sábado, 1 de outubro de 2016

Pétalas de Misericórdia

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)


Finalizamos o mês de setembro, quando celebramos o Dia Nacional e o Mês da Bíblia! Ela nos traz a Palavra de Deus, que é luz para o nosso caminho e, portanto, de suma importância na vida da Igreja. Na liturgia pós Vaticano II, temos uma abundância de leituras na liturgia da missa e em todas as celebrações dos sacramentos e também nas reuniões e encontros. Aos domingos três leituras mais o salmo totalizam 4 trechos bíblicos, além das outras citações litúrgicas e mesmo da música que, ao cantar a liturgia, é baseada na Sagrada Escritura. O incentivo para a “Lectio Divina”, ou leitura orante da Bíblia, em nossos círculos bíblicos e nossas reuniões faz parte das recomendações da Igreja. Isso mostra a atenção que a Igreja faz da escuta do Senhor e nos ajuda a entrarmos ainda mais em outubro. Já iniciamos a Primavera e aqui em nossa região já caíram as primeiras chuvas dessa estação. É baseado na experiência do encontro com Cristo, iluminado pela Palavra de Deus e conduzido pelo Espírito Santo que adentramos o mês das Missões e do Rosário, com a Semana Nacional da Família abrindo com o grande exemplo da padroeira das missões, Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, que nos legou a “pequena via” e que na Igreja, como queria ser tudo, escolheu ser o amor, o coração.
De forma providencial, a Igreja coloca o mês das missões após o mês da Bíblia, a exemplo de Maria Santíssima (que celebraremos solenemente em outubro), que, após ouvir a Anunciação do Arcanjo São Gabriel que conceberia e daria a luz ao Filho de Deus, saiu para servir à sua prima Isabel. Este é o sentido da missão, servir a todos em Nome do Senhor, fazer-se presença silenciosa e amorosa. Com isso, a Igreja, Mãe e Mestra, nos ensina que todos nós batizados somos missionários em todos os locais nos quais nos encontramos, a começar pela nossa família, e abrindo-nos como Igreja em saída para todas as realidades, indo para as “águas mais profundas” proclamando que experimentamos e anunciamos a misericórdia do Senhor.
E é neste sentido que a Igreja inicia o Mês das Missões com Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, mais carinhosamente conhecida como Santa Terezinha do Menino Jesus. Esta pequena monja, em estatura humana, nasceu em 1873 e faleceu, com 24 anos e 09 meses, em 1897. Sem nunca sair do seu convento, sua fama de santidade se espalhou como um grande perfume de rosas pelo mundo. É espantoso vermos o crescimento devocional popular em torno desta mística que uniu intimamente o seu coração ao Coração do Seu Senhor.
Aos olhos do mundo ela não teria nada de especial e também não teria motivo para chamar a atenção de uma multidão tão enorme de pessoas. Porém, entre seus devotos, tivemos diversos santos após ela – padres, bispos, religiosas e religiosos – e, hoje, o Papa Francisco declarou expressamente que um de seus livros de cabeceira é o “História de uma alma”. Esse pequeno manuscrito é a autobiografia da vida desta amada santinha, e que aqui sim vemos como ela foi se deixando talhar pela ação da Misericórdia do Senhor.
O Papa Pio XI assim declarou a respeito dela: “O gênio deslumbrador de Agostinho, a sabedoria luminosa de Santo Tomás de Aquino projetaram sobre as almas uma luz que não conhece ocaso; o poema divino vivido por São Francisco de Assis mostra ao mundo a imitação desconhecida da vida de Deus feito homem; mas uma jovem carmelita, mal atingindo a idade adulta, conquistou em menos de meio século um número incalculável de discípulos. Os doutores da lei fizeram-se crianças em sua escola”.
Ela nos conta como foi sua infância, de sua personalidade difícil por ser criança cheia de mimos e de como seu temperamento era forte. De como se deu o casamento de seus pais após a tentativa de ambos em serem religiosos. Do piedoso sacerdote que foi instrumento para a formação dessa nova família. Da forma como era vivida a vida religiosa do casal e de como instruíam as filhas na fé católica, das missas, praticamente, diárias. Das dificuldades financeiras dos pais, ele um relojoeiro e ela com o dom de bordadeira. Conta também sobre o nascimento dos filhos e a morte de alguns deles. Apresenta as dores que sentiu com a morte da mãe, hoje Santa Zélia Guarin (o casal foi canonizado), da escolha da irmã para ser sua nova mãe e como sofreu com a partida dela para a vida no Carmelo. Partilha como escolheu ingressar no Carmelo, e sua inusitada visita ao então Papa reinante, Leão XIII, de como se ajoelhou aos pés do Papa e pediu essa graça a ele de forma ousada. Anuncia sua alegria quando conseguiu seu ingresso no Carmelo, através da carta que chegou de seu bispo dias depois da visita ao Papa. Recebeu a visita de seu pai, hoje, São Luiz Martin (casal canonizado), já com idade avançada, ao Carmelo, com a saúde já totalmente combalida.
Mais especificamente sobre si, Terezinha nos conta que, para além dos defeitos próprios, também uma doença que chamou de “escrúpulos”, e como foi curada pela “Virgem do Sorriso”, sua bela devoção.
