quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Reabrem a igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém


JERUSALÉM, 27 Fev. 18 / 05:45 pm (ACI).- Os líderes cristãos que compartilham a administração da igreja do Santo Sepulcro anunciaram há pouco, este 27 de fevereiro sua reabertura, depois de dois dias de fechamento em protesto pelos “impostos escandalosos” da prefeitura de Jerusalém e do governo.
Católicos, cristãos ortodoxos e armênios compartilham a administração da igreja do Santo Sepulcro, entre outros lugares de culto na Terra Santa, em virtude do acordo conhecido como “Status Quo”.
Em um comunicado conjunto, os líderes cristãos deram “graças a Deus pelo comunicado publicado hoje cedo pelo Primeiro-ministro (Benjamin) Netanyahu e oferecemos nossa gratidão a todos aqueles que trabalharam incansavelmente para sustentar a presença cristã em Jerusalém e defender o Status Quo”.
O comunicado foi assinado pelo Custódio de Terra Santa, Pe. Francesco Patton; o Patriarca de Jerusalém, Theophilos III; e o Patriarca Armênio de Jerusalém, Nourhan Manougian.
Com efeito, o Primeiro-ministro do Israel anunciou este 27 de fevereiro que junto ao Prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, “acordamos estabelecer uma equipe profissional encabeçada pelo Ministro (Tzachi) Hanegbi, com a participação de todas as partes importantes, para formular uma solução do tema dos impostos municipais sobre as propriedades das igrejas que não são casas de adoração”.
Uma política da prefeitura de Jerusalém, que busca arrecadar impostos a diversas propriedades das Igrejas cristãs na cidade, assim como um projeto de lei de expropriação, levaram os líderes católicos, ortodoxos e armênios à drástica decisão do fechamento indefinido da igreja do Santo Sepulcro, em 25 de fevereiro.
O Prefeito de Jerusalém anunciou que a cobrança será suspensa enquanto a comissão designada pelo Primeiro-ministro realiza seus trabalhos.
Os líderes cristãos indicaram que “depois da construtiva intervenção do Primeiro-ministro, as Igrejas esperam poder se relacionar com o Ministro Hanegbi, e com todos aqueles que amam Jerusalém, para assegurar que Nossa Santa Cidade, onde nossa presença cristã continua enfrentando desafios, siga sendo um lugar onde as três religiões monoteístas possam viver e prosperar juntas”.
“Seguindo estes recentes avanços nós portanto anunciamos que a igreja do Santo Sepulcro, que é o lugar da crucificação de Nosso Senhor, e também de Sua Ressurreição, será reaberta aos peregrinos amanhã, 28 de fevereiro de 2018 às 4:00 a.m.”, assinalaram.
Fonte: Acidigital

Imagens da Praça de São Pedro em uma rara queda de neve, em Roma


Todos desfrutam de uma nevada rara em Roma e no Vaticano!

Veja as fotografias tiradas nos jardins do Vaticano e em torno da Praça de São Pedro na segunda-feira após uma forte queda de neve durante a noite do domingo, 25 de fevereiro, publicadas pela site da site da Santa Sé na sua versão em Inglês.






Fonte: CNBB


Entenda: Porque jejuar nas sextas-feiras da Quaresma?


