Cracóvia (RV) – Cerca de 800 mil pessoas acompanharam a representação da Via-Sacra na Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia.
O Papa Francisco conduziu a encenação que foi marcada por momentos de profunda reflexão.
Nós ouvimos alguns jovens brasileiros presentes no Parque Blonia.
“As estações como um todo foram brilhantes, é tudo magnifico e emocionante demais”, disse Patrick França de Andrade, do Rio de Janeiro.
Taísa Esteholf, repórter da Rede Vida:
“Mesmo quando a gente está trabalhando, passando para quem está em casa, sempre tem um momento que a gente para, percebe o que está acontecendo, se vê imerso aqui na JMJ e não tem como não se emocionar”.
De Cracóvia para a Rádio Vaticano, Rafael Belincanta
“Como gostaria que nós, como cristãos, fôssemos capazes de permanecer ao lado dos doentes à maneira de Jesus, com o silêncio, com uma carícia, com a oração” – disse o Papa no Hospital Pediátrico Prokocim, em Cracóvia, onde denunciou a cultura do descarte que polui as sociedades e de que são vítimas precisamente as pessoas mais fracas, mais frágeis, "uma crueldade" – frisou Francisco. É pelo contrário bom - afirmou – a atenção, o acolhimento, o trato que se dá neste Hospital aos mais pequeninos. Hospital que o Papa visitou na tarde desta sexta-feira, pois que - disse - não podia vir a Cracóvia e não saudar os pequeninos pacientes deste Hospital.
Com palavras cheias de amabilidade e ternura, o Papa lamentou não poder parar um pouco com cada uma das crianças, abraçá-las uma a uma, “ouvir nem que fosse só por um momento cada uma de vós e juntos, guardar silêncio perante certas perguntas para as quais não há resposta imediata. E rezar".
Francisco recordou depois que o Evangelho nos mostra várias vezes Jesus que encontra os doentes e como uma mãe perante o filho doente, fixa-os com compaixão. É este o modelo que o Papa propõe aos cristãos. E foi isto que viu no Hospital Pediátrico de Prokocim. Agradeceu, por ser isto, a seu ver, um sinal de amor, sinal duma verdadeira civilização humana e cristã: “colocar no centro da atenção social e política as pessoas mais desfavorecidas”. Infelizmente – prosseguiu, por vezes as famílias vêem-se sozinhas a cuidar dos mais frágeis. Que fazer? – perguntou-se, lançando desse lugar de amor concreto o convite a multiplicar “as obras da cultura do acolhimento, obras animadas pelo amor cristão, amor a Jesus crucificado, à carne de Cristo”.
“Servir com amor e ternura as pessoas que precisam de ajuda, faz-nos crescer, a todos, em humanidade; e abre-nos a passagem para a vida eterna: quem cumpre obras de misericórdia não tem medo da morte” .
E concluiu encorajando e pedindo bênçãos e ajuda de Deus para quantos fizeram do convite evangélico a “visitar os doentes”, uma opção pessoal de vida: médicos, enfermeiros, todos os profissionais da saúde, assim como os capelães e os voluntários, sem esquecer as religiosas, quantas religiosas dedicam as suas vidas aos doentes” tanto nesse hospital como em qualquer outra parte do mundo. "E que Ele vos recompense, dando-vos a serenidade interior e um coração sempre capaz de ternura" - rematou.
Á sua chegada o Papa foi acolhido, no Átrio do Hospital, pela Primeira Ministra, Srª Beata Szydlo e pelo Director do Hospital. Ali estavam também reunidas 50 crianças doentes. Depois de dirigir a palavra aos Presentes, agradecendo à Primeira Ministra pelo acolhimento, deteve-se alguns momentos, acariciando as crianças e, seguidamente, visitou de forma privada algumas repartições do hospital acompanhado pelo director e alguns pais de pequenitos hospitalizados. A terminar a visita o Papa deteve-se em oração silenciosa perante o Sacrário na Capela, onde foi acolhido pelo capelão.
O Hospital Universitário de Prokocim é o maior hospital pediátrica do sul da Polónia. Atende anualmente cerca de 30 mil crianças em regime de internamento e umas 200 mil em ambulatórios. A sua construção iniciou sob os auspícios da diáspora polaca nos Estados Unidos, enquanto que o seu ulterior funcionamento foi apoiado pelo Governo daquele país americano. Nos seus cinco decénios de vida, o Hospital já curou mais de 900 mil pacientes e esteve na vanguarda, por exemplo, nas operações de separação de gémeos siameses, no tratamento de queimaduras e de deficiências cardíacas em crianças.
O Hospital foi visitado a 13 de agosto de 1991 pelo Papa João Paulo II, algumas relíquias dos quais estão conservadas na Capela, onde, para além da Missa quotidiana para as crianças e seus parentes, pessoal do hospital e estudantes, há também a adoração eucarística permanente. A capelania e os cuidados pastorais estão confiados aos padres dehonianos e é desde 1995 que o capelão é o P. Lucjan, galardoado em 2010 com “A Ordem do Sorriso” e com o título de “Samaritano da Misericórdia” pela sua actividade com as crianças. Ele é ajudado desde 2003 pela irmã Bozena Leszczynska.
Usou o dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes
O santo deste dia nasceu em Ímola, na Itália, no ano de 380 e aproveitou sua vida, gastando-se totalmente pelo Evangelho, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Doutor da Igreja (isto se deu em 1729, pelo Papa Bento XIII).
