quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Pe. Zezinho: “Dedo em riste contra nós? Nunca! Contra os outros? Todos os dias”

Pe Zezinho incêndio Amazônia

“Fazemos oposição cerrada contra os outros, mas os outros não podem fazer oposição a nós. Isto tem nome: hipocrisia”

Via rede social, o pe. Zezinho publicou um enfático texto sobre aqueles que, como Jesus descreveu, querem tirar o cisco do olho do próximo enquanto mantêm uma trave nos próprios olhos.

HIPÓCRITAS, SEPULCROS CAIADOS!

1 – A Sagrada Escritura mostra Jesus chamando os fariseus de dois nomes bem pesados. E eles bem que mereceram, pelo que faziam contra Ele e contra o povo. Faziam oposição cerrada! Eram intolerantes ao extremo! Mas era só um grupinho político radical. Como hoje em dia!!! Outros fariseus eram gente boa! São Paulo diz que os seguia. E havia bons mestres que pregavam tolerância!
2 – Decididamente ninguém de nós gosta que apontem o dedo acusatório contra nós, nossos partidos, nossos candidatos, nossos políticos de estimação, nossa Igreja, nossos pregadores, nosso time, nossos jornalistas, nossos ídolos e nossa empresa de comunicação.
3 – Só que também não temos nenhum escrúpulo de apontar o nosso dedo contra os ídolos, jornalistas, empresas, igrejas, movimentos, grupos ideológicos, partidos e candidatos DO OUTRO… Afinal são dos outros… Podemos sujar sua reputação à vontade…
4 – Vemos isto diariamente na internet, na TV, nas redes sociais e até nos púlpitos. Dedo em riste contra nós? Nunca! Dedos em riste contra os outros: todos os dias de manhã até à madrugada!… Fazemos oposição cerrada na internet contra os outros, mas os outros não podem fazer oposição contra nós… Isto tem um substantivo: HIPOCRISIA! Só o lado deles tem bandidos e ladrões. Os nossos são todos inocentes…
5 – Quando Jesus, que dizia o que pensava, chamou os fariseus de HIPÓCRITAS porque atavam pesados fardos no povo, enquanto eles puxavam as benesses para o seu partidão, achamos que Jesus foi duro demais. Afinal, Jesus não era bonzinho?
6 – Alguns ficam escandalizados ao ler que o meigo Jesus descreveu o partido dos fariseus como SEPULCROS CAIADOS, isto é, aparentemente limpinhos e branquinhos por fora, mas cheios de podridão por dentro.
7 – A política e a religiosidade era isto naquele tempo e continua sendo hoje. Jogam lama nos outros, mas escondem as sujeiras do seu grupo!
8 – Nem todos os partidos, juízes, igrejas, jornalistas, padres, pastores, comunicadores, artistas, famosos e famosas merecem maus adjetivos. Há gente boa e honesta em toda parte. Não fingem. São corretos. Merecem respeito como pessoas, religiosos, não crentes, mas são boas pessoas e bons profissionais.
9 – Mas está claro que há ovos, bananas, figos e maçãs podres nas cestas e balaios do Brasil. E alguns fazem questão de ser maus. Por escrito, todos os dias, desejam o mal para o adversário ou inimigo! Suas postagens são declaradamente cruéis. Mas insistem nas suas postagens que os sepulcros caiados são os outros!!!
Os fariseus também acharam que Jesus pegou pesado com eles. Posavam de bonzinhos e modelos de crentes em Javé. Mas, meses depois, provaram o que realmente eram: gente violenta em palavras e atos. Mandavam matar quem os atrapalhava. Foram eles que levaram Jesus à cruz, como se Jesus fosse um pregador terrorista, ladrão e desqualificado.
Os fariseus pagaram para ver e viram. Por causa deles a palavra “fariseu” tornou-se palavra odiosa. Com isto prejudicaram os bons fariseus daquele tempo, porque nem todos os fariseus eram gente falsa! E nem todos os conservadores ou renovadores são gente má!
Naquele tempo era assim. E hoje também! E usam a internet para jogar lama nos outros.
Fonte: Aleteia 

