Para outros, é dia de lembrar tudo, menos a morte ou as pessoas que já faleceram.
Para outros, ainda, é um dia trágico, pois, de certa forma, antecipa a cada ano o que seremos todos um dia.
Mas, graças a Deus, para muitos, é um dia de esperança e comunhão com quem amamos e continuamos a amar, apesar de termos perdido sua presença física neste mundo, chamado vale de lágrimas.
Este dia nos convida a refletir, não sobre a morte e, sim, sobre a vida.
O nosso Deus é “o Deus dos vivos e não dos mortos”.
As pessoas que já partiram desta vida não estão mortas; para Deus, elas não estão mortas e, portanto, nossa oração pode atingi-las ainda.
É por isso que rezamos por essas pessoas no transcorrer do ano e dedicamos um dia especial a elas.
Ao rezar pelas pessoas que não estão mais presentes no meio de nós, quem sabe se, neste dia, graças às nossas orações e preces, elas não foram purificadas definitivamente e entraram na alegria de Deus?
Ele quer a vitória sobre a morte pela morte de Jesus Cristo.
Só a fé em Jesus Cristo morto por nós pode vencer a morte.
Somente a fé verdadeira é capaz de dar um novo significado a toda a nossa vida.
Como diz o texto do Evangelho: “Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que crê em mim nunca terá sede”.
Podemos acrescentar: “Aquele que crê em mim e vem a mim possuirá a vida eterna”.
Por isso rezemos pelos nossos irmãos defuntos na firme certeza de que um dia os nossos sucessores também rezem por nós!
A Mãe Igreja, ao relembrar os defuntos, convoca a todos para confrontar-nos com o enigma da morte e, por conseguinte, como viver bem, como encontrar a felicidade.
E este Salmo responde: bem-aventurado o homem que doa; bem-aventurado o homem que não usa a vida para si mesmo mas partilha; feliz o homem que é misericordioso, bom e justo; feliz o homem que vive do amor de Deus e do próximo. Assim vivemos bem e não devemos ter receio da morte, porque estamos na felicidade que provém de
Eurico dos Santos Veloso/ Canção nova
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