O Evangelho de Jesus segundo Mateus 26,14-25, nos
apresenta a traição de Judas e nos descreve como ele foi se encontrar
com os chefes dos sacerdotes e se oferecer para trair o Senhor. Judas aceita trinta moedas de prata como recompensa por sua delação.
Por apenas trinta moedas de prata um dos doze apóstolos entrega o
Mestre! Judas com um simples beijo planeja vender o seu Senhor. Por trinta moedas traça-se o poder
financeiro, material e finito pela vida, dom de Deus. Uma verdadeira
contradição, pois o Dono de tudo é trocado pelo dinheiro.Naquele tempo, assim como hoje, a opção pelo dinheiro e a rejeição da vida têm
falado mais alto, essa é a característica de nossa sociedade
neoliberal e globalizada. Os grandes impérios desse mundo movidos pela ambição do dinheiro, fazem guerra e
destroem a vida. Eles produzem uma
ideologia, uma cultura de ambição e violência que passa a ser
assimilada por muitos. Mateus nos revela, hoje, o modo como Jesus foi traído por um dos Seus
homens de confiança. O Evangelho de hoje, destaca que o gesto de Judas estava
inserido num contexto maior do desígnio divino sobre o destino do
Messias, mas nem por isso Sua responsabilidade foi menor. As palavras
terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a esse respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!”. Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão já estivesse no contexto da vontade de Deus. A atitude cristã que devemos ter é de corresponder à graça
divina, mas não desprezá-la, traindo o amor de Cristo como fez Judas. Peçamos ao Senhor que nos conceda uma fé firme e permanente, a ponto de fazermos a diferença neste mundo cheio de ódio e ambição. Louvor e Glória ao Senhor!
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