Peregrinos voltam a se encontrar com o Papa no Vaticano


Na primeira Audiência Pública com a presença de fiéis desde o início da pandemia, o Papa falou sobre solidariedade e convocou um dia de oração pelo Líbano

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

A alegria do reencontro estava estampada no rosto do Papa Francisco e dos peregrinos que, pela primeira vez depois de seis meses, puderam participar de uma Audiência Pública com o Pontífice.
A audiência desta quarta-feira, 2 de setembro, aconteceu no Pátio São Dâmaso, dentro do Palácio Apostólico, e não na Praça São Pedro, como de costume. O motivo é simples: no local é possível controlar a entrada das pessoas e, assim, evitar aglomerações. É no Pátio São Dâmaso que são recebidos presidentes de governo, primeiros-ministros, embaixadores e bispos. É também o lugar onde acontece a cerimônia de posse dos novos recrutas da Guarda Suíça.
O Papa Francisco chegou ao local de carro fechado. Ao descer do veículo, logo abriu seu tradicional sorriso e se aproximou do público que o aguardava. O Santo Padre foi muito aplaudido pelas quinhentas pessoas que puderam participar do encontro. Todas tiveram que usar máscaras e seguir as normas de prevenção ao novo coronavírus (veja a galeria de fotos no fim deste texto).
No início do seu discurso, o Papa saudou os peregrinos: “Depois de tantos meses, retomamos nosso encontro face a face, e não ‘tela a tela’, mas face a face”.
Na catequese, Francisco foi enfático ao abordar a solidariedade como ponto crucial para a superação da crise provocada pela pandemia: 
“A atual pandemia pôs em evidência a nossa interdependência: estamos todos ligados uns aos outros, tanto no mal como no bem. Por conseguinte, para sairmos melhores desta crise, devemos fazê-lo juntos, juntos, não sozinhos. Sozinhos porque não se consegue. Ou se faz juntos ou não se faz. Devemos fazê-lo juntos, todos nós, em solidariedade. Gostaria de sublinhar esta palavra, solidariedade”.
O Santo Padre também explicou o que quer dizer com “solidariedade”:
“A palavra solidariedade significa muito mais do que alguns atos esporádicos de generosidade, é muito mais, supõe a criação de uma nova mentalidade que pense em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. Isso significa solidariedade. Não é só questão de ajudar os outros, isso é muito bom fazer, mas é mais. Trata-se de justiça”.
O Pontífice também falou sobre a força do Espírito Santo, que inspira o combate ao individualismo:
“Uma diversidade solidária possui os “anticorpos” para que a singularidade de cada um – que é um dom, único e irrepetível – não adoeça com o individualismo, com o egoísmo. A diversidade solidária também possui os anticorpos para curar estruturas e processos sociais que se degeneraram em sistemas de injustiça, em sistemas de opressão. Portanto, a solidariedade hoje é o caminho a percorrer em direção a um mundo pós-pandemia, para a cura de nossas doenças interpessoais e sociais. Não há outro. Ou seguimos em frente pelo caminho da solidariedade ou as coisas irão piorar. Quero repetir: de uma crise não sai como antes. A pandemia é uma crise. De uma crise, sai-se melhor ou pior. Temos que escolher. E a solidariedade é precisamente o caminho para sair melhores da crise, não com mudanças superficiais, com uma pintura por cima e tudo está bem. Não. Melhores!”

