Mas, se formos buscar as épocas mais remotas, veremos que já havia
em rituais tidos como pagãos, uma série de festividades que comemoravam
o mês de junho como o começo do verão no Hemisfério Norte. Na época,
acreditava-se que os deuses estavam ajudando para o início da colheita.
Nesse período de solstício, 21 de junho, celtas, bascos, persas,
bretões e diversos povos acendiam fogueiras e pediam aos deuses a
fertilidade da terra e a abundância na colheita.
Há, no entanto, uma corrente formada por pesquisadores que atribuem
a origem das festas juninas às antigas tradições católicas e que se
chamavam Festas Joaninas, em homenagem ao dia 24 de junho, aniversário
do nascimento de São João. Mais tarde, outros dois santos foram
incorporados às festividades: Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro
(29 de junho).
As tradicionais Festas Juninas foram disseminadas no Brasil com a
chegada dos portugueses, assim como tantos outros ritos, costumes, e
crenças que hoje fazem parte da cultura brasileira. A dança acompanha as
músicas de viola e sanfona, muito semelhantes ao forró e tem um acervo
histórico de modinhas como ‘Cai-Cai balão, Pula Fogueira, entre outras.
O ingrediente é sempre o mesmo em cada lugar, com bandeirinhas
coloridas, dança, comida, bebida e muita alegria. O perfil das festas
na roça criou a indumentária da quadrilha, que é feita de vestidos
coloridos cheios de rendas, rosto pintado de sardas,e tranças no
cabelos com fita colorida para as mulheres. Para os homens, o traje é
calça jeans com ‘remendos’, camisas enxadrezadas, bigode ou cavanhaque
desenhado à lápis, botina, e na cabeça, chapéu de palha.
Não há quem não goste de saborear um bom quentão (bebida feita de
cachaça e gengibre) e os pratos típicos da ocasião como batata doce,
broa, cocada, pé-de-moleque e aqueles feitos à base do milho (pamonha,
curau, pipoca, milho cozido, canjica, cuscuz e bolo de milho são apenas
alguns exemplos.
O que vale mesmo é festejar, seja na roça ou na cidade.( Por Acervo Digital)
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