São Pedro Crisólogo tinha este nome por ter se destacado principalmente pelo dom da pregação – Crisólogo significa ‘O homem da palavra de ouro’ (este cognome lhe foi dado a partir do séc IX).
Diante da morte do bispo de Ravena, o escolhido para substituí-lo foi Pedro, que neste tempo vivia num convento, aonde queria oferecer-se como vítima no silêncio; mas os planos do Senhor fizeram dele bispo.
Pastor prudente e zeloso da Igreja usou do dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes na vivência da própria fé.
São Pedro Crisólogo, com o seu testemunho de santidade, conhecimento das ciências teológicas e dom de comunicação venceu a heresia do Monofisismo, a qual afirmava Jesus ter apenas uma só natureza, e não a misteriosa união da natureza divina e humana como o próprio nos revelou.
Um homem que tinha o pecado no coração, porém, Pedro lutou com as armas da oração, jejum e mortificações para assim desfrutar e transmitir pela Palavra o tesouro da graça, isto até entrar na Glória Celeste em 450.
Naqueles dias, 11os sacerdotes e profetas dirigiram-se aos chefes e a todo o povo, dizendo: “Este homem foi julgado réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com vossos ouvidos”.
12Disse Jeremias aos dignitários e a todo o povo: “O Senhor incumbiu-me de profetizar para esta casa e para esta cidade através de todas as palavras que ouvistes. 13Agora, portanto, tratai de emendar a vossa vida e as obras, ouvi a voz do Senhor, vosso Deus, que ele voltará atrás da decisão que tomou contra vós. 14Eu estou aqui, em vossas mãos, fazei de mim o que vos parecer conveniente e justo, 15mas ficai sabendo que, se me derdes a morte, tereis derramado sangue inocente contra vós mesmos e contra esta cidade e seus habitantes, pois em verdade o Senhor enviou-me a vós para falar tudo isso a vossos ouvidos”.
16Os chefes e o povo em geral disseram aos sacerdotes e profetas: “Este homem não merece ser condenado à morte; ele falou-nos em nome do Senhor, nosso Deus”. 24Jeremias passou a ter proteção de Aicam, filho de Safã, para não cair nas mãos do povo e evitar ser morto.
— Retirai-me deste lodo, pois me afundo! Libertai-me, ó Senhor, dos que me odeiam, e salvai-me destas águas tão profundas! Que as águas turbulentas não me arrastem, não me devorem violentos turbilhões, nem a cova feche a boca sobre mim!
— Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria!
— Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.
Precisamos nos cuidar, colocar a nossa barba de molho e pedir a Deus, todos os dias, a graça de não perdermos a cabeça
“Instigada pela mãe, ela disse: ‘Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista’” (Mateus 14, 8).Herodes foi o homem que perdeu a cabeça. Além de ser um tetrarca, aquele que governava parte da Judeia era um homem com más inclinações. Ele perdeu a cabeça quando se deixou levar pelo adultério, pela cobiça, pela vida dupla e a mentira. Ele foi capaz de roubar a mulher de seu irmão.
Sabe, meus irmãos, não é o momento nem se deve, aqui, olhar para Herodes que já faleceu e, simplesmente, jogar-lhe pedras ou jogarmos pedras nos ‘Herodes’ de hoje.
Precisamos nos cuidar, colocar a nossa barba de molho e pedirmos, todos os dias, a Deus a graça de não perdermos a cabeça! Quando o pecado entra no coração de uma pessoa, ele vai para a cabeça e logo se perde. A cabeça perde os valores mais essenciais que aprendeu, que ensinou durante tanto tempo.
O pecado ilude, engana, seduz e a pessoa não perde somente a cabeça, mas o coração, a direção, os valores, e faz o errado como se fosse o certo. Existem tantas justificativas para dar ao pecado, o fato é que existem muitos ‘Herodes’ no meio de nós. Não pela maldade, perdoe-me a comparação, mas pelas cabeças perdidas, pelas cabeças entorpecidas pelo mal. Esse Herodes está dentro de nós quando não cuidamos em ter juízo, quando não disciplinamos os nossos sentimentos, afetos e nossa própria razão.
O mundo tem suas belezas, porque Deus o criou assim, mas se tornou um mar de sedução e ilusão.
Quantos pais abandonam suas famílias! Não entro aqui no jugo de um casamento que passa por dificuldades e assim por diante, mas preciso falar como João Batista falou, por isso cortaram sua cabeça, porque ele disse a verdade. Existem muitos homens e mulheres que se deixam levar pelos encantos sedutores e se vão. Sei que há casamentos que se rompem, há enlaces matrimoniais que já se perderam. Eu não posso dizer que o correto é estar com alguém, ter alguém ao seu lado e começar logo uma relação com outra pessoa. De forma nenhuma, isso é justo e correto, não podemos andar com a cabeça perdida, porque realmente outras coisas se perderão.
Resolva a sua vida, resolva-se diante de Deus, mas seja honesto, correto com quem você vive. Por mais que as coisas não estejam bem, isso não lhe dá o direito de procurar outra pessoa para resolver suas situações. Resolvemo-nos primeiro diante de quem nos comprometemos, diante de Deus e da verdade! O que não podemos é perder nossa cabeça!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.
4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse.
8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.