Líbano

No final da audiência, Francisco destinou um longo tempo para falar sobre o Líbano. A crise sócio-econômica e política do país foi agravada recentemente por um explosão no porto da capital, Beirute, que deixou centenas de vítimas. Disse o Pontífice:
“Diante das repetidas tragédias que cada um dos habitantes desta terra conhece, tomemos consciência do extremo perigo que ameaça a própria existência do país. O Líbano não pode ser abandonado em sua solidão.”
O Papa também convocou para esta sexta-feira, 4 de setembro, um dia mundial de oração e jejum pelo Líbano:
“Tenho a intenção de enviar o meu representante ao Líbano naquele dia para acompanhar a população. Nesse dia, o secretário de Estado irá em meu nome. E ele irá, para expressar minha proximidade e solidariedade. Ofereçamos nossas orações por todo o Líbano e por Beirute. Estamos próximos também com o compromisso concreto da caridade, como em outras ocasiões semelhantes. Convido também os irmãos e irmãs de outras confissões e tradições religiosas a se unirem a esta iniciativa nas modalidades que considerarem mais adequada, mas todos juntos.”
Ao lado de um sacerdote libanês que segurava a bandeira do país, o Papa finalizou a audiência pedindo uma oração silenciosa pelo Líbano.
Fonte: Aleteia 

Setembro é o mês da Bíblia. Como se preparar


Mês da Bíblia
Este ano, 2020, a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia fundamentando-se no livro do Deuteronômio, com o lema “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11). Orientações pastorais para o Mês da Bíblia no contexto da pandemia
Vatican News
O presidente do regional Centro Oeste da CNBB, Dom Waldemar Passini, bispo de Luziânia (GO), falou das orientações pastorais para realização do Mês da Bíblia este ano em decorrência da pandemia da Covid-19. O Bispo afirmou que são necessárias adaptações. “Esse ano - disse -  diante desta realidade, imagino que o lugar da oração e reflexão da família já conquistou espaço. Para o Mês da Bíblia a prioridade deve ser à Palavra de Deus”.
A sugestão da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB é que a oração, a reflexão e os estudos sejam feitos em família sobre o Livro do Deuteronômio, tendo o cuidado de adaptar a reflexão às diferentes idades. O material também, como sugestão da Comissão da CNBB, poderá ser estudado em grupos de convivência que tenham uma espiritualidade bíblica (amigos, colegas de trabalho, círculos bíblicos, entre outros). Uma outra sugestão é fazer encontros à distância pelas plataformas que permitem reuniões online. Encontros, como este, sugeriu dom Waldemar, podem ser organizados pelas comunidades e paróquias.
Como método, dom Waldemar deu duas orientações: a) se ater à leitura contínua do texto proposto, o que ajuda a entender o contexto no qual está inserida a história e a oração com o mesmo. Uma opção, aponta, é fazer a leitura orante com os textos bíblicos sugeridos. Momentos importantes, reforçou dom Waldemar, são as celebrações da Palavra e as homilias, onde os ministros leigos e ordenados poderão aprofundar a Palavra de Deus.

Deuteronômio: o livro de estudo em 2020

Segundo o bispo, trata-se de um livro de grande importância, citado várias vezes no Novo Testamento. “Nós precisamos, como sempre para o Antigo Testamento, termos a referência da leitura cristã. Lemos o Antigo Testamento como Palavra de Deus para nós, mas temos na mente e no coração o Evangelho de Jesus Cristo e a teologia do Novo Testamento para nós como um todo. Assim vamos ao livro de Deuteronômio e vamos encontrá-lo tal como ele se apresenta”, disse.
O bispo de Luziânia disse que trata-se de um texto de grande importância teológica porque coloca em seu centro a Lei de Deus. Lei como núcleo primeiro dado a Moisés e que depois de muito tempo continua falando a seu povo, estimulando o culto a Deus, mais tarde reconhecido como único e promove relações de fraternidade entre irmãos  e entre o povo de Israel.

Lema do Mês da Bíblia

A irmã Izabel Patuzzo, assessora da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, aprofundou o lema bíblico escolhido este ano: “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11).  Segundo ela, o lema remete à questão da solidariedade. A religiosa destacou que o livro fala, especialmente, do cuidado com três categorias muito importantes para a época aos olhos de Deus: o estrangeiro, o órfão e a viúva, citados 11 vezes.
“O órfão, a viúva e os estrangeiros não são do tempo em que o povo recebeu a lei no deserto e que viveu em tribos. São categorias que aparecem no tempo que já tinha se constituído o Estado. Já havia guerras e migrações forçadas. O livro lembra Israel sempre da sua origem e que Deus o escolheu quando era um povo pobre, escravo e necessitado no Egito. Em decorrência disto, após entrar na terra prometida, eles deveriam cuidar também para que não houvesse pobres entre eles”, disse. Irmã Izabel falou do dízimo e de outras práticas que foram adotadas pelo povo de Israel para não permitir que entre eles existissem empobrecidos e para que se tornasse um povo, entre o qual, a retidão, a justiça e a solidariedade acontecessem. 
(Fonte: site da CNBB)