Na sua autobiografia, Terezinha nos mostra o seu lado humano com toda coragem e ímpeto, que somente quem está com o coração alicerçado no Senhor pode ter. Jamais aquela pequena monja poderia imaginar que, após a sua morte, em tão pouco tempo alcançaria as graças às quais menciona logo no início da autobiografia, quando assim diz: “Durante muito tempo perguntava a mim mesma porque Deus tinha preferências, por que todas as almas não recebiam igual medida de graças. Admirava-me vê-Lo prodigalizar favores extraordinários a Santos que O tinham ofendido, como São Paulo, Santo Agostinho, e aos quais forçava, por assim dizer, a receberem suas graças; ou então ao ler a vida dos santos, que Nosso Senhor se comprazia em acarinhá-los desde o berço até o túmulo, sem lhes deixar no caminho nenhum tropeço que os tolhesse de se levantarem até Ele, em predispor essas almas com tais favores, a ponto de não poderem empanar o brilho imaculado de sua veste batismal; perguntava-me a mim mesma por que os pobres selvagens, por exemplo, morriam em grande número antes mesmo de terem ouvido pronunciar o nome de Deus... Dignou-se Jesus esclarecer-me a respeito desse mistério. Pôs-me diante dos olhos o livro da natureza, e compreendi que todas as flores que por Ele são criadas são formosas, que o esplendor da rosa e a brancura do lírio não eliminam a flagrância da violetinha nem a encantadora simplicidade da bonina... Fiquei entendendo que se todas as florzinhas quisessem ser rosa, perderia a natureza sua gala primaveril, já não ficariam os vergéis esmaltados de florinhas...” (Pag. 26, “História de uma alma – Manuscritos autobiográficos”, Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Editora Paulus. SP : 2012).
Terezinha, embora tenha vivido num período histórico bastante difícil, não é fruto do iluminismo francês; é uma reação clara ao jansenismo, que tinha colocado Deus longe do homem. Uma menina mimada no coração da família Martin que saberá, apenas sendo dócil à graça de Deus, assumir uma postura de crítica e questionadora dentro da própria Igreja. A sua palavra não chega a nenhum lugar durante a sua vida. Porém, mal acabara de morrer, sua imã, Madre Inês, começou a reunir seus escritos, que tornou pública a vida de nossa Terezinha.
Tudo na pequena Teresa foi rápido. Ela tinha pressa desde os inícios de sua vida religiosa. A pressa dos santos, dos profetas que percebem que têm na sua vida pouco tempo e muitas coisas para realizar. Terezinha foi e é para a humanidade uma “palavra do Senhor” encarnada na História, que soube traduzir o evangelho dos pequenos e dos pobres. Jesus continua a pousar o Seu olhar sobre os que não têm voz, que não possuem a força da autoridade, mas que têm a força do amor, pela qual sabe atingir o coração mais duro.
Terezinha inaugurou e iniciou o caminho que ela chamou de “pequena via”, e não se pode entendê-lo por meio da especulação e da força da inteligência, mas pelo caminho do coração. É o caminho dos pequenos que continua a surpreender o mundo, sempre mais sofisticado. E é nesse mundo que continua sua missão, a de mostrar a “Face Misericordiosa do Senhor” para uma sociedade cheia de soberba e de orgulho, que busca o prazer hedonista a todo custo e que, após isso, busca o prazer e sentido existencial nos consultórios dos psicólogos e psiquiatras, com remédios para preencher o vazio do seu coração que, segundo Agostinho, possui o tamanho exato de Deus. Ela nos mostra que pode ser alcançado no cotidiano de nossas vidas, por gestos pequenos, de superar-se nos pequenos desafios e sabendo que sendo Deus o nosso Tesouro nada nos falta, conforme nos lembra a Mãe espiritual de Terezinha, a grande Teresa de Ávila, no século XVI. Afinal, já bem nos lembra o Evangelho: onde está o teu tesouro aí está o teu coração.
Diante da simplicidade de uma criança, só uma atitude é cabível: a contemplação. Saber contemplar é saber amar com o coração o que só os olhos veem. É ir além das aparências, penetrar a profundidade e buscar o sentido tão evidente e tão escondido do amor.
Teresa de Lisieux é uma santa destinada a permanecer como um grande exemplo e intercessora na Igreja e no mundo. No início deste Terceiro Milênio tem uma grande mensagem a oferecer ao homem e à mulher da assim chamada pós-modernidade, onde a razão, o bem-estar, o conforto e a técnica parecem ter valor absoluto. Terezinha reaproxima-nos de Deus e nos faz sentir que é necessário “pegar Deus pelo coração”, e não ter medo da misericórdia infinita do Senhor. Ela nos diz que mesmo que tivéssemos na consciência os maiores crimes deveríamos confiar na misericórdia de Deus. Dentro do Ano do Jubileu da Misericórdia é para nós uma alegria e consolo ler esse texto. 
Ainda é importante lembrarmos que Santa Terezinha, pouco antes de nascer para Deus, nos exorta a pedirmos a ela sua intercessão, quando diz que faria cair uma chuva de rosas sobre todos que a ela invocassem; por isso é também conhecida como Santa Terezinha das rosas. Ao dizer isso, fez a promessa para todos que precisam, sem limites, pois estava inebriada dessa Misericórdia, de todo ser humano, por isto que fez a promessa para todos que dela necessitassem. Tal atitude só nos demonstra que Terezinha realmente encontrou a sua missão na Igreja, qual seja, a de ser o “Amor”, isto é, de amar a todos indistintamente. Terezinha levou isso a cabo, ao extremo, pois quer auxiliar a todos nós com suas orações diante do Senhor.
Percorramos também nós na “pequena via” de Santa Terezinha, a grande Teresa de Lisieux, doutora da Igreja, para que possamos mergulhar na misericórdia de Deus, deixando que ela vá às mais profundas raízes do nosso ser, e que ela nos transforme para que possamos, neste mundo tão conturbado, ser sinal de esperança e caridade. Desta forma, poderemos convidar outras pessoas, pelo nosso exemplo, para que também se aproximem de Deus e venham experimentar como é bom saber que todos somos filhos muito amados muito antes mesmo de sermos concebidos.


