18/09
Falta
menos de um mês para as eleições municipais, dia 7 de outubro, assunto
que hoje em dia, muita gente encara com descrédito. Mas não deve ser
assim, defende Pedro Gontijo, Secretário Executivo da Comissão
Brasileira de Justiça e Paz, Organismo vinculado à CNBB, para ele, as
mudanças são possíveis.
“A
primeira coisa que a gente precisa para conseguir modificações na
sociedade é acreditar que é possível, quando a gente acredita a gente
investe, quando a gente não acredita a gente fica parado.”
O
secretário explica que o engajamento de cada cidadão no processo
político e a mobilização da sociedade são fundamentais. Ele recorda
frutos como a aprovação da Lei 9840, a Lei da Ficha Limpa e a Lei de
Transparência. “Algo que há 10 anos parecia impossível, hoje é
realidade.”
Para
Gontijo, a eleição é apenas o momento de escolher os representantes, e o
trabalho do eleitor não para por aí, é preciso acompanhar o trabalho do
candidato eleito. “ A pessoa não fica representante se as pessoas as
quais ela representa não se manifestam ... é fundamental ter um
acompanhamento depois.”
Participação
em Conselhos Institucionais, em Comitês de acompanhamento do orçamento
municipal, ou em iniciativas e projetos como “adotar” um vereador, no
sentido de acompanhar seu trabalho, são meios sugeridos por ele. “Às
vezes escutamos as pessoas reclamarem que o vereador está longe das
pessoas, mas também do nosso lado, da sociedade, fazemos isso,
comparecemos na hora do voto, e depois a gente some, não nos
envolvemos.”
Além
dessa medida, outra orientação é acompanhar as notícias sob diferentes
fontes, de maneira a estar inteirado sobre o que acontece no bairro, na
cidade, no estado e no país, o secretário defende que este é um ponto
importante inclusive para a evangelização. “ Para cumprirmos nossa
missão evangelizadora temos que estar em sintonia com o que está
acontecendo no mundo, temos que estar inseridos neste mundo, porque o
trabalho de evangelização tem que ir até a transformação das estruturas
sociais.”
Gontijo
destaca que os cristãos não podem esquecer o que os bispos do mundo
inteiro reunidos no Concílio Vaticano II, disseram na Constituição
Pastoral Gaudium et Spes (Sobre a Igreja no mundo atual). “ As alegrias e
as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje,
sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as
alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de
Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não
encontre eco no seu coração.”
“O
cristão deve ser solidário com as situações em que a vida mais está
sendo ameaçada, então devemos ser pessoas que se informam e que
participam”, explica o secretário. Pastorais e cristãos, de modo geral,
que se envolvem, têm condições de fazer muito pela própria cidade e pelo
bem comum. Ele chama a atenção por exemplo para a Pastoral da Criança,
que contribuiu para diminuir a mortalidade infantil no país.
Uma orientação fundamental deixada por Gontijo, todos podem fazer: “ Não venda seu voto por nada, voto tem consequência.”
Campanha Voto Consciente
A
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou no dia 06 de
setembro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF), a
campanha “Voto Consciente”. Produzida em parceria com o Núcleo de
Estudos Sociopolíticos (NESP) da Pontifícia Universidade Católica de
Minas Gerais (PUC-MG), a campanha Voto Consciente conta com vídeos,
spots para rádios e texto com orientações para o voto consciente/cidadão
e pelo voto limpo.
Fonte: cancaonova
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