Papa envia carta de próprio punho à família de Jefferson, coroinha que faleceu de forma trágica no dia 18 de agosto



Oriundo de uma família simples e humilde, o jovem Jefferson Teixeira Brito, de apenas 14 anos, coroinha da paróquia São Pedro, faleceu de forma trágica no dia 18 de agosto de 2020.
Diante da realidade que  causou muita dor e comoção, não só para os participantes da Paróquia São Pedro, mas para todos que tomaram conhecimento da realidade e da triste história da morte desse coroinha, o paroquiano, Kilbert Amorim Maciel, casado e que atua no Ministério de música da Paróquia São Pedro, Barra do Ceará, enviou uma carta para o Vatican News escrevendo: “Com o coração enlutado e cheio da esperança na ressurreição e justiça, peço chegar ao conhecimento do Santo Padre, o Papa Francisco, essa terrível notícia de minha paróquia, pedindo sua bênção e oração, com uma palavra de carinho para sua avó que ficou sem o seu neto dedicado, religioso, acólito assíduo e amado por padres e fiéis em geral. Me ajudem a aplacar o sofrimento em minha Paróquia São Pedro, na Barra do Ceará”.
Em anexo ele enviou uma noticia publicada no canal de noticia do G1 Ceará que falava sobre o ocorrido com o Jefferson.
Para a surpresa do Kilbert, e de todos, no dia 25 de agosto, o Santo Padre, Papa Francisco, respondeu a carta, escrevendo com o seu próprio punho, uma mensagem de alento e solidariedade à paróquia, mas precisamente a avó do Jefferson, dona Tereza.
Ficamos felizes com o retorno do papa, demonstrando sua solicitude com uma família tão simples e tão distante.  Contudo, não foi possível entregar a carta tão logo chegou para a dona Tereza, pois a mesma estava viajando e passando um tempo sem comunicação, na tentativa de poder absorver tudo o que havia acontecido anteriormente.
Retornou ontem, 31 de agosto, e hoje, 01 de setembro, o pároco frei João Flores, Kilbert Amorim, com mais duas pessoas da paróquia São Pedro foram ansiosos entregar a carta para a avó do Jefferson, dona Tereza.
Na carta o Papa Francisco inicia cumprimentando o Kilbert Amorim Maciel, o chamando de padre, mas salientamos aqui que ele não se apresentou como padre no email. A carta traduzida segue: “Muito me dói o que me contas sobre Jefferson Brito Teixeira. Estou perto de você e rezo por ti, pela Comunidade Paroquial de São Pedro da Barra do Ceará. Rezo pelo eterno descanso de Jefferson e também rezo pela avó que tem ficado só. E Deus tenha misericórdia dos assassinos. Por favor, não te esqueças de rezar por mim e te peço digas à avó de Jefferson que estou perto dela. Que Jesus te abençoe e a Virgem Santa te cuide. Fraternalmente, Francisco.”.
Muito emocionada, dona Tereza ficou muito feliz com a carta, e agradeceu a Deus por está ao seu lado direto e a todos pelo apoio que vem recebendo neste período tão difícil e doloroso em sua vida, mas que nada trará ele de volta.
Disse que o Jefferson falava que um dia gostaria de estar com o seu avô, que já faleceu, considerado por ele como pai, e que ela tem certeza que o Jefferson está agora perto dele, no céu.
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

