terça-feira, 31 de julho de 2018

9 dados sobre a vida de Santo Inácio de Loyola que você deve conhecer

Santo Inácio de Loyola / Crédito: Domínio público
REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jul. 18 / 10:00 am (ACI).- Neste dia em que se celebra a festa de Santo Inácio de Loyola, este artigo apresenta alguns dados que marcaram a vida de um dos santos mais famosos da Igreja, fundador da Companhia de Jesus e criador dos exercícios espirituais.
A seguir, alguns dados que todo católico deve saber sobre a vida deste santo:
1. Foi um nobre
Iñigo de Loyola (não adotaria o nome “Inácio” até depois de seus estudos em Paris) vinha de uma família nobre e antiga do País Basco.
Dessa família, um cronista escreveria mais tarde: “Os Loyola foram uma das famílias mais desastrosas que nosso país teve que suportar, uma dessas famílias bascas que portava um escudo de armas sobre sua porta principal, para justificar melhor os erros que eram o tecido e o padrão de sua vida”.
2. Foi libertino
A situação sociopolítica no País Basco feudal do século XVI, na parte mais ocidental dos Pirineus, era extremamente violenta. Como alguns nobres da época, Inácio era conflitivo, violento e vivia uma sexualidade irresponsável.
O soldado espanhol convertido em místico pode ser o único santo com antecedentes policiais de brigas noturnas (obviamente antes de sua conversão).
3. Quase morreu em batalha
Em 1519, aos 28 anos, Inácio exigiu que seu pequeno grupo de soldados lutasse contra uma força invencível de 12 mil tropas francesas em Pamplona, Espanha. Seu valor (ou obstinação) lhe rendeu uma bala de canhão nas pernas, que destroçou uma afetou gravemente a outra.
Os valores de cavaleiro que possuía eram tão elevados que resultaram em um longo período de convalescência na casa familiar Loyola. Este período mudou sua vida, e o mundo, para sempre.
4. Converteu-se ao catolicismo lendo livros espirituais
Enquanto convalescência, leu textos sobre a vida de Cristo e dos santos e decidiu imitá-los. Uma noite, apareceu-lhe a Virgem Maria com seu Filho e, desde então, colocou-se a servir ao Rei dos céus.
Um dado curioso é que antes da invenção de marcadores, copiou passagens da vida de Cristo e dos santos: as palavras de Jesus foram inscritas em vermelho e as de sua Santíssima Mãe em azul.
5. Sua congregação ia se chamar a “Companha de Maria”
Depois de sua conversão, a Virgem apareceu a ele em até trinta ocasiões. Foram tantas que Inácio quis chamar sua nova ordem originalmente “A Companhia de Maria”.
Logo que terminou sua convalescência, foi em peregrinação ao famoso santuário da Virgem de Montserrat, onde adotou o sério propósito de dedicar-se a fazer penitência por seus pecados. Mudou suas luxuosas vestes pelos de um mendigo, consagrou-se à Virgem Santíssima e fez confissão geral de toda sua vida.
6. Tornou-se um mendigo
Inácio pensou muito sobre os “espíritos” em sua vida: os espíritos que conduzem a Deus e os espíritos nascidos do diabo. Isso o estimulou a viver de uma maneira que os historiadores chamaram seu período de peregrinação.
Durante este tempo, estava decidido a renunciar aos prazeres mundanos. Vestiu-se com um pano de saco e colocou um sapato com sola de corda.
7. Quis converter muçulmanos
Logo depois de completar os exercícios espirituais, Inácio declarou: “Deus quer que converta os muçulmanos!”. Foi até a Terra Santa em 1523, onde pregava nas ruas energicamente e evangelizava a todos os que podia.
Apesar do entusiasmo, só ficou um ano, porque a presença dos maometanos o enfurecia. Regressou para a Espanha e estudou latim, lógica, física e teologia. Também evangelizava as crianças e organizava encontros.
8. Seus companheiros foram chamados “Diabos”
Os primeiros companheiros que teve na Companhia de Jesus, fundada em 1540, foram descritos como os Sete Diabos Espanhóis, não nesse momento, mas no século XIX por um historiador inglês.
Os companheiros (na verdade eram seis e nem todos eram espanhóis) tinha se encontrado com Inácio durante seus estudos em Paris e se reuniram em Roma para tornar-se o núcleo da futura Companhia. Em menos de um século, Inácio de Francisco Xavier seriam canonizados.
9. Quando morreu, já havia milhares de jesuítas
Inácio viveu seus últimos anos em um pequeno quarto de Roma. Dali, governou a Companhia de Jesus e foi testemunho de seu crescimento: de apenas 6 jesuítas em 1541, passaram a 10 mil em 1556, ano de seu falecimento.
Os jesuítas se espalharam por toda Europa, Índia e Brasil durante esses anos.
Fonte: Acidigital

