O Papa
Bento XVI começou nesta quarta-feira, 17, o ciclo de catequeses sobre a
fé cristã, tendo em vista o Ano Fé, iniciado no último dia 11. O Santo
Padre enfatizou que ter fé não é algo restrito à inteligência, ao campo
intelectual, as envolve toda a vida: sentimentos, emoções, razões
humanas.
O
Pontífice destacou que a fé em Deus indica que somente o amor é a
plenitude do homem. Nesse sentido, o homem fica degradado, empobrecido
diante de situações de domínio, arrogância, exploração do outro.
“A fé
cristã, operante na caridade e forte na esperança, não limita, mas
humaniza a vida, de fato a torna plenamente humana”, disse.
O Papa
explicou que a fé é o acolhimento à revelação de Deus, que nos mostra
quem Ele é, como Ele atua, quais são os seus projetos para a humanidade.
E na revelação, sempre é Deus que se comunica e o homem é capaz de
escutar sua Palavra.
“Eis
então a maravilha da fé: Deus, no seu amor, cria em nós – por meio da
obra do Espírito Santo – as condições adequadas para que possamos
reconhecer a sua Palavra. Deus mesmo, na sua vontade de manifestar-se,
de entrar em contato conosco, de fazer-se presente na nossa história,
nos torna capazes de escutá-Lo e de acolhê-Lo”.
Sobre a
forma de se encontrar, então, o que é essencial da fé, Bento XVI disse
que a resposta é o Credo. Ele destacou a importãncia do Credo ser melhor
compreendido e, sobretudo, reconhecido.
“Conhecer,
de fato, poderia ser uma operação somente intelectual, enquanto
‘reconhecer’ quer significar a necessidade de descobrir a ligação
profunda entre a verdade que professamos no Credo e a nossa existência
cotidiana, para que esta verdade seja verdadeiramente e concretamente –
como sempre foi – luz para os passos do nosso viver, água que irriga o
calor do nosso caminho, vida que vence certos desertos da vida
contemporânea”.
O Papa
concluiu a catequese rezando para que o caminho a ser percorrido neste
Ano da Fé ajude a humanidade a crescer na fé e no amor, “para que
aprendamos a viver, na escolha e nas ações cotidianas, a vida boa e bela
do Evangelho”.
Fonte: cancaonova
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