Entenda: Porque jejuar nas sextas-feiras da Quaresma?
Durante a Quaresma – período de preparação para a festa da Páscoa – a Igreja recomenda que os fieis façam jejum e abstinência, principalmente às sextas-feiras. A prática é muito comum durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. Mas porque jejuar nas sextas-feiras quaresmais?
“Para tornar mais verdadeira, autêntica e transparente a nossa vida diante de Deus”, explica o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.
“A finalidade proposta é viver o jejum como renúncia de algo que nos dá prazer imediato e, porém, não é só o aspecto negativo da renúncia, mas impositivo. Eu insisto, o jejum é para tornar mais autentica, transparente e verdadeira conosco mesmo no relacionamento com os ouros e no final com Deus a nossa existência terrena”, explicou
O bispo ressalta ainda que sexta-feira na tradição da Igreja é o dia da morte do Senhor. Portanto, desde os primeiros séculos se tornou um dia litúrgico. Isto é, em que se recordava a morte do Senhor de uma maneira especial.
“O fato de ter um dia de Jejum é para viver juntos como Igreja Universal um gesto que manifeste a nossa busca de uma espiritualidade mais profunda, mais autêntica ligada ao sofrimento de Cristo”, destaca.
De acordo com o Código de Direito Canônico – leis que orientam a Igreja Católica – o jejum é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”. Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.
Segundo dom Armando, a Igreja enriquecida por uma longa história documentada pela Bíblia, fala muitas vezes da necessidade de jejuar. Na Sagrada Escritura, o profeta Isaías insiste que não basta um jejum como obra exterior. É importante jejuar como purificação interior.
“Nós como Igreja temos essa obra durante a Quaresma com o intuito da vivência mais profunda com nós mesmo e com Deus para que a nossa vida se torne mais pura, autêntica e fiel”.
Conforme as orientações da Igreja, o jejum e a abstinência são obrigatórios na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.
Sobre a abstinência, o Direito Canônico diz que “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. Segundo o documento, a tradição da Igreja indica a abstenção de carne, pelo menos nas sextas-feiras da Quaresma. “Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo os mais requintados e dispendiosos [caros] ou da especial preferência de cada um”, orienta o documento.
Para dom Armando, o jejum quaresmal é um momento para entrar em si mesmos e ver na transparência do mistério de Deus a proposta cristã o que torna a vida mais bela, transparente.
“Quem ganha com o jejum não é Deus, somos nós. São as nossas vidas que se tornam mais verdadeiras em si mesmas. É claro a motivação não é de ordem só estética ou física, mas espiritual. Mas, Deus é aquele que, mais do que todos, procura o nosso bem e a Igreja, fiel a uma longa tradição de espiritualidade, convida seus filhos a fazer renúncias que não são tanto para honrar a Deus, é para tornar o nosso relacionamento com Ele mais puro, rico, belo, mais fiel ao projeto que Ele nos deixou”, finaliza o bispo.
Fonte: CNBB

Não à violência nas redes sociais

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas – TO
Todos nós somos conscientes da importância das redes sociais. Com o advento destas plataformas, tudo ficou mais fácil, mais rápido e mais eficaz. Por causa da navegabilidade, da conectividade, da velocidade e da praticidade, as redes socais caíram no gosto das pessoas e se popularizaram. Tanto assim que o papa Francisco chegou a dizer que “as redes socais são ‘dom de Deus’ se usadas sabiamente”. O problema é saber usá-las com sapiência. E é exatamente o que, de fato, não está acontecendo. Nas mãos de quem não sabe manuseá-las sabiamente, elas se constituem um desastre e se transformam em uma arma perigosa que destrói, fere e mata.
A rigor, as redes sociais são neutras: não fazem nem bem e nem mal. É o coração humano que as tira desta sua neutralidade. “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor” (papa Francisco). O que se lamenta é que a geração de nativos, que domina, como ninguém, estas plataformas, as utilizam como armas de guerra para disseminar agressividades, espalhar cizânias, calúnias e raivas, provocar suspeitas e nivelar, por baixo, como se todos fossem iguais. Infelizmente muitos que se dizem “católicos” usam mais as redes sociais para condenar, politizar, polarizar, desinformar e provocar a divisão entre as pessoas e entre os grupos do que para dialogar, compartilhar e evangelizar. Defendem um neoconservadorismo que chega a beirar cisma. Um abismo chama outro abismo. A violência só gera violência. A guerra somente gera guerra. Usar o nome de Deus para justificar posturas e composturas agressivas e ríspidas, é não falar, em espirito e verdade, em seu nome. Usar o nome da Igreja para disseminar discórdia, é prestar-lhe um desserviço. Tenho repetido, à exaustação: “toda vez que perdemos de vista a grandeza do mistério da comunhão da Igreja para ficar preso à mesquinhez de uma pessoa, à fragilidade de um determinado grupo, ao erro de um determinado período histórico, perdemos a capacidade de contemplar o infinito mistério de Deus agindo em nós. Deus é infinitamente maior do que nosso pecado. Entender o mistério da comunhão da Igreja é não amesquinhá-la, não perder tempo com fofocas e picuinhas que ameaçam fechar a comunidade em si mesma e isolar os grupos” (padre Vitor Feller).
Tempo complexo este nosso. Estaria Cristo dividido? Estaria a Igreja de Cristo dividida? Quem nos separará do amor de Cristo? Gosto muito deste outro texto. Não é da minha autoria. Nem sei quem o escreveu. Peço, pois, vênia e licença, ao autor, para apropriar-me dele, como se meu fosse: “não tragam apenas a palavra afiada, feita faca para o combate; tragam também a voz e, no canto, a melodia do sonho e da esperança da unidade. Não tragam apenas olhos críticos para desnudar a injustiça e a opressão que os outros comentem; tragam também um olhar doce e terno, capaz de perdão, misericórdia e reconciliação. Não tragam apenas mãos firmes e fortes, a fim de remover barreiras e obstáculos; tragam também na ponta dos dedos sensíveis o bálsamo para as nossas feridas do corpo e da alma. Não tragam apenas pés rijos e calejados para as estradas íngremes e inóspitas; tragam também passos leves e pacientes, sintonizados com o ritmo dos mais debilitados. Não tragam apenas a boa nova do evangelho como um tesouro de preciosas pérolas; tragam também a arte, a graça e a magia de transmiti-la em tempos complexos. Não tragam apenas um espírito de fé, que tudo vence, supera e sublima; tragam também o coração aberto ao diálogo, à solidariedade, à paz e à oração. Não tragam apenas a água viva da mensagem, junto com a certeza de que Deus o envia; tragam também sedes, dúvidas e interrogações, pois, evangelizar é um movimento de mão dupla. Não tragam apenas o ouvido atento e a resposta pronta ao sofrimento e à alegria de tantos caminhos; tragam também o silêncio respeitoso diante da dor, já que uma história nua é como um sacrário aberto”.
Portanto, digamos não à violência nas redes sociais. Não compartilhemos notícias e nem conteúdos ofensivos e depreciativos. Não participemos de grupos que tenha por objetivos fofocar, caluniar e divulgar inverdades, como se verdades fossem. Vamos todos contribuir para a superação da violência, inclusive nas redes sociais. Esta é a nossa missão. Bela missão.
Fonte: CNBB