Fonte: CNBB

Pastoral Carcerária

Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo (RS)



Infelizmente, as notícias de violência fazem parte do cotidiano. Sempre que acontecem mais assassinatos e roubos, como está acontecendo no Rio Grande do Sul, o problema recebe atenção especial e não poderia ser diferente. Na campanha eleitoral, o tema é obrigatório. Quando se começa a estudar o assunto e se procura soluções, imediatamente entra em pauta o sistema prisional. Longos debates e estudos trazem questões sobre a finalidade do Sistema Prisional, sua metodologia e sua situação atual. Este é um problema que não pode ser tratado com superficialidade, pois não existem soluções fáceis. Também no dia 2 de outubro é relembrado o massacre do Carandiru - São Pulo - ocorrido em 1992, no qual foram mortos 111 prisioneiros durante uma rebelião. 
A Pastoral Carcerária da Igreja Católica, composta de leigos voluntários, religiosas e padres, visita os apenados. Fazem este pastoreio respondendo ao pedido de Jesus Cristo: “estava na prisão, e fostes visitar-me” (Mateus 25, 36). A presença junto aos encarcerados é uma obra de misericórdia num ambiente onde a miséria humana está escancarada. O objetivo geral da Pastoral Carcerária é a “evangelização e promoção da dignidade humana por meio da presença da Igreja nos cárceres através das equipes de pastoral na busca de um mundo sem cárceres”.
A Pastoral Carcerária tem como objetivos específicos: “Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo; colaborar para que os direitos humanos sejam garantidos; conscientizar a sociedade para a difícil situação do sistema prisional; velar a dignidade humana; contribuir para a redução da população carcerária; superar a justiça retributiva por meio da justiça restaurativa; promover a inclusão social da pessoa presa”.
Visitar os presídios e os prisioneiros é uma experiência marcante e provocativa. Encontrar-se, face-a-face, com alguém que foi julgado e condenado, por qualquer crime, desperta os mais variados sentimentos. O primeiro é de tristeza pelo sofrimento causado pela ação criminosa. Vem à mente as vítimas e seus familiares, com toda a violência sofrida e os traumas que agora carregam. A ferida do mal sofrido é irreparável. Enfim, quanto sofrimento, quanta dor está por detrás de cada prisioneiro.
Outro sentimento que brota é de compaixão e misericórdia para com os prisioneiros. Objetivamente os prisioneiros fizeram um mal que justifica sua prisão, foram julgados, condenados e estão cumprindo a pena, conforme a lei. Também vem a pergunta: por que eles se encaminharam por este caminho torto? Houve descuido na sua formação humana? Acima de tudo nasce a inquietação de como ajudá-los, para que, após o cumprimento da pena, possam voltar à sociedade e mudem de vida.
Outro problema sério são as condições sub-humanas dos presídios. Ver com os próprios olhos a realidade prisional, certamente, impacta muito mais do que vê-la pelos meios de comunicação. Se uma das finalidades dos presídios é a reinserção social, que na linguagem religiosa denominamos como conversão, constata-se que, naquelas condições, este objetivo dificilmente será alcançado.
A Pastoral Carcerária orienta-se, nas suas visitas aos encarcerados, conforme o sentimento de Deus: “não tenho prazer na morte do ímpio, mas antes que ele mude de conduta e vida” (Ezequiel 33, 11).
Fonte: CNBB

