sexta-feira, 1 de junho de 2012

Junho: Pinceladas sobre as origens da Festa Junina


Junho é mês de festa, e apesar do frio que se instala no hemisfério sul, sua chegada representa um período em que a população sai às ruas para dançar quadrilha em volta de fogueiras, em louvor a três dos mais queridos santos católicos: Santo Antônio, São João Batista e São Pedro
Mas, se formos buscar as épocas mais remotas, veremos que já havia em rituais  tidos como pagãos, uma série de festividades que comemoravam o mês de junho como o começo do verão no Hemisfério Norte. Na  época, acreditava-se  que os deuses estavam ajudando para o início da colheita. Nesse período de solstício, 21 de junho, celtas, bascos, persas, bretões e diversos povos acendiam fogueiras e pediam aos deuses a fertilidade da terra e a abundância na colheita.
Há, no entanto, uma corrente formada por pesquisadores que atribuem a origem das festas juninas às antigas tradições católicas e que se chamavam Festas Joaninas, em homenagem ao dia 24 de junho, aniversário do nascimento de São João. Mais tarde, outros dois santos foram incorporados às festividades: Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho).
As tradicionais Festas Juninas foram disseminadas no Brasil com a chegada dos portugueses, assim como tantos outros ritos, costumes, e crenças que hoje fazem parte da cultura brasileira. A dança acompanha as músicas de viola e sanfona, muito semelhantes ao forró e tem um acervo histórico de modinhas como ‘Cai-Cai balão, Pula Fogueira, entre outras.
 
O ingrediente é sempre o mesmo em cada lugar, com bandeirinhas coloridas, dança, comida, bebida e muita alegria. O perfil  das festas na roça criou a indumentária da quadrilha, que é feita de  vestidos coloridos cheios de rendas, rosto pintado de sardas,e  tranças no cabelos com fita colorida para as mulheres. Para os homens, o traje é calça jeans com ‘remendos’,  camisas enxadrezadas, bigode ou cavanhaque desenhado à lápis, botina, e na cabeça, chapéu de palha.
 
Não há quem não goste de saborear um bom quentão (bebida feita de cachaça e gengibre) e os pratos típicos da ocasião como batata doce, broa, cocada, pé-de-moleque e aqueles feitos à base do milho (pamonha, curau, pipoca, milho cozido, canjica, cuscuz e bolo de milho são apenas alguns exemplos.
 
O que vale mesmo é festejar, seja na roça ou na cidade.( Por Acervo Digital)

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