Um monge estava lavando pratos. O anjo aparece sorrindo e lhe diz: “Estou chamando-o para a eternidade. Chegou a hora”. O monge se explicou e pediu que esperasse um pouco porque tinha que acabar de lavar os pratos, senão teria que deixar o trabalho para os outros e estaria faltando para com a caridade. E o anjo foi embora.
E o monge estava cuidando do jardim. Plantando flores e limpando as pestes. E o anjo lhe aparece sorrindo e o convida:
“Chegou seu momento de partir para a eternidade”. E o monge se explicou dizendo:
“Tudo bem, mas espere um pouco, senão tenho que deixar este trabalho para meus frades e eles estão ocupados com seu trabalho”. E o anjo foi embora.
E o monge estava cuidando de um doente. Passaram-se anos, o monge nem lembrava mais do anjo, e um dia novamente lhe aparece o anjo sorridente, convidando para a eternidade.
E o monge falou: “Espere um pouco, estou cuidando deste doente, e no momento todos os meus companheiros estão ocupados e não posso abandonar este velhinho enfermo”. E o anjo sorrindo foi embora.
E o monge estava velhinho e doente. E assim doente lembrou-se do anjo e pensou: “Por que este anjo amigo não vem agora que nada mais posso fazer? Agora sim posso partir para a eternidade”.
Neste momento lhe aparece o anjo sorrindo e dizendo:
Meu monge, você não precisa mais pedir para entrar na eternidade. Desde a primeira vez que o visitei, você está na eternidade, porque tudo você fez com amor e por amor aos irmãos. Cada vez que você amou seu irmão estava se eternizando”.
Quem ama se eterniza. Quem vive voltado para o bem do outro, para a caridade, para a solidariedade, para o serviço já está se eternizando.
Wilson João

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