Logo após, teve início a primeira sessão
solene, com a saudação dos presidentes-delegados e a introdução do
Secretário-Geral do Sínodo, Dom Nikola Eterovic. Ele destacou que um dos
desafios para a Nova Evangelização é o individualismo. “A nossa cultura
exalta o indivíduo e minimiza a relação necessária entre as pessoas.
Exaltando a liberdade individual e a autonomia, é fácil perder de vista a
nossa dependência dos outros e a responsabilidade diante do outro.”
A Nova Evangelização não é um programa,
disse Dom Eterovic. Trata-se de um modo de pensar, de ver e de agir. “É
como uma lente através da qual vemos as oportunidade de proclamar
novamente o Evangelho. É também um sinal de que o Espírito Santo
continua a trabalhar ativamente na Igreja.”
Para o Secretário-Geral do Sínodo, no
centro da Nova Evangelização está a renovada proposta do encontro com o
Senhor Ressuscitado, o seu Evangelho e a sua Igreja àqueles que não
acham mais atraente a mensagem da Igreja.
Foi apresentado o “Relatório antes da
discussão”, apresentado pelo relator-geral da Assembleia sinodal, o
arcebispo de Washington, Cardeal Donald Wuerl. Em seguida, o arcebispo
de Hong Kong, Cardeal John Tong Hon, dirigiu aos Padres sinodais
palavras vibrantes: recordou o temor do regime comunista vivido por
parte de tantas famílias da diocese, antes da anexação da cidade à
China, 1997.
Depois, o Cardeal Tong Hon recordou três
princípios fundamentais da evangelização: a comunhão tanto com Deus
quanto como os homens, em particular, com os pobres; o serviço entendido
como doação de si e a doutrina, ou seja, aquele encontro pessoal com
Cristo que nos leva a ser suas testemunhas:
“Devemos ser testemunhas zelosas da nossa fé” – concluiu o bispo de Hong Kong.
Ao término da primeira sessão dos
trabalhos, realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé, no Vaticano, um
encontro do qual participaram o arcebispo de Washington e relator-geral
do Sínodo, Cardeal Donald Wuerl, e o presidente do Pontifício Conselho
das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli.
“Anunciar o Evangelho num contexto
caracterizado pelas novas tecnologias. Esse é um dos principais desafios
da nova evangelização”, afirmou Dom Celli ressaltando com precisão um
dos temas mais difíceis que os Padres sinodais deverão abordar na
definição dos objetivos da nova evangelização.
Por sua vez, o Cardeal Wuerl disse que
dentre os principais temas evidenciados pelo Sínodo encontra-se o da
recuperação de uma correta identidade católica: tanto entre os jovens
adultos, quanto naqueles que se distanciaram da fé.
O purpurado explicou que uma escassa
consciência de identidade torna difícil também a relação e o diálogo em
âmbito ecumênico. Uma das bases das quais partir novamente no complexo
percurso da nova evangelização nos é dada pelo Catecismo da Igreja
Católica, do qual estamos para celebrar o 20º aniversário.
Mas como transmitir corretamente a
mensagem evangélica, a Palavra de Jesus no atual contexto social, como
encontrar o método justo? Dom Celli falou aos jornalistas de uma Igreja
que por sua natureza deve anunciar o Evangelho, e se não o faz, trai a
sua vocação.
O problema não é tecnológico, mas de
método: “É preciso entender como a Igreja pode dialogar com os homens e
as mulheres de hoje, entrando em sintonia com eles, partilhando
alegrias, esperanças, dificuldades e tensões”, explicou o presidente do
Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
POR: CNBB / RÁDIO VATICANO
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