Diante dessa pergunta, “eles pararam,
com o rosto triste, e um deles chamado Cléofas, lhe disse: ‘Tu és o
único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes
últimos dias?’”. E, logo, os dois discípulos aproveitam para
partilhar a dor, a saudade, a frustração. Corriam notícias sobre o
túmulo vazio e a aparição de anjos. Mesmo assim, continuam
inconsoláveis e reclamam: “A ele, porém, ninguém o viu”.
“Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!”
Que voz é esta? Os dois a conhecem. Soa-lhes tão familiar! Embora os
olhos permaneçam vedados e a razão obscurecida, o coração se abre,
dilata-se e começa a arder no peito. “Ninguém jamais falou como esse homem!”, responderam
até os guardas, tempos atrás encarregados de prender Jesus. Nem esses
homens rudes conseguiram resistir às Suas palavras! As multidões
ficaram extasiadas com o Seu ensinamento, porque as ensinava com
autoridade. Toda experiência do convívio com o Mestre, nos anos que passaram junto
d’Ele, emerge do fundo da alma, vem, de repente, à tona enquanto o
companheiro de viagem explica as passagens da Escritura, evocando Moisés
e os profetas. Sua fala, pelo caminho, alivia a dor, derrete a
saudade, afoga o desânimo. Não querem deixá-lo ir adiante quando chegam
ao destino.“Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” O companheiro do caminho para Emaús não abandonou os discípulos, “Jesus entrou para ficar com eles. Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía”
(Lc 24,29-30). E na fração do pão acontece o milagre da Páscoa: os
dois reconhecem o Mestre. Veem as mãos perfuradas e aquele inigualável
semblante do Filho de Deus. Mas, ao mesmo tempo, Ele “desapareceu da frente deles”
(Lc 24,31).Lucas neste Evangelho salienta os lugares da presença de
Jesus ressuscitado. Primeiro, ele continua a caminhar entre os
homens,solidarizando-se com seus problemas e participando de suas lutas.
Segundo,Jesus está presente no anúncio da Palavra das Escrituras, que
mostra o sentido da sua vida e ação. Terceiro, na celebração
eucarística, onde o pão repartido relembra o dom da vida e refontiza a
partilha e a fraternidade, que estão na cerne do seu projeto.Celebramos
a real presença desse Deus conosco na Eucaristia, memória do
mistério pascal, mistério da cruz e ressurreição, mistério da redenção
e reconciliação que inicia a Nova Aliança. Em cada Eucaristia olhamos
para Deus, celebramos Sua presença, Sua encarnação, Paixão, Morte e
Ressurreição. Louvor e Glória ao Senhor!
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Compreendendo e Refletindo
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário