Escrito por POM
Sex, 13 de Julho de 2012 17:53
O 3º
Congresso Missionário promoveu na manhã desta sexta, 13, dois painéis
temáticos: o primeiro refletiu sobre o mundo secularizado e
pluricultural e foi assessorado pelo Irmão José Nery. O segundo painel
teve como assessor o teólogo padre Paulo Suess.
Logo no
início, padre Ricardo Elias Davila, representante das Pontifícias Obras
Missionárias da Venezuela falou acerca dos preparativos para o 4º
Congresso Missionário Americano (CAM 4 - Comla 9), dos seus eixos
temáticos. Os congressistas em Palmas foram convidados a continuar a
caminhada missionária da Igreja no Continente. Um vídeo destacou as
características e as diferentes regiões da Venezuela, especialmente
sobre a cidade do congresso, Maracaíbo, com seus quatro milhões de
habitantes, que será sede do CAM 4 - Comla 9.
Irmão Nery trouxe reflexões a partir de discussões históricas e atuais, em uma reconstituição da discussão entre o que é secular e transcendental. Para isso, fez abordagens sobre os debates científicos, da falta de metas na Rio+20, Conferência da ONU sobre o meio ambiente, da violência e perseguição cristã na Nigéria e da corrupção no Brasil. Essas temáticas direcionaram sua fala para as fronteiras entre estado e religião, com temas urgentes a serem tratados que estão relacionados ao espírito do mundo e da transição de católicos para outras religiões.
Irmão Nery trouxe reflexões a partir de discussões históricas e atuais, em uma reconstituição da discussão entre o que é secular e transcendental. Para isso, fez abordagens sobre os debates científicos, da falta de metas na Rio+20, Conferência da ONU sobre o meio ambiente, da violência e perseguição cristã na Nigéria e da corrupção no Brasil. Essas temáticas direcionaram sua fala para as fronteiras entre estado e religião, com temas urgentes a serem tratados que estão relacionados ao espírito do mundo e da transição de católicos para outras religiões.
Para
ele, o ateu que combate a religião é menos perigoso do que o indiferente
a Deus, pela insensibilidade gerada, ligando-se à desumanização e dando
margem a estilos de vida e critérios consumistas. “O caldo cultural que
descarta Deus faz surgir a nova religiosidade selvagem”, descreve irmão
Nery, complementando que, em cada esquina nasce uma igreja. Como
comércios, despontam grandes impérios religiosos, contudo, está ausente o
amor ao próximo, a luta por um mundo solidário. “Há um chamado do Santo
Nome de Deus em vão que não produz, nem dá resultados”, alerta. Com a
reflexão sobre ser possível continuar cristão com tantas intervenções,
ressalta o amor de Deus, da sua vinda ao nosso encontro.
“No Brasil, o nosso povo, mantém uma verdadeira abertura ao transcendente ou está tão envolvido nos embalos da produção e do consumo que qualquer horizonte abrangente se fecha…, ainda mais porque até a religião parece ter-se transformado em produto de consumo?” perguntou.
Irmão Nery explicou ainda que “a questão da secularização hoje não diz respeito, diretamente, à Igreja, nem à frequência dominical, mas à visão que o ser humano de hoje tem do mundo e do transcendente. Esta é uma questão global no mundo contemporâneo, embora devamos contemplá-la no horizonte latino-americano e especificamente brasileiro”, disse.
Lembrou a necessidade de se edificar os três pilares: “a fé pessoal, a fé em comunidade e a fé missionária, pois, sem esses pontos, não existem as colunas do sim - o pessoal, o da comunidade e o sim missionário”.
“No Brasil, o nosso povo, mantém uma verdadeira abertura ao transcendente ou está tão envolvido nos embalos da produção e do consumo que qualquer horizonte abrangente se fecha…, ainda mais porque até a religião parece ter-se transformado em produto de consumo?” perguntou.
Irmão Nery explicou ainda que “a questão da secularização hoje não diz respeito, diretamente, à Igreja, nem à frequência dominical, mas à visão que o ser humano de hoje tem do mundo e do transcendente. Esta é uma questão global no mundo contemporâneo, embora devamos contemplá-la no horizonte latino-americano e especificamente brasileiro”, disse.
Lembrou a necessidade de se edificar os três pilares: “a fé pessoal, a fé em comunidade e a fé missionária, pois, sem esses pontos, não existem as colunas do sim - o pessoal, o da comunidade e o sim missionário”.
Por Cecília de Paiva, Assessoria de Comunicação do 3º CMN
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