Jesus está atento a todas as nossas necessidades, ressalta Papa Francisco no Ângelus


Roma, 29 Jul. 18 / 07:52 am (ACI).- A passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes é um convite relembrar que Jesus, assim como vimos no Evangelho do domingo passado, não se faz cego a nenhuma das nossas necessidades. Na sua alocução antes da oração do ângelus deste domingo, ao comentar o evangelho dominical, o Papa Francisco ressaltou como o Apóstolo João mostra Jesus atento às necessidades primárias das pessoas, como a necessidade do alimento, assim como ao profundo desejo de ouvir a Palavra da salvação que ele traz.
O Santo Padre ressaltou a figura do menino que oferece o pouco alimento que tinha para Jesus. “O menino que traz os pães e o peixe é corajoso e ele também tem compaixão, os jovens são assim, e nós devemos ajudá-los”, disse o Papa em seu discurso.
"O episódio - explica Francisco - deriva de um fato concreto: as pessoas estão com fome e Jesus pede participação dos seus discípulos para que essa fome seja satisfeita. Para as multidões, Jesus não se limitou a dar pão - ele ofereceu também a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação e finalmente a sua vida - mas ele certamente fez isto também: ele cuidou da comida para o corpo".
"Nós, seus discípulos - acrescenta o pontífice - não podemos fingir nada. Somente ouvindo as demandas mais simples das pessoas e permanecendo ao lado delas em suas situações existenciais concretas, podemos ser ouvidos quando falamos de valores mais elevados ".
Hoje assim como naquela ocasião - sublinha o Papa Francisco - "o amor de Deus pela humanidade, faminta de pão, liberdade, justiça, paz e acima de tudo a sua graça divina, jamais diminui. Jesus continua hoje a alimentar, a tornar-se uma presença viva e consoladora, e ele faz isso através de nós. O Evangelho nos convida a ser disponíveis e laboriosos, como o menino dos 5 pães e 2 peixes”,
“Diante do grito de todo tipo de fome por tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores desinteressados ​​e pacíficos. O anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer um generoso compromisso de solidariedade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos. Essa ação de proximidade e de caridade é a melhor verificação da qualidade de nossa fé", sublinhou.
Jesus não joga fora o pão com o qual saciou a multidão, recordou o Pontífice, e convidou a "que cada um de nós reflita quanta comida em casa é jogada fora”. O Santo Padre sugeriu aos presentes que falassem com seus avós que viveram o pós-guerra e exortou: “não jogue fora a refeição que pode ser doada, nunca! É uma sugestão e também um exame de consciência!". E pediu que no mundo de hoje prevaleçam "os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade, e não aqueles de ódio, armamentos e guerra".
No final do Ângelus, o Papa recordou que amanhã é o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas. "Esse flagelo - mais uma vez denunciou Francisco - escraviza muitos homens, mulheres e crianças com o objetivo de exploração trabalhista e sexual, do comércio de órgãos, da mendicância e da delinquência forçada, mesmo aqui em Roma! As rotas de migração também costumam ser usadas por traficantes e exploradores para recrutar novas vítimas de tráfico. É da responsabilidade de todos denunciar injustiças e se opor firmemente a este crime vergonhoso ".
O Santo Padre concluiu seu encontro com os peregrinos pedindo que não esqueçam a coragem daquele rapaz que levou a Jesus tudo que tinha para que ele fizesse o milagre e concluiu a audiência geral concedendo a todos a sua bênção apostólica.  

