terça-feira, 1 de agosto de 2017

Santo do Dia : Santo Afonso Maria de Ligório - Bispo e Doutor da Igreja

Santo Afonso Maria de Ligório
Santo Afonso Maria de Ligório, pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho “Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral”. Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.
Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.
Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.
Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.
Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!

Liturgia Diária: 17ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira 01/08/2017

Primeira Leitura (Êx 33,7-11;34,5b-9.28)
Leitura do Livro do Êxodo.
Naqueles dias, 7Moisés levantou a tenda e armou-a longe, fora do acampamento, e deu-lhe o nome de Tenda da Reunião. Assim, todo aquele que quisesse consultar o Senhor, saía pra a Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento. 8Quando Moisés se dirigia para lá, o povo se levantava e ficava de pé à entrada da própria tenda, seguindo Moisés com os olhos até ele entrar. 9Logo que Moisés entrava na Tenda, a coluna de nuvem baixava e ficava parada à entrada, enquanto o Senhor falava com Moisés. 10Ao ver a coluna de nuvem parada à entrada da Tenda, todo o povo se levantava e cada um se prostrava à entrada da própria tenda. 11O Senhor falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Depois, Moisés voltava para o acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, o filho de Nun, não se afastava do interior da Tenda.
34,5bMoisés permaneceu diante de Deus invocando o nome do Senhor. 6O Senhor passou diante de Moisés, proclamando: “O Senhor, o Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel, 7que conserva a misericórdia por mil gerações, e perdoa culpas, rebeldias e pecados, mas não deixa nada impune, pois castiga a culpa dos pais nos filhos e netos, até à terceira e quarta geração!” 8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”. 28Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje : Responsório (Sl102)


— O Senhor é indulgente, é favorável.
— O Senhor é indulgente, é favorável.
— O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
— O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem;
— quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem.

Compreendendo e Refletindo

Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração

“O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno”(Mateus 13,38).
A Palavra de Deus dirigida ao nosso coração, hoje, é uma exortação para que deixemos de ser joio e para que tudo o que há de joio em nós seja dissipado do nosso coração, porque o Reino de Deus é para quem é trigo; e as trevas ou o joio são para aqueles que pertencem ao maligno.
Não pertencemos ao maligno e não podemos permitir que o nosso coração seja tomado pelo mal e por aquilo que é maligno, porque, para entrarmos definitivamente e fazermos parte do Reino de Deus, precisamos ser o bom trigo de Cristo. Precisamos, de fato, ser a boa semente, pois não somos a semente velha e estragada; somos a boa semente do Reino de Deus. Se até agora a boa semente e o joio convivem, no Reino definitivo o Senhor há de separá-los, e nós não queremos nem podemos ficar de fora.
A Palavra está nos dizendo que os anjos de Deus retirarão do Reino aqueles que fazem os outros pecarem e praticarem o mal. É justamente essa a característica do joio: ele não só peca, não só vive no pecado, mas também leva os outros a pecarem. Então, não nos acostumemos nem nos tornemos cegos diante das situações pecaminosas. Há pessoas, por exemplo, que gostam de falar palavrão, mas nem percebem, e ainda levam outros a falarem; há pessoas que falam mal da vida dos outros e levam outras pessoas a também falarem mal do próximo, elas não se acostumam a falar mal sozinhas, têm de levar os outros a falarem. Sem contar todo espírito de sedução e maldade que há no mundo, onde a pessoa faz o mal, ensina os outros a fazerem o mal e o disseminam pelo mundo.
Para sermos a boa semente do Reino de Deus, precisamos dissipar toda maldade que há dentro do nosso coração. Pensar e querer o mal dos outros, praticar as ações para que outros se deem mal, falar mal, entregar os outros e assim por diante são os joios que estão presente em nosso coração.
Deus quer nos lavar, Ele quer nos purificar, renovar-nos por mais joios que possamos ser. A graça de Deus transforma o joio obediente a Deus na boa semente da Palavra, e tudo o que Ele quer é que sejamos sementes no Seu Reino.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo- Canção Nova