Comitiva da CNBB vai ao estado de Roraima conhecer a realidade dos migrantes venezuelanos

Comitiva da CNBB vai ao estado de Roraima conhecer a realidade dos migrantes venezuelanos

De 1º a 4 de março, uma comitiva, composta por 19 pessoas, coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) visitará o estado de Roraima, especialmente Boa Vista e Pacaraima, para conhecer de perto a realidade dos migrantes venezuelanos que em função da crise política e econômica pela qual passa seu país buscam apoio em território brasileiro.
A ação recebeu o nome de “Missão Fronteiras da Venezuela” e tem o objetivo de conhecer a situação que envolve a migração atual na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em especial para verificar a ocorrência do tráfico humano e elaborar um documento de análise e proposição do que a Igreja pode oferecer, em termos de incidência, assistência e denúncia.
A missão será coordenada pelo bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Lazzaris, presidente da Comissão para o Enfrentamento ao Tráfico Humano com o apoio do bispo de Boa Vista (RR), dom Mário Antônio da Silva e de organismos e pastorais da Igreja local. Integram a comitiva representantes de nove regionais da CNBB que atuam no enfrentamento ao tráfico humano.
Segundo dom Mário Antônio, só nos primeiros meses do ano, estima-se que chegaram ao Brasil cerca de 18 mil migrantes venezuelanos. Por dia, segundo o prelado, são cerca de 400 novas pessoas cruzando a fronteira entre os dois países. “Sabemos que é uma realidade delicada, uma situação emergente, humanitária e de muita necessidade de acolhida, como nos ensina o papa Francisco. É nossa obrigação estender a mão, acolher e fazer aquilo que o Evangelho nos aconselha, como o próprio Jesus nos pediu: ‘Amar uns aos outros, como Ele nos amou’”, disse.
Refugiados em Roraima: Fotos: Frederico Parra/AFP e Reuters/UNODC
Migração e direitos – O número de venezuelanos que solicitaram refúgio no Brasil vem crescendo vertiginosamente nos últimos anos. Os dados do Ministério da Justiça revelam que até março de 2017, 8.231 migrantes pediram refúgio no país. O número superou os dados dos seis anos anteriores.
O refúgio é uma proteção legal para estrangeiros que sofrem perseguição em seu país de origem por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas. No caso dos venezuelanos, o número aumentou devido os últimos acontecimentos envolvendo o país, como a crise econômica e política vivenciadas no atual governo.
Entre as atividades programadas da Missão, estão visitas a diferentes abrigos, rodas de conversa com organizações locais e da região da fronteira, visitas à Polícia Federal, reunião com a ACNUR, OIM e Fundo Internacional das Nações Unidas para as Populações (Pnud), reunião com o governo estadual, entre outros. Esta missão sistematizará um documento de análise e proposições para orientar as ações da Igreja no Brasil.
No primeiro dia da missão, a Comissão para Especial para o Enfrentamento do Tráfico Humano, visitará o espaço onde é servido diariamente o café da manhã, conhecido como “café fraterno”, com 900 refeições, oferecidas pela paróquia Sagrado Coração de Jesus,  ação coordenada pelo padre Jesus Lopes Fernandez de Bobadilla. Outra iniciativa da paróquia, é a Casa de Passagem, prestes a ser inaugurada.  Em Pacaraima, a Comissão visitará abrigos e se encontrará com o bispo de Santa Elena de Uiarén (Venezuela), dom Felipe González.
Foto de capa: Fabio Calilo/Roraima em tempo
Fonte: CNBB