Fonte: Acidigital

Santo do Dia: Santo Inácio de Loyola, reconhecido tendo a alma maior que o mundo

A única ambição de santo Inácio tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus

Neste dia, celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.
Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos fez isso, pois eu tenho também de o fazer”.
Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.
A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.
Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.
Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

“É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou” – O Pequeno Príncipe

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles foi infiel.
É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Espero que na tua caminhada não cometa essas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço.
Trecho do livro “O Pequeno Príncipe”…

Liturgia Diária: 17ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira

Primeira Leitura (Jr 14,17-22)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.
17“Derramem lágrimas meus olhos, noite e dia, sem parar, porque um grande desastre feriu a cidade, a jovem filha de meu povo, um golpe terrível e violento.
18Se eu sair ao campo, vejo cadáveres abatidos à espada; se entrar na cidade, deparo com gente consumida de fome; até os profetas e sacerdotes andam à toa pelo país”. 19Acaso terás rejeitado Judá inteiramente, ou te desgostaste deveras de Sião? Por que, então, nos feriste tanto, que não há meio de nos curarmos? Esperávamos a paz, e não veio a felicidade; contávamos com o tempo de cura, e não nos restou senão consternação. 20Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade, os pecados de nossos pais, porque todos pecamos contra ti. 21Mas, por teu nome, não nos faças sofrer a vergonha suprema de levar a desonra ao trono de tua glória; lembra-te, não quebres a tua aliança conosco. 22Acaso existem entre os ídolos dos povos os que podem fazer chover? Acaso podem os céus mandar-nos as águas? Não és tu o Senhor, nosso Deus, que estamos esperando? Tu realizas todas essas coisas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje : Responsório (Sl 78)


— Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
— Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo.
— Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
— Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer! Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos.

Compreendendo e Refletindo o Evangelho

Não há lugar, no Reino de Deus, para quem não se converte de qualquer maldade, erro ou pecado

“O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal”(Mateus 13,41).
Na explicação que Jesus nos dá sobre a parábola do joio e do trigo, Ele faz uma distinção muito clara, explicando quem é o maligno, quem é o joio e quem é o trigo. Chama-me à atenção que a colheita final é no fim dos tempos, no fim do mundo, no julgamento final, quando Deus vai enviar os seus anjos.
Os anjos são mensageiros, estão a serviço do Reino de Deus, e eles separarão os homens uns dos outros. Qual é o critério de separação? O critério é muito claro: no Reino de Deus não tem lugar para aqueles que fazem os outros pecarem e praticam o mal.
Praticar o mal e permitir maldades é tudo aquilo que se opõe ao bem e à bondade, é permitir que as atitudes maldosas sejam praticadas. Não podemos nos deter apenas às grandes maldades conhecidas, divulgadas e espalhadas por aí. Há muitas maldades, sejam elas pequenas, mas que acontecem entre nós. O nosso egoísmo, o nosso individualismo são uma maldade. Não se importar com o outro nem com sofrimento dele é uma maldade. Pensar só em si, nas suas coisas é uma maldade, e há várias espécies e categorias de maldades.
O problema é que olhamos pelo espelho do retrovisor e só enxergamos a maldade do outro. Quando olhamos o espelho pela frente, que é o espelho da vida e da graça, conhecemo-nos por dentro e vemos as rugas que estão escondidas, mas as maldades estão nos nossos pensamentos e sentimentos precisam vir para fora para serem purificadas.
Não adianta esconder as nossas maldades e apontar apenas a maldade dos outros, porque os anjos virão para recolher quem não se converteu da maldade, o joio que ficou joio e não se transformou em trigo. Os anjos virão para tirar do Reino os que praticam o mal e ainda ensinam os outros a pecar, porque, além de pecar, ainda colocam outros para fazer o que é errado.
Eu vejo muitas pessoas ensinando a fazer falcatruas, a praticar o que é incorreto, a envolver outros. A pessoa, além de fazer o que é errado, ainda ensina outros a fazer. Não há lugar no Reino de Deus para quem não se converte de qualquer maldade, erro ou pecado, sobretudo do mal de ensinar os outros a fazerem o que é errado.
Deus nos quer trigo, e somente o trigo tem lugar no Reino dos Céus, se convertido, mudado e transformado.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo: Canção Nova