso acontecerá. Então desde o início dos séculos sempre apareceram falsos profetas que anunciaram o fim do mundo e, como era de se esperar, todas essas previsões deram por água abaixo, continua sendo válido aquilo que o Senhor disse a seus discípulos”.
Comportamento humano diante do fim do mundo
Várias são as hipóteses levantadas para o fim do mundo, mas o que costuma ser comum é o comportamento do homem frente a essa possibilidade.
Normalmente, as pessoas tendem a se preocupar com o aspecto material, querendo realizar tudo aquilo que elas não puderam fazer.
O lado espiritual, por sua vez, nem sempre é contemplado.
Para o padre Adilson Ribeiro dos Santos, coordenador do grupo de psicólogos católicos da arquidiocese do Rio, as pessoas são fruto do tempo presente e hoje elas estão inseridas em um mundo consumista, que colocam desejos passageiros e que deixam as pessoas em um ritmo frenético.
Para o padre Adilson Ribeiro dos Santos, coordenador do grupo de psicólogos católicos da arquidiocese do Rio, as pessoas são fruto do tempo presente e hoje elas estão inseridas em um mundo consumista, que colocam desejos passageiros e que deixam as pessoas em um ritmo frenético.
Dessa forma, passam a querer adquirir tudo a todo custo.
Viver uma situação dessas, segundo o padre, vai causando um esvaziamento de si mesmo, uma falta de princípio de valores e deixa o homem angustiado e ansioso.
Viver uma situação dessas, segundo o padre, vai causando um esvaziamento de si mesmo, uma falta de princípio de valores e deixa o homem angustiado e ansioso.
“Dentro do campo do comportamento humano, é o que resulta nesse consumismo desenfreado”.
Rompimento com os valores
Diante da hipótese da proximidade do fim do mundo, é possível o surgimento de desejos que a pessoa não alimentaria em sua vida, talvez por ir contra suas crenças e comportamentos mais enraizados.
Segundo padre Adilson, as pessoas vivem a partir de normas e, tomando como exemplo o campo religioso, elas se adequam a essas regras porque desejam viver a experiência com Deus.
Diante da hipótese da proximidade do fim do mundo, é possível o surgimento de desejos que a pessoa não alimentaria em sua vida, talvez por ir contra suas crenças e comportamentos mais enraizados.
Segundo padre Adilson, as pessoas vivem a partir de normas e, tomando como exemplo o campo religioso, elas se adequam a essas regras porque desejam viver a experiência com Deus.
No entanto, o mundo também provoca desejos.
“O tempo presente também vai te provocando outras coisas que você, às vezes, deixa de fazer e, vendo que o fim do mundo está prestes a acontecer, às vezes brota também o desejo de viver essas situações que estão em desacordo com a fé”.
O padre enxerga essa questão como uma certa imaturidade, um fenômeno que ele chama de “adultossência”.
“O tempo presente também vai te provocando outras coisas que você, às vezes, deixa de fazer e, vendo que o fim do mundo está prestes a acontecer, às vezes brota também o desejo de viver essas situações que estão em desacordo com a fé”.
O padre enxerga essa questão como uma certa imaturidade, um fenômeno que ele chama de “adultossência”.
Isso seria o fato de que a pessoa está em uma fase em que deveria ser madura, mas não é.
“Por você, emocionalmente e psicologicamente, ainda não estar bem assentado e desenvolvido no processo humano, você acaba regredindo e tendo comportamentos às vezes impulsivos e aí vai se deixando influenciar por aqueles que estão à sua volta”, disse.
Preparação espiritual
E se por um lado o fim do mundo desperta a vontade de satisfazer desejos humanos, mesmo os mais improváveis e surpreendentes, por outro coloca em questão o aspecto espiritual.
A partir da passagem bíblica presente em Ato dos Apóstolos (1, 4-8), o teólogo e professor Felipe Aquino comentou que a Igreja entende que Deus não quer que a gente faça especulações sobre quando Jesus vai voltar, principalmente no sentido de marcar datas.
“O que a Igreja recomenda mesmo, e inclusive nesse tempo do Advento se insiste, é que a gente esteja preparado. Assim como a gente deve estar preparado para a primeira vinda dele no Natal, a gente deve estar preparado para a sua segunda vinda”.
Padre Demétrio lembrou que tudo o que gera temor em relação ao futuro não é do espírito cristão, uma vez que o Senhor é o “Príncipe da Paz” e não quer gerar essa má ansiedade no coração de seus filhos.
“Ele quer sim que nós, esperando sua vinda gloriosa, esperando o fim desse mundo passageiro e o começo de uma nova criação, nós estejamos a todo momento preparados através de uma contínua purificação e conversão para que quando Ele venha encontre em nós a imagem de seu Filho, homens e mulheres restaurados pelo Cristo e Ele, identificando o seu Filho em cada um de nós, nos acolherá para vivermos eternamente com Ele no céu. Essa deve ser a nossa atitude”.
“Por você, emocionalmente e psicologicamente, ainda não estar bem assentado e desenvolvido no processo humano, você acaba regredindo e tendo comportamentos às vezes impulsivos e aí vai se deixando influenciar por aqueles que estão à sua volta”, disse.
Preparação espiritual
E se por um lado o fim do mundo desperta a vontade de satisfazer desejos humanos, mesmo os mais improváveis e surpreendentes, por outro coloca em questão o aspecto espiritual.
A partir da passagem bíblica presente em Ato dos Apóstolos (1, 4-8), o teólogo e professor Felipe Aquino comentou que a Igreja entende que Deus não quer que a gente faça especulações sobre quando Jesus vai voltar, principalmente no sentido de marcar datas.
“O que a Igreja recomenda mesmo, e inclusive nesse tempo do Advento se insiste, é que a gente esteja preparado. Assim como a gente deve estar preparado para a primeira vinda dele no Natal, a gente deve estar preparado para a sua segunda vinda”.
Padre Demétrio lembrou que tudo o que gera temor em relação ao futuro não é do espírito cristão, uma vez que o Senhor é o “Príncipe da Paz” e não quer gerar essa má ansiedade no coração de seus filhos.
“Ele quer sim que nós, esperando sua vinda gloriosa, esperando o fim desse mundo passageiro e o começo de uma nova criação, nós estejamos a todo momento preparados através de uma contínua purificação e conversão para que quando Ele venha encontre em nós a imagem de seu Filho, homens e mulheres restaurados pelo Cristo e Ele, identificando o seu Filho em cada um de nós, nos acolherá para vivermos eternamente com Ele no céu. Essa deve ser a nossa atitude”.
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