Papa Francisco retoma Audiências Gerais com o público

Papa Francisco na Audiência Geral Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
Vaticano, 02 set. 20 / 09:00 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu nesta quarta-feira, pela primeira vez depois de cinco meses, a Audiência Geral com a participação dos fiéis no Vaticano.
A última Audiência Geral que o Santo Padre realizou com o público foi no dia 4 de março, devido à emergência sanitária da COVID-19, e a partir de 11 de março a catequese semanal foi realizada em privado na biblioteca do Palácio Apostólico, que era transmitida ao vivo.
A Audiência Geral do dia 2 de setembro foi realizada no pátio de São Dâmaso, dentro do Vaticano, e não na Praça de São Pedro. Os participantes usaram máscara e as cadeiras estavam colocadas a mais de um metro de distância. Estima-se que cerca de 500 pessoas participaram.
No início da Audiência Geral, o Papa Francisco destacou que “depois de tantos meses retomamos o nosso encontro direto e já não através do écran.  Direto. Isto é bom!” e em sua saudação aos fiéis de língua alemã, reconheceu que estava “muito contente de poder novamente ter um encontro pessoal cara a cara na Audiência Geral” porque, “como seres sociais, precisamos desta proximidade que é boa para a alma”.
Em sua catequese, o Papa destacou que “a atual pandemia pôs em evidência a nossa interdependência: estamos todos ligados uns aos outros, tanto no mal como no bem, temos uma origem comum em Deus; vivemos numa casa comum e temos um destino comum em Cristo".
Nesta linha, o Santo Padre disse que “esta interdependência nos ensina que somente sendo solidários poderemos sair adiante, pois de outro modo, surgem desigualdades, egoísmos, injustiças e marginalização”.
“A solidariedade é uma questão de justiça que supõe a criação de uma nova mentalidade que pense em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns”, explicou o Papa acrescentando que “para ser solidária e dar frutos, a interdependência precisa de raízes fortes no humano e na natureza criada por Deus, precisa de respeito pelos rostos e pela Terra”.
Por isso, o Santo Padre afirmou que “hoje a solidariedade é o caminho a percorrer rumo a um mundo pós-pandemia, para a cura das nossas doenças interpessoais e sociais” e reiterou que “não há outro. Ou seguimos o caminho da solidariedade ou a situação vai piorar”.
“Não se sai de uma crise da mesma forma que antes. A pandemia é uma crise. De uma crise só se sai melhores ou piores. Temos que escolher. E a solidariedade é precisamente um caminho para sairmos melhores da crise, não com mudanças superficiais, com uma pincelada, e tudo está bem. Não, melhores!”, alertou.
Nesse sentido, o Papa Francisco refletiu sobre a passagem bíblica da Torre de Babel do Livro do Gênesis que “descreve o que acontece quando procuramos alcançar o céu - a nossa meta - ignorando a ligação com o humano, com a criação e com o Criador".
“Pensemos na torre. Construímos torres e arranha-céus, mas destruímos a comunidade. Unificamos edifícios e línguas, mas mortificamos a riqueza cultural. Queremos ser senhores da Terra, mas arruinamos a biodiversidade e o equilíbrio ecológico”, alertou o Papa.
Desta forma, o Santo Padre reconheceu que “infelizmente, ainda hoje pode acontecer algo semelhante. Algumas quotas do mercado financeiro caem e as notícias aparecem em todas as agências. Milhares de pessoas morrem de fome, de miséria, e ninguém fala sobre isto”.
Por fim, o Papa recordou que "o Pentecostes está diametralmente oposto a Babel" porque "o Espírito cria unidade na diversidade, cria harmonia" e rezou para que "a criatividade do Espírito Santo nos encoraje a gerar novas formas de hospitalidade familiar, fraternidade fecunda e solidariedade universal”.
“No meio de crises e tempestades, o Senhor interpela-nos e convida-nos a despertar e a ativar esta solidariedade capaz de conferir solidez, apoio e um sentido a estas horas em que tudo parece naufragar”, concluiu.
Fonte: Acidigital

