Muitos judeus com suas famílias viajavam de várias partes do mundo inteiro para Jerusalém durante as grandes festas. Assim, durante a Páscoa, o Templo ficava sempre abarrotado com milhares de visitantes, além dos seus habitantes.Para facilitar o comércio, os líderes religiosos permitiam que cambistas de moedas e comerciantes montassem suas bancas e barracas na corte dos gentios no Templo, pagando um aluguel. Era lucrativo para os negociantes e rendoso para os sacerdotes, à custa dos que vinham oferecer sacrifício. O Templo de Deus estava sendo usado de forma inadequada, e a perseguição do ganho material e o uso de práticas gananciosas predominavam. A Casa de Deus tinha se tornado uma espécie de bolsa de mercadorias ou feira livre. O Senhor Jesus indignou-se com isso e, tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do Templo com seus animais, espalhou o dinheiro dos cambistas e virou-lhes as mesas, dizendo aos que vendiam as pombas “tirai daqui estas coisas: não façais da casa do meu Pai casa de negócio”, pois estavam fazendo um escárnio da casa de Deus. Ao término do Seu ministério, aproximadamente três anos mais tarde (cf. Mateus 21,12-17; Marcos 11,12-19; Lucas 19,45-48), Ele repetiu esta “limpeza”, pois o motivo de lucro daquela gente era mais forte que o desejo de conservar a santidade do Templo. Acusando e atacando o comércio existente dentro do Templo, Jesus retira as bases sobre as quais se apoiava toda uma sociedade. Com efeito, era com esse comércio que se sustentava grande parte da economia do país. O gesto de Jesus mexe não só com o modo de vida religiosa, mas com toda uma estrutura que usa a religião para estabelecer e assegurar privilégios de uma classe e sustentar uma visão mesquinha de salvação. Por isso, os que se favorecem desse sistema, pensam em matar Jesus, mas temem o povo que estavam fascinado por Jesus.
Peçamos ao Senhor que tire de nosso coração todo egoísmo e nos ensine a fazer de SUA CASA , CASA DE ORAÇÃO. Louvor e Glória ao Senhor!
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