sábado, 12 de novembro de 2011

Compreendendo e Refletindo

Deus fará justiça aos seus escolhidos que clamam por Ele sem cessar Esta parábola do juiz injusto é um ensinamento muito expressivo acerca da eficácia da oração perseverante e firme. E, providencialmente, constitui a conclusão da doutrina sobre a vigilância exposta nos versículos anteriores. O fato de comparar o Senhor com uma pessoa como esta, põe em relevo o contraste entre ambos: se até um juiz injusto acaba por fazer justiça àquele que insiste com perseverança, quanto mais Deus, infinitamente justo e nosso Pai, escutará as orações perseverantes dos Seus filhos.Insistência e perseverança só existem naqueles que estão insatisfeitos com a situação presente e, por isso, não desanimam ; do contrário, jamais conseguiriam alguma coisa. Deus atende àqueles que , através da oração,testemunham o desejo e a esperança de que se faça justiça.São muito claros os textos que nos mostram a necessidade de rezar se quisermos alcançar a salvação: “É preciso rezar sempre e nunca descuidar” (Lc 18,1). “Vigiai e orai para não cairdes em tentação” (Mt 25,41). “Pedi e dar-se-vos-á” (Mt 7,7).
A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que nós fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. Assim, reconhecemos Deus como único Autor de todos os bens, a fim de que conheçamos que necessitamos de recorrer ao auxílio divino e reconheçamos que Ele é o Autor dos nossos bens.A oração perseverante é índice de fé profunda, de firme esperança, de caridade viva para com Deus e o próximo. O ensinamento de Jesus Cristo sobre a perseverança na oração une-se com a severa advertência de que é preciso se manter fiel na fé. Fé e oração estão intimamente unidas.
O Senhor previne-nos para que, ainda que à nossa volta haja quem desfaleça, nos mantenhamos vigilantes e perseveremos na fé e na oração. Louvor e Glória ao Senhor!

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