Evangelho (Mt 13,36-43)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 36Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Vocação: Chave existencial para a vida feliz


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Vocação é um tema que polariza a reflexão e a prática pastoral da Igre­ja Católica no Brasil durante o mês de agosto: "mês vocacional". As comunidades cristãs se envolvem de algum modo na Pastoral Vocacional com orações e reflexões. Principalmente os jovens. Ilu­mina-se ainda mais o sentido humanitário das profissões exercidas pelos cristãos na sociedade. Isso já é uma inestimável contribuição à consciência social sobre o valor da vida como serviço aos irmãos. 

Acredito que Vocação é outra palavra para se dizer: felicidade. Toda pessoa é vocacionada a ver assim a sua vida: descobrir como ser feliz nela. Na Bíblia vocacionar é chamar. Uma chamada à espera de respos­ta. Uma chamada nominal. O nome indivi­dualiza e distingue. 

O nome torna alguém insubstituível como tal perante os outros. Fomos chamados e temos um nome. A primeira vocação é a existencial ou o chama­do a viver. É pessoal e é comum. Eis aí o primeiro direito inalienável e irrevogável, a começar da concepção do feto no seio da mãe. Implica os demais direitos inerentes ao pleno desenvolvimento e à plena dignidade humana de qualquer pessoa: saúde, edu­cação, comunhão em todos os bens da cul­tura. 

Toda pessoa é propensa a estar ciente do dom que é a sua vida. Percebe que precisa dar a ela um sentido único e pessoal. Descortina inúmeras possibilidades. Torna-se infinito o horizonte da existência terrena. A vida não é só a realidade física, bioló­gica e orgânica. Ë vida acolhida, pensada e. produzida numa experiência pessoal irre­nunciável e irrepetível. É a descoberta de si no crescimento, nas tendências e habilida­des em servir. Ser útil. Por isso é triste ver alguém alienado, alheio, fechado em si e omisso quanto à responsabilidade em viver. 

E em construir de modo racional o seu "ser vivente com os outros". Alienar-se é cair num estado vegetativo ou ilusório. Tantas serão as frustrações e ilusões quantas as fugas e omissões! Um poeta brasileiro definiu num só versinho o que é viver em ilusões:

"Quem passou pela vida em branca nuvem/ E em plácido repouso adormeceu/ Quem não sen­tiu o frio da desgraça/ Quem passou pela vida e não sofreu/ Foi espectro de homem não foi homem/ Só passou pela vida, não viveu" (Francisco Otaviano).

Outra fuga absurda é a revolta de quem diz "eu não pedi para nascer". A afirmação não é só ignorân­cia. Revela uma personalidade alienada, inconsciente do seu valor maior: a vida! 

No íntimo do ser humano a vocação é resposta ao impulso interior, que faz alguém sair de si para se encontrar nos outros. Aí está, digamos assim, o DNA da sua felici­dade. Este é o caminho e é a aventura que nos realizam como pessoas. Não é coisa fácil nem "branca nuvem" nem a ilusão de: "a gente vai levando essa vida". Curtir pode ser moda. Mas é o gatilho que dispara o consumismo inconseqüente, além da preguiça institucionalizada.

A despreocupação com o amanhã ou com as dificuldades, apenas mascara a incompetência de lutar, de ser bom, de ser responsável. Enfim, de querer vencer! A propaganda seduz, mas não cria o sucesso. Ela tem um vício insanável: o di­nheiro antes de tudo! Este jamais será garan­tia de felicidade vocacional. 

Em si mesma a vida é uma questão da fé!


Pe. Antônio Clayton Sant´anna, C.SS.R
Revista de Aparecida

Agosto, o Mês Dedicado às Vocações


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        Neste mês a Igreja celebra as vocações: sacerdotal, diaconal, religiosa, familiar e leiga. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, de forma a pedir a Deus sacerdotes que sejam verdadeiros pastores e sinais de comunhão e unidade no seio da Igreja.
Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi …”
                                            (Jo 15,16)