A Oração do Pai Nosso


A Oração do Pai Nosso
O que é a oração? Nada mais do que o relacionamento íntimo entre a criatura e o Criador. Relacionamento que se manifesta através de palavras ou no silêncio do coração.
Jesus tinha uma maneira tão linda de orar, que certa vez os discípulos pediram: “Mestre, ensina-nos a orar!” E Jesus ensinou a Oração do Pai Nosso.
É necessário que nós compreendamos este modelo de oração para que nele nos espelhemos no nosso momento a sós com o Senhor.
1.Deus é Pai de todos, e por isso somos irmãos.
2.Santificar o nome de Deus corresponde a louvar, bendizer e glorificar este nome que tem todo o poder.
3.Pedir que o Reino se instale no meio de nós é desejar que esta Fonte de amor, justiça, fraternidade e paz, envolva os nosso coração e a nossa vida.
4.Que a vontade de Deus se realize e não a nossa. Em outras palavras: Da mesma maneira que a vossa vontade se realiza no céu, que também ela se realize na terra.
5.O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Não é o meu alimento nem o seu alimento, mas o NOSSO ALIMENTO. Aí estamos diante da vivência da partilha. Nada é meu; nada é seu. Tudo é nosso. E é a alimentação para o DIA DE HOJE. Por que as nossas despensas se abarrotam de alimento?
6.Se eu perdoo serei perdoado. Se não perdoar não serei perdoado por Deus e a minha oração é vã.
7.As tentações existem. Jesus passou por estes momentos. Tanto é que Ele nos ensina a pedir, “não nos deixeis cair em tentação.”  O problema em si não se encontra nas tentações, porém nas quedas. O fechamento desta oração é maravilhoso: “Mas livrai-nos do Maligno. Amém”. TOME POSSE! (Mateus 6,7-15)
Paz e Luz

Fonte: Catequese Católica

Santos do Dia : Santos Romão e Lupicino - Irmãos peregrinos


Santos Romão e Lupicino, fundaram um mosteiro baseado nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano

São Romão entrou para a vida religiosa com 35 anos, na França, onde nasceram os dois santos de hoje. Ele foi discernindo sua vocação, que o deixava inquieto, apesar de já estar na vida religiosa. Ao tomar as constituições de Cassiano e também o testemunho dos Padres do deserto, deixou o convento e foi peregrinar, procurando o lugar onde Deus o queria vivendo.
Indo para o Leste, encontrou uma natureza distante de todos e percebeu que Deus o queria ali.
Vivia os trabalhos manuais, a oração e a leitura, até o seu irmão Lupicino, então viúvo, se unir a ele. Fundaram então um novo Mosteiro, que se baseava nas regras de São Pacômio, São Basílio e Cassiano.
Romão tinha um temperamento e caminhada espiritual onde com facilidade era dado à misericórdia, à compreensão e tolerância. Lupicino era justiça e intolerância. Nas diferenças, os irmãos se completavam, e ajudavam aos irmãos da comunidade, que a santidade se dá nessa conjugação: amor, justiça, misericórdia, verdade, inspiração, transpiração, severidade, compreensão. Eles eram iguais na busca da santidade.
O Bispo Santo Hilário ordenou Romão, que faleceu em 463. E em 480 vai para a glória São Lupicino.
Santos Romão e Lupicino, rogai por nós!