Quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado. Eis a lição que nos traz o Evangelho de hoje.Lendo esse Evangelho, fiquei muito feliz, porque acredito que essa
mensagem seja capaz de mudar, de forma concreta, a nossa vida, uma
vez que passamos a compreender o sentido real e concreto do ato de ser
humilde. Podemos ser transformados interiormente e executar gestos no
nosso cotidiano que irá nos proporcionar sentimentos bons e alegres.Vejamos os dois tipos de oração que nos é apresentado:O fariseu nomeia todas as suas observâncias, tudo que ele faz conforme
ordena a Lei. Ele não conta nenhuma mentira, mas confia absolutamente
no poder da sua prática para garantir a salvação. Assim, dispensa a
graça de Deus, pois se a Lei é capaz de salvar, a graça não lhe é
necessária. Ainda se dá ao luxo de desprezar os que não viviam como ele , ou porque não queriam ou porque não conseguiam: “Ó Deus, eu Lhe
agradeço, porque não sou como os outros homens que são ladrões,
desonestos, adúlteros, nem como esse cobrador de impostos”. O cobrador de impostos, também não mente quando reza. Longe do altar, nem se atrevia a
levantar os olhos para o céu, mas batia no peito em sinal de
arrependimento e dizia: “Meu Deus, tenha piedade de mim que sou pecador“.
Era verdade mesmo, porque ele era vigarista, ladrão, opressor do seu
povo, traidor da sua raça. Ele tem consciência disso, e não só disso,
mas do fato de que, por ele mesmo, é incapaz de mudar a sua situação
moral. A sua única esperança é jogar-se diante da misericórdia divina. Jesus afirma que o desprezado cobrador de impostos, voltou para a casa
“justificado” por Deus, pois é Deus quem nos torna justos por pura
gratuidade, e não em recompensa por termos observado as minúcias da
Lei.O Evangelho de hoje, nos convida a examinar até que ponto deixamos o
“farisaísmo” entrar em nossa vida; até que ponto confiamos em nós
mesmos como agentes da nossa salvação; até que ponto nos damos o
direito de julgar os outros conforme os nossos critérios.O amor e a misericórdia fazem parte do dia a dia de todos nós cristãos,batizados. Por isso, sempre é tempo de voltar para o Senhor. Todavia esse passo exige muita humildade e renúncia à exaltação.Não basta ser perseverante e insistente.É preciso reconhecer e confessar a própria pequenez, recorrendo à misericórdia de Deus. De nada adianta o homem justificar a si mesmo, pois a justificação é dom de Deus,como nos foi ensinado nesse Evangelho.Louvor e Glória ao Senhor!
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