A Ordem
dos Irmãos Menores Capuchinhos já ingressou na fase final do seu
Capítulo Geral. Desde o Colégio São Lorenzo de Bríndisi de Roma, 171
religiosos chegados de 106 países, debatem mudanças nas suas
Constituições para viver sua vocação na era da globalização.
Em uma
entrevista concedida ao grupo ACI , o Ministro Geral dos frades
Capuchinhos em todo mundo, Frei Mauro Jöhri, explicou que espera que a
revisão das Constituições, "mude a vida dos frades para melhor, porque o
texto atualizado, o texto também enriquecido, deve ajudar aos frades
capuchinhos, a viver bem e melhor sua vocação agora, no tempo", e embora
"refazer um texto não seja garantia de refazer a vida, a esperança é
essa".
Desde 19
de agosto até o próximo domingo 23 de setembro, os capuchinhos estão
apresentando novas iniciativas, mudanças e suas votações. A cada seis
anos, os Capuchinhos celebram o Capítulo Geral, e "desta vez, o Capítulo
está sendo uma experiência muito particular, porque estamos vendo e
renovando o texto das nossas constituições. As constituições é o texto
que interpreta a regra de São Francisco para nossos tempos", indicou
Frei Mauro.
O
trabalho sobre a Constituição corresponde a todos os frades da ordem, e
por isso, todos se pronunciaram nestes dias para reescrever o texto, que
se compõe de doze capítulos.
O
superior dos Capuchinos, afirmou que a ordem está vivendo uma grande
mudança, de uma experiência inicial, que era sobre tudo europeia e
norte-americana, agora, mais da metade dos capuchinhos, vivem em muitos
países do hemisfério sul como a Índia, ou Indonésia.
"Trata-se
de conseguir transmitir o coração do nosso carisma, a generosidade do
dom de si mesmos, a disponibilidade, de ir ao encontro dos mais pobres",
mas também de "salvar a continuidade da presença da ordem nos países
muito secularizados da Europa do Norte", expressou.
Na semana
passada, os Capuchinhos visitaram ao Santo Padre durante a Audiência
Geral da quarta-feira, na Sala Paulo VI do Vaticano, "o Papa nos
aprecia", e a mensagem que lhe damos "é que nós estamos com ele, que nós
queremos nos comprometer também com a Nova Evangelização e que,
portanto, a ordem quer seguir à Igreja como sempre fez".
Fonte: acidigital
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