Santo do Dia : Santa Doroteia

Nascida em Cesareia da Capadócia no Século III, Santa Doroteia teve seus pais martirizados. Em sua liberdade e formação herdada principalmente dos pais, Doroteia escolheu viver sua juventude na castidade perfeita (virgindade consagrada), em jejum e com muita oração, atraindo desta maneira a afeição daqueles que eram testemunhas de sua humildade, doçura e prudência.
Doroteia foi uma das primeiras vítimas do governador Fabrício, que recebeu ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Após um interrogatório, que não a fez renunciar a Jesus, ela continuava cheia de alegria e dizia: “Tenho pressa de chegar junto de Jesus, meu Senhor, que chamou para si os meus pais”.
Teófilo, um advogado, em tom de brincadeira, disse para Doroteia que enviasse do jardim de seu esposo frutos ou rosas, e Doroteia, levando a sério, disse que se ele acreditasse em Deus ela faria o que ele havia pedido.
Aconteceu que antes de ela morrer, pediu uns instantes para rezar, chamou um menino de seis anos e entregou-lhe o lenço com o qual havia enxugado o rosto, a fim de que chegasse ao advogado Teófilo.
O menino entregou o lenço, justamente na hora em que Doroteia foi decapitada (no ano de 304), e Teófilo entendeu a mensagem de Cristo; de perseguidor dos cristãos, converteu-se pelo testemunho e intercessão da santa mártir aceitando livremente morrer decapitado por causa do nome de Jesus.
Santa Doroteia, rogai por nós!

Liturgia Diária : 22ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira

Primeira Leitura (1Cor 3,1-9)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive de vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais?
4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, que é Apolo? Que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus.
8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo Responsorial (Sl 32)

— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!
— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens.
— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa.
— No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança.
Evangelho de hoje (Lc 4,38-44) - Egídio Serpa | Egídio Serpa - Diário do  Nordeste

Evangelho (Lc 4,38-44)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. 
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Compreendendo e Refletindo

De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus’. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias” (Lucas 4,41).
Jesus cuida do Seu povo, assim como cuidou da febre que tomava conta da sogra de Pedro, assim como Ele cuidou de todas as pessoas que eram levadas a Ele, atingidas por diversas doenças, enfermidades, males e espíritos malignos. A mão de Jesus tocava em todos; ainda que não fosse fisicamente, Sua presença amorosa era para com todos. A Palavra d’Ele agia com poder para libertar as pessoas do poder do mal.
Aquilo que chamamos de “opressão espiritual”, quantas vezes está também recaindo sobre nós. A cabeça está cheia de tormentos, inquietações e preocupações, a cabeça está cheia de coisas mal resolvidas e estão dentro de nós nos agitando de todas as formas.
A presença de Jesus é para nos acalmar e purificar, a presença amorosa do Senhor é para nos libertar. Assim como levavam as pessoas para colocá-las próximas a Jesus, precisamos estar próximos d’Ele para que a Sua presença nos toque, liberte e restaure.
Coloque suas dores, enfermidades, inquietações e preocupações aos pés de Jesus. Não entregue a cabeça aos tormentos, às inquietações; não entregue o coração às provações dos sentimentos, afetos, das coisas todas que, dentro de nós, não estão resolvidas. Entreguemo-nos ao poder de Jesus.

Precisamos estar próximos de Jesus para que a Sua presença nos toque, liberte e restaure

Assim como Jesus ameaçou os espíritos malignos e não permitiu que eles falassem, Jesus não quer que os espíritos malignos estejam falando, gritando e agindo em nós. Pelo contrário, Ele quer expulsá-los da nossa vida.
Então, se Jesus quer e veio para expulsar, permitamos que Ele expulse, permitamos que Ele mande para longe de nós esses espíritos perversos e terríveis, que estão nos atormentando, tirando a nossa paz interior e estão nos inquietando a cada dia. Permitamos que a Palavra poderosa de Jesus esteja agindo em nossa vida.
Convido você a acalmar o coração, a colocar-se na presença amorosa do Senhor em oração e clame por Jesus: “Misericórdia de mim, Senhor, e me liberte de todos os espíritos malignos e enganadores, que estão criando tormento na minha alma e tirando a paz do meu coração”.
Que Deus lhe conceda saúde e paz a cada dia da sua vida!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo- Canção Nova