Para Jesus a lei moral é obra da sabedoria divina. Por isso, podemos
defini-la em sentido bíblico , como uma instrução paterna, uma
pedagogia de Deus. Ela descreve ao homem os caminhos, as regras de
procedimento que o levam à bem-aventurança prometida pelo Senhor e lhe
proíbe os caminhos do mal que o desviam de Deus e do Seu amor. Ao mesmo
tempo, firme nos Seus preceitos e amável nas Suas promessas, eis a
razão do porquê Jesus diz: “O céu e a terra passarão; porém, nada será tirado da Lei – nem uma só letra, nem uma vírgula,sem que tudo se cumpra".A lei não deve ser observada simplesmente por ser lei,mas por aquilo que ela realiza de justiça.O fracasso espiritual de Israel, que motivou sua rejeição como
propriedade de Deus, não estava na Lei que é perfeita, santa, justa,
boa, espiritual e prazerosa (Salmo 19,7; Romanos 7,12.14. 22), mas na
atitude de autoconfiança do povo quanto às suas possibilidades de
obedecê-la plenamente. Por isso é que Jesus, dirigindo-se ao povo, diz :
“Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os
ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o
seu sentido completo“. Assim, Ele ressaltou os princípios básicos da Lei divina como sendo “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22,36-40).O Antigo e o Novo Testamento, formam uma unidade indestrutível porque apresentam todo o plano divino da salvação. Assim a lei,contida nos dois,revela-se expressão concreta do amor de Deus por cada um de nós.Louvor e Glória ao Senhor!
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