Hoje é celebrada Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja


“Quero passar meu céu fazendo o bem na terra”, dizia Santa Teresa de Lisieux, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus, cuja festa é celebrada neste dia 1º de outubro. A santa carmelita, mesmo com sua vida contemplativa, tornou-se a padroeira das missões e doutora da Igreja.
Santa Teresa viveu somente 24 anos. Mas, deixou um grande legado de amor para a Igreja, o qual se tornou muito conhecido com o passar do tempo.
Marie Françoise Thérèse Martin nasceu em Alençon (França), em 2 de janeiro de 1873, filha do casal Louis Martin e Zélia Guérin, que foram canonizados no ano passado pelo Papa Francisco.
Uma família modesta e temente a Deus, que teve como frutos oito filhos antes da caçula Teresa. Quatro deles, porém, morreram ainda novos, restando em vida Maria, Paulina, Leônia e Celina.Teresinha entrou para o Mosteiro das Carmelitas em Lisieux aos 15 anos de idade, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Entregou-se com inteira decisão e consciência à tarefa de ser santa. Sem perder o ânimo, diante da aparente impossibilidade de alcançar os pontos mais elevados da renúncia de si mesma, costumava repetir: “Deus não inspira desejos impossíveis. Não tenho que me fazer mais do que sou, mas sim me aceitar tal como sou, com todas minhas imperfeições”.Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre como um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.
Teresinha tinha um profundo desejo em seu coração de ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Queria ser tudo, até que descobriu sua vocação: “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor”.
Santa Teresa morreu de tuberculose, em 30 de setembro de 1897, dizendo suas últimas palavras: “Oh!… amo-O. Deus meu,… amo-Vos!”.
Um ano depois de sua morte, a partir de seus escritos, foi publicado o livro “História de uma alma”, que conquistou o mundo porque deu a conhecer o muito que esta religiosa tinha amado Jesus.
Foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925, pelo Papa Pio XI, que a declarou “Patrona Universal das Missões Católicas”, em 1927.
Em 19 de outubro de 1997, São João Paulo II a proclamou doutora da Igreja. Na ocasião, disse: “Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face é a mais jovem dos ‘Doutores da Igreja’, mas seu ardente itinerário espiritual manifesta tal maturidade, e as intuições de fé expressas em seus escritos são tão vastas e profundas, que lhe merecem um lugar entre os grandes professores do espírito”.
“O desejo que Teresa expressou de ‘passar seu céu fazendo o bem na terra’ segue cumprindo-se de modo admirável. Obrigado, Pai, porque hoje nos faz próxima de uma maneira nova, para louvor e glória de seu nome pelos séculos!”, concluiu São João Paulo II.
Fonte: Acidigital

Santo do Dia - Santa Teresinha do Menino Jesus, intercessora dos missionários


Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja
“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.
A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras:“Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Liturgia Diária- 26ª Semana Comum - Sábado 01/10/2016

Primeira Leitura (Jó 42,1-3.5-6.12-16)
Leitura do Livro de Jó.
1Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 2“Reconheço que podes tudo e que para ti nenhum pensamento é oculto. — 3Quem é esse que ofusca a Providência, sem nada entender? — Falei, pois, de coisas que não entendia, de maravilhas que ultrapassam a minha compreensão. 5Conhecia o Senhor apenas por ouvir falar, mas, agora, eu o vejo com meus olhos. 6Por isso me retrato e faço penitência no pó e na cinza”.
12O Senhor abençoou a Jó no fim de sua vida mais do que no princípio; ele possuía agora catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.
13Teve outros sete filhos e três filhas: 14a primeira chamava-se “Rola”, a segunda “Cássia”, e a terceira “Azeviche”. 15Não havia em toda a terra mulheres mais belas que as filhas de Jó. Seu pai lhes destinou uma parte da herança, entre os seus irmãos. 16Depois desses acontecimentos, Jó viveu cento e quarenta anos, e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração. E Jó morreu velho e repleto de anos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo de Hoje (Sl 118)

— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.
R- Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos.
— Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, pois tenho fé nos vossos santos mandamentos!
— Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!
— Sei que os vossos julgamentos são corretos, e com justiça me provastes, ó Senhor!
— Porque mandastes, tudo existe até agora; todas as coisas, ó Senhor, vos obedecem!
— Sou vosso servo: concedei-me inteligência, para que eu possa compreender vossa Aliança!
— Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos.

Evangelho (Lc 10,17-24